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Vigilância Epidemiológica Integrada de Influenza

Estratégias integradas adotadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS):
- Vigilância de casos de SRAG
- Investigação e acompanhamento da evolução de casos de SRAG hospitalizados;
- Investigação de surtos de síndrome gripal em ambientes restritos;
- Monitoramento das internações e da mortalidade por influenza e pneumonia;
- Vigilância de síndrome gripal em unidades-sentinelas.

Definições

Caso de síndrome respiratória aguda grave

Indivíduo de qualquer idade com doença respiratória aguda caracterizada por febre, tosse e dispnéia,
acompanhada ou não dos sinais e sintomas:
- Aumento da frequência respiratória (de acordo com a idade)
- Hipotensão em relação à pressão arterial habitual do paciente
- Em crianças além dos itens acima, observar também os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

O quadro clínico pode ou não ser acompanhado de alterações laboratoriais e radiológicas tais
como:
- Alterações laboratoriais: leucocitose, leucopenia ou neutrofilia;
- Radiografia de tórax: infiltrado intersticial localizado ou difuso ou presença de área de condensação.

Alerta: Deve ser dada atenção especial a essas alterações quando ocorrerem em pacientes que
apresentem fatores de risco para a complicação por influenza.

Todos os óbitos com quadro clínico de doença respiratória aguda grave, independentemente
dos sintomas apresentados, serão considerados como caso de SRAG.

Caso confirmado de síndrome respiratória aguda grave por influenza pandêmica (H1N1) 2009

- Indivíduo com quadro clínico compatível com SRAG e cuja infecção pelo vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009 foi confirmada por laboratório;
- Indivíduo com quadro clínico compatível com SRAG para o qual não foi possível ou não foi indicado coletar ou processar amostra clínica para diagnóstico laboratorial e que tenha evidência de contato próximo (até sete dias antes do início dos sintomas) com um caso laboratorialmente confirmado ou que pertença à mesma cadeia de transmissão com pelo menos um caso confirmado laboratorialmente (confirmação por vínculo epidemiológico); e
- Óbito com confirmação laboratorial de infecção por vírus da influenza pandêmica (H1N1) 2009 ou que tenha apresentado contato com caso confirmado laboratorialmente para influenza pandêmica.

Caso descartado de síndrome respiratória aguda grave por influenza pandêmica (H1N1) 2009

- Indivíduo com quadro clínico compatível com SRAG que não tenha sido confirmada laboratorialmente a infecção pelo vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009;
- Indivíduo com quadro clínico compatível com SRAG em que tenha sido diagnosticada outra doença;
- Indivíduo com quadro clínico compatível com SRAG com vínculo epidemiológico a um caso descartado laboratorialmente; e
- Óbito que não tenha sido confirmada laboratorialmente por infecção pelo vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009 ou que não tenha evidência de contato com caso confirmado.

Caso de Síndrome Gripal - SG

Quadro 1. Infecções respiratórias agudas e CID-10
CID-10 - AGRAVO
J00 - Nasofaringite aguda (resfriado comum)
J02.9 - Faringite aguda não especificada
J03.9 - Amigdalite aguda não especificada
J04.0 - Laringite aguda
J04.1 - Traqueíte aguda
J04.2 - Laringotraqueíte aguda
J06 - Infecção aguda das vias aéreas superiores de localizações múltiplas e não especificadas

Surto de Síndrome Gripal

Será considerado como surto de síndrome gripal a ocorrência de pelo menos 3 (três) casos de SG em ambientes fechados/restritos, com intervalo de até 7 (sete) dias entre as datas de início de sintomas dos casos.
Exemplos de ambientes fechados/restritos: Asilos e clínicas de repouso, creches, unidades prisionais ou correcionais, população albergada, dormitórios coletivos, bases militares, uma mesma
unidade de produção de empresa ou indústria, o mesmo setor de um hospital, entre outros.

Obs.: Em ambiente hospitalar, considerar a ocorrência de pelo menos três casos de SG ocorridos no mesmo setor vinculados epidemiologicamente e que ocorreram, no mínimo, 72 horas
após a data de admissão.

Critério de confirmação para surto de SG por influenza

Resultado positivo em pelo menos uma das três amostras coletadas para investigação de vírus influenza em casos de SG. Nesta situação, todos os demais casos suspeitos relacionados ao surto (ou seja, integrantes da mesma cadeia de transmissão) deverão ser confirmados por vínculo (critério
clínico-epidemiológico).

Critério de descarte de surto de SG por influenza

Resultado negativo para vírus influenza nas amostras coletadas, conservadas e transportadas de
modo adequado ao laboratório de referência. Nesta situação, todos os demais casos de SG elacionados ao surto (ou seja, integrantes da mesma cadeia de transmissão) deverão ser descartados por vínculo (critério clínico-epidemiológico).

 
NOTIFICAÇÃO

Notificação Imediata


- Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados e óbitos por SRAG devem ser notificados individual e imediatamente no Sinan online Influenza, utilizando a Ficha de Investigação Individual; e
- Surto de Síndrome Gripal deve ser notificado de forma agregada no módulo de surto no SinanNET,
assinalando no campo "Código do Agravo/Doença" o CID J06.

Observações:
- Os casos de surto de SG que evoluírem para forma grave (SRAG) e forem hospitalizados, de acordo com a definição de caso de SRAG hospitalizado, deverão ser notificados individualmente no Sinan online Influenza; e 
- A notificação de casos no Sinan não está vinculada à distribuição de antiviral. O Protocolo de Manejo Clínico, que se encontra em vigor, permite a prescrição do antiviral a casos não graves, a partir da avaliação médica da presença de fatores ou situações específicas de risco individual.

Os dados coletados devem ser registrados na "Ficha de Investigação Individual", no Sinan online
Influenza, em até 24 horas.

Preenchimento da Ficha de Investigação Individual - FII

- Todo caso de SRAG hospitalizado deve ter a FII preenchida em sua completude;
- Além dos dados de identificação, deverão ser coletados os dados clínicos da forma mais detalhada
possível: apresentação e evolução dos sintomas, presença de comorbidades, resultados de exames, padrão radiológico, medicações em uso, condição socioeconômica, vínculo com casos semelhantes, possível exposição a outros agentes infecciosos, entre outros aspectos que o investigador julgar importante; e
- As informações complementares, identificadas durante a investigação deverão ser registradas, de modo objetivo, no campo "Observações Adicionais".

Preenchimento da Ficha de Investigação de casos de Síndrome Gripal identificados a partir da ocorrência de surto

- Os casos de Síndrome Gripal identificados a partir da investigação de um surto serão registrados de forma agregada no Sinan NET - no módulo Surto.
- Deverá ser preenchida a ficha de investigação completa para os casos de Síndrome Gripal pertencentes a um surto no qual houve coleta de amostra.
- Para efeito operacional, diante da ocorrência de Surtos de Síndrome Gripal serão considerados na cadeia de transmissão apenas os casos identificados no momento da investigação, não sendo necessária a inclusão dos demais casos identificados posteriormente, mesmo que tenham vínculo epidemiológico.

Registro da Notificação/ Investigação no Sinan online Influenza

- É de responsabilidade da vigilância epidemiológica estadual a definição dos usuários que terão acesso ao registro online das notificações;
- O Interlocutor estadual do Sinan deverá utilizar sua senha de acesso ao site do SinanNET para cadastrar no endereço www.saude.gov.br/cspuweb os usuários indicados pela Vigilância Epidemiológica da SES, responsáveis pela digitação de casos notificados no site www.
saude.gov.br/influenza; e
- Os casos registrados no Sinan online não precisam ser redigitados no SinanNET.

Na ficha de notificação, atualizar ou incluir no campo Informações adicionais as atualizações sobre data de início do tratamento com Oseltamivir e as medidas complementares adotadas.

INVESTIGAÇÃO

Grupos e Fatores de Risco para complicações por Influenza Pandêmica (H1N1) 2009


Grupos de risco: pessoas que apresentam as seguintes condições clínicas
- Imunodepressão: por exemplo, indivíduos transplantados, pacientes com câncer, em tratamento para AIDS ou em uso de medicação imunossupressora;
- Condições crônicas: por exemplo, hemoglobinopatias, cardiopatias, pneumopatias, doenças renais crônicas, doenças metabólicas (diabetes mellitus, obesidade grau III (IMC >40)), doença neurológica; e
- Indígenas: aldeados.

Fatores de risco
- Idade: menor ou igual a 2 ou maior ou igual a 60 anos de idade; e
- Gestação: independente da idade gestacional.

Condutas frente à identificação de contatos próximos de síndrome respiratória aguda grave

Para a caracterização de contatos próximos inicialmente toma-se por referência em que momento ocorreu a exposição à fonte de infecção, ou seja, ao caso suspeito ou confirmado de SRAG.
Verificar se houve exposição durante o período de transmissão da doença, considerando os seguintes períodos para contatos com adultos ou crianças:
- Adultos: um dia antes até o 7º dia de início dos sintomas; e
- Crianças (menores de 12 anos): um dia até o 14º dia de início dos sintomas.
Considera-se como contato próximo a pessoa que cuida, convive ou que teve contato direto ou
indireto com secreções respiratórias de um caso suspeito ou confirmado.
- Forma grave: após avaliação médica, se o contato apresentar SRAG, adotar as condutas previstas
no Protocolo de Manejo Clínico. Só deve ser notificado o caso que necessitar de hospitalização.
Síndrome gripal com fatores de risco para as complicações: após avaliação médica, se o contato apresentar síndrome gripal e possuir algum fator de risco para complicações seguir as orientações contidas no Protocolo de Manejo Clínico. Não é necessário notificar o caso.
- Síndrome gripal sem fator de risco: após avaliação médica, se o contato apresentar sinais e sintomas apenas de síndrome gripal, orientar para evitar locais com aglomerações de pessoas e, se possível, permanecer no domicílio enquanto durar os sintomas respiratórios. Não é necessário notificar o caso.


Informações retiradas integralmente do documento Protocolo de Vigilância Epidemiológica da Influenza Pandêmica (H1N1) 2009 - Notificação, Investigação e Monitoramento do  Ministério da Saúde - Março de 2010.

Para recomendações de órgãos e instituições internacionais - Visite a seção de  Guidelines.




INFORMES TÉCNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Informe Técnico Mensal de Influenza - julho 2010

Informe Técnico Mensal de Influenza - junho 2010.

Informe Técnico Mensal de Influenza - maio de 2010.

Informe Técnico Mensal de Influenza - abril de 2010.



 
 


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