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Coleta de amostras para diagnóstico de Influenza A (H1N1)

INFORMAÇÕES GERAIS

- Os agentes infecciosos prioritários para investigação etiológica são os vírus influenza e os agentes etiológicos responsáveis por quadros de pneumonia bacteriana.
- As amostras de secreções respiratórias devem ser coletadas até o terceiro dia e, eventualmente, poderá ser realizada até o sétimo dia, após o início dos sintomas.
- A técnica de diagnóstico preconizada pela OMS para confirmação laboratorial do vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é o RT-PCR.
- Não é recomendada a metodologia de Imunofluorescência Indireta (IFI) para detecção do subtipo de pandêmica (H1N1) 2009, no momento atual.
- Considerando-se as recomendações da OMS, o Ministério da Saúde reitera que a coleta de amostras de material humano seja realizada rigorosamente dentro das normas de biossegurança vigentes no país, preconizadas para essa situação.
- Os Laboratórios Centrais de Saúde Pública - Lacen poderão processar amostras de sangue ou outras amostras clínicas que não sejam do trato respiratório para subsidiar o diagnóstico diferencial, conforme as hipóteses diagnósticas elencadas no hospital e desde que façam parte da lista de exames próprios desta rede de laboratórios, adotando-se as medidas de biossegurança preconizadas para cada situação.

ATENÇÃO

O exame laboratorial para diagnóstico específico de influenza pandêmica (H1N1) 2009 somente está indicado para:
1. Acompanhar casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave com internação hospitalar; e
2. Em casos de surtos de Síndrome Gripal em comunidades fechadas, segundo orientação da Vigilância Epidemiológica, três amostras são necessárias.

COLETA DE AMOSTRAS PARA TESTES DIAGNÓSTICOS

Diante de um caso de Síndrome Respiratória Aguda Grave com internação hospitalar poderão ser
coletadas amostras clínicas de:
- Secreção nasofaringeana - para detecção de vírus influenza;
- Sangue para hemocultura - para realização de pesquisa de agentes microbianos e avaliação da resistência antimicrobiana; e
- Outras amostras clínicas - serão utilizadas apenas para monitoramento da evolução clínica do paciente e/ou para realização de diagnóstico diferencial, conforme as hipóteses elencadas pelo médico do hospital de referência e as evidências geradas pela investigação epidemiológica.

Obs: A coleta de material biológico deverá ser feita preferencialmente antes do início do tratamento.

ATENÇÃO

O Ministério da Saúde alerta aos profissionais de saúde e aos familiares de indivíduos com Síndrome Respiratória Aguda Grave que as condutas clínicas não dependem do resultado do exame laboratorial específico para influenza pandêmica (H1N1) 2009. Esclarece ainda que este exame, mesmo quando indicado, demanda um tempo longo de realização, pela complexidade da técnica utilizada.

TÉCNICA PARA A COLETA

- Preferencialmente, utilizar a técnica de aspirado de nasofaringe com frasco coletor de secreção, pois a amostra obtida por essa técnica pode concentrar maior número de células.
- Na impossibilidade de utilizar a técnica de aspirado de nasofaringe, como alternativa poderá ser utilizada a técnica de swab combinado de nasofaringe e orofaringe, exclusivamente com swab de rayon.
- Não deverá ser utilizado swab de algodão, pois este interfere nas metodologias moleculares utilizadas.
- As amostras de secreção respiratória coletadas devem ser mantidas em temperatura adequada de refrigeração (4ºC a 8ºC) e encaminhadas aos Lacen no mesmo dia da coleta.

ACONDICIONAMENTO, TRANSPORTE E ENVIO DE AMOSTRAS PARA DIAGNÓSTICO

Todas as unidades coletoras (unidades de saúde) deverão encaminhar as amostras ao Lacen de seu Estado ou Distrito Federal, acompanhadas da ficha epidemiológica devidamente preenchida.
As amostras deverão ser colocadas em caixas térmicas de paredes rígidas, que mantenham a temperatura adequada de refrigeração (4ºC a 8ºC) até a chegada ao Lacen.
O Lacen deverá acondicionar a amostra em caixas específicas para Transporte de Substâncias Infecciosas, preferencialmente em gelo seco. Na impossibilidade de se obter gelo seco, a amostra poderá ser congelada a -70ºC e encaminhada em gelo reciclável.
O envio e a comunicação com a informação do "número de conhecimento aéreo" devem ser imediatos para o respectivo laboratório de referência. O transporte deve obedecer às Normas da
Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

INDICAÇÃO PARA COLEGA DE AMOSTRAS EM SITUAÇÃO DE ÓBITO

Recomendado, APENAS NOS LOCAIS ONDE SEJA VIÁVEL A REALIZAÇÃO DAS TÉCNICAS DE COLETA DE AMOSTRAS, para diagnóstico post-mortem de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave sem diagnóstico etiológico prévio, em situações especiais, indicadas pela Vigilância Epidemiológica.

Os ácidos nucléicos virais podem ser detectados em diversos tecidos, principalmente de brônquios e pulmões, que constituem espécimes de escolha para o diagnóstico laboratorial de vírus influenza pela técnica de Transcrição Reversa associada à Reação em Cadeia mediada pela Polimerase (RT-PCR). No entanto, considerando a principal infecção secundária à influenza, foram contempladas, neste item, orientações para coleta de amostras para o diagnóstico bacteriano diferencial, bem como para o diagnóstico histopatológico.

Coleta dos espécimes teciduais
Devem ser coletados, fragmentos de cada tecido (listados no item 5.2.3), com dimensões aproximadas de 1cm a 3cm. Amostras de outros sítios das vias aéreas também podem ser submetidas a culturas e a ensaios moleculares. Colocar em recipientes separados e devidamente identificados as amostras coletadas de órgãos diferentes.

Pontos anatômicos de coleta de amostras
1. Da região central dos brônquios (hilar), dos brônquios direito e esquerdo, e da traquéia proximal e distal;
2. Do parênquima pulmonar direito e esquerdo;
3. Das tonsilas e mucosa nasal;
4. De pacientes com suspeita de miocardites, encefalites e rabdomiolise podem ser coletados fragmentos do miocárdio (ventrículo direito e esquerdo), SNC (córtex cerebral, gânglios basais, ponte, medula e cerebelo) e músculo esquelético, respectivamente; e
5. Espécimes de qualquer outro órgão, mostrando aparente alteração macroscópica, podem ser encaminhados para investigação da etiologia viral.



Informações integralmente retiradas do documento Protocolo de Manejo Clínico de Síndrome Respiratória Aguda Grave - SRAG do  Ministério da Saúde - 22/04/2010.

Para recomendações de órgãos e instituições internacionais - Visite a seção de  Guidelines

 

 

 

 

 



Download
Influenza Protocolo MS 05/08/2009
( PDF | 230,4 KB )
 
 


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