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Influenza Aviária

 

A Influenza aviária A (H5N1), altamente patogênica, atravessou a barreira entre espécies na Ásia e causou várias mortes entre seres humanos, trazendo o risco de se tornar uma pandemia de grandes proporções.


A transmissão de aves para seres humanos se deu no curso de epidemias aviárias. No Sudoeste Asiático ocorreram 112 casos com 57 mortes desde 2003. Daí o vírus já se espalhou para a Europa em 2005, deixando clara a possibilidade de uma epidemia global.

 

Transmissão


inalação de gotículas infectantes
contato direto
possivelmente, contato indireto (fômites), com auto-inoculação no trato respiratório superior ou mucosa conjuntival
para a Influenza humana A (H5N1), a transmissão se dá:

de aves para pessoas
possivelmente, do meio-ambiente para pessoas
limitada, não sustentada até o momento: pessoa-a-pessoa (contato íntimo sem proteção adequada)
até o momento, o risco de transmissão nosocomial para profissionais de saúde tem se mantido baixo, mesmo quando as medidas adequadas de proteção não foram utilizadas


Patogênese


a replicação viral na nasofaringe é menor do que nas outras influenzas humanas
estudos sugerem replicação no trato gastrintestinal (amostras de fezes positivas na cultura viral; amostras de urina negativas)

 

Resposta imune

anticorpos específicos anti-H5N1 se desenvolvem em 10 a 14 dias


Achados patológicos

 

consistentes com pneumonia por vírus influenza

 

Quadro clínico

incubação: 2 a 4 dias, podendo chegar a 8 dias

Sintomas iniciais: febre > 38º C, sintomas influenza-like de trato respiratório inferior, diarréia aquosa

evolução para pneumonia viral primária. Em alguns casos, progressão para SDRA

 

Achados laboratoriais

 

leucopenia, linfopenia, trombocitopenia leve a moderada, aumento de transaminases
linfopenia foi marcador de gravidade na Tailândia
swab de orofaringe melhor do que swab nasal para identificação viral por RT-PCR

 

Mortalidade


letalidade alta entre pacientes internados até agora

 


IMPORTANTE:


Detecção de casos

 

considerar a possibilidade de Influenza A (H5N1) em pacientes com doença respiratória aguda grave, em países ou territórios com Influenza A (H5N1) animal, particularmente em expostos a criação de aves
outra possibilidade seria um quadro de doença séria não explicada (por exemplo: encefalopatia ou diarréia), em áreas com Influenza A (H5N1) humana ou em animais
diagnóstico: swab de orofaringe
confirmação: cultura viral positiva e/ou H5N1-RNA-PCR positivo e/ou imunofluorescência positiva para antígeno utilizando anticorpo monoclonal contra H5 e/ou aumento de títulos de anticorpos maior ou igual a 4 vezes o basal em amostras de soro pareadas


Manejo


hospitalização: enquanto o número de casos for pequeno, internar todos os casos suspeitos e confirmados para melhor isolamento
nebulização e alto fluxo de oxigênio só devem ser utilizados sob precauções aéreas estritas (implicadas na transmissão nosocomial da SARG)


Agentes antivirais


inibidores da neuraminidase: oseltamivir
tratamento precoce associado a um melhor prognóstico
oseltamivir por 7 a 10 dias
resistência ao oseltamivir se desenvolve com facilidade, mas as variantes virais permanecem suscetíveis ao zanamivir
vírus H5N1 é resistente aos inibidores M2: amantadina e rimantadina - não usar
corticóides: ainda não têm papel claro

 

Prevenção e medidas de controle


Imunização


não existem vacinas contra influenza A (H5) disponíveis
várias em desenvolvimento, usando engenharia genética ou vírus vivo atenuado (esta intranasal)

 

Controle de infecção hospitalar

 

influenza é um patógeno de disseminação nosocomial bem conhecida. As recomendações atuais são baseadas em um cenário não pandêmico e nas intervenções utilizadas para conter a SARG
máscaras N95 - na falta destas -usar máscaras cirúrgicas
quimioprofilaxia com oseltamivir: 1 vez ao dia, por 7 a 10 dias, em caso de exposição não protegida (pós-exposição)
profilaxia pré-exposição: avaliar a possibilidade da transmissão pessoa-a-pessoa estar aumentando


Contatos domiciliares e íntimos


contatos domiciliares: PEP - monitorar temperatura e sintomas. Embora transmissão secundária pareça baixa até agora, deve-se considerar a quarentena individual por 1 semana. No cenário de transmissão pessoa-a-pessoa, aumentar o esforço de quarentena.

 



 
 


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