E-mail  |  Cadastro   |  Login   |  Mapa do Site  |  Home
Busca
Doença Respiratória Aguda Grave

DEFINIÇÃO DE CASO DE SÍNDROME RESPIRAT ÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG)

Indivíduo de qualquer idade com Síndrome Respiratória Aguda caracterizada por febre alta mesmo
que referida, tosse E dispnéia, acompanhada ou não dos sinais e sintomas abaixo:
a) Aumento da frequência respiratória (de acordo com idade);
b) Hipotensão em relação à pressão arterial habitual do paciente; e
c) Em crianças, além dos itens acima, observar também os batimentos de asa de nariz, cianose,
tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

O quadro clínico pode ou não ser acompanhado das alterações laboratoriais e radiológicas listadas abaixo:
- Alterações laboratoriais: leucocitose, leucopenia ou neutrofilia; e
- Radiografia de tórax: infiltrado intersticial localizado ou difuso, ou presença de área de condensação.

ALERTA: Deve ser dada atenção especial a essas alterações quando ocorrerem em pacientes que apresentem fatores de risco para a complicação por influenza.

Notificação imediata
- Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave - SRAG com internação hospitalar e óbitos por SRAG devem ser notificados individual e imediatamente no Sinan on-line usando a Ficha de Investigação Individual.
- Surto de Síndrome Gripal - SG deve ser notificado de forma agregada, no módulo de Surto no SinanNET, assinalando-se no campo Código do Agravo/Doença o CID J06.

MANEJO CLÍNICO

Informações gerais
No indivíduo com manifestações clínicas compatíveis com Síndrome Respiratória Aguda Grave, deve-se:
- Recomendar fortemente a internação do paciente, dispensando-lhe todos os cuidados que o caso requer;
- Realizar avaliação clínica minuciosa;
- Coletar amostras de material biológico dos pacientes com SRAG com internação hospitalar;
- Coletar amostra de secreção nasofaringeana até o 7º dia de início dos sintomas;
- Orientar o afastamento temporário, de acordo com cada caso, das atividades de rotina (trabalho, escola, etc.), avaliando-se o período de transmissibilidade da doença;
- Utilizar equipamentos de proteção, individual conforme orientações deste Protocolo; e
- O paciente, uma vez instalado o quadro de Síndrome Gripal, MESMO COM QUADRO LEVE EM QUE NÃO ESTEJA INDICADA A INTERNAÇÃO HOSPITALAR, deve ser orientado a ficar atento a todos os sinais e sintomas de agravamento e, em persistindo ou piorando um sinal ou sintoma, nas 24 a 48 horas consecutivas ao exame clínico, ele deve RETORNAR imediatamente a um serviço de saúde; mecanismos adicionais podem ser desenvolvidos em cada unidade de saúde, de modo a ajudar nesse monitoramento, no intervalo de 24h a 48h, visando à identificação precoce de sinais de agravamento.

Está indicada a internação em terapia intensiva para pacientes que apresentarem as seguintes
complicações:
a) Instabilidade hemodinâmica;
b) Sinais e sintomas de insuficiência respiratória;
c) Comprometimento pulmonar no exame radiológico;
d) Hipoxemia, com necessidade de suplementação de oxigênio acima de 3 l/min para manter saturação arterial de oxigênio acima de 90%;
e) Relação PO2/FiO2 abaixo de 300, caracterizando a lesão pulmonar aguda;
f) Necessidade de atendimento fisioterápico contínuo; e
g) Alterações laboratoriais, como elevação significativa de desidrogenase láctica (DHL) e creatinofosfoquinase (CPK), alteração da função renal e alteração do nível de consciência.

Para o uso de antibióticos, caso seja indicado, recomenda-se que os médicos sigam os protocolos/
consensos da Sociedade Brasileira de Infectologia ou da Sociedade Brasileira de Pneumologia.

IMPORTANTE: Para menores de 18 anos de idade é contraindicado o uso de salicilatos em casos suspeitos ou confirmados de infecção por vírus influenza, por causa do risco de desenvolvimento da Síndrome de Reye.

Grupos e fatores de risco para complicações por influenza pandêmica (H1N1) 2009

Grupo de risco - Pessoas que apresentem as seguintes condições clínicas:
- Imunodepressão: por exemplo, indivíduos transplantados, pacientes com câncer, em tratamento para Aids ou em uso de medicação imunossupressora;
- Condições crônicas: por exemplo, hemoglobinopatias, problemas cardiovasculares, pneumopatias,
insuficiência hepática, doenças renais crônicas, doenças neurológicas, doenças metabólicas (diabetes mellitus e obesidade grau III (Índice de Massa Corporal maior ou igual a 40) e doença genética (Síndrome de Down); e
- Indígenas (população aldeada).

Fatores de risco
- Idade: inferior a 2 ou superior a 60 anos de idade; e
- Gestação: independentemente da idade gestacional.

ATENÇÃO

Todos os indivíduos que compõem o grupo de risco ou que apresentem fatores de risco para complicações por influenza requerem - obrigatoriamente - avaliação e monitoramento clínico constantes de seu médico assistente, para indicação ou não de tratamento com Oseltamivir, além da adoção de todas as demais medidas terapêuticas.

Atenção especial deve ser dada às grávidas, independentemente do período de gestação.

Avaliação simplificada de gravidade em serviços de saúde de atenção primária e secundária
Os indivíduos que apresentem sintomas de gripe, inicialmente, devem ser acompanhados pela Atenção Básica. Os casos de SRAG deverão ser encaminhados para o Hospital, se apresentarem um ou mais dos sinais e sintomas abaixo.

Avaliação em adultos
- Alteração do nível de consciência, sonolência, convulsão ou paralisia
- Frequência respiratória > 30 IRPM
- PA diastólica < 60 mmHg ou PA sistólica < 90 mmHg
- Idade > 60 anos

Avaliação em crianças
- Cianose
- Batimento de asa de nariz
- Taquipnéia: 2 meses a menor de 1 ano (>50 IRPM); 1 a 5 anos (>40 IRPM)
- Toxemia
- Tiragem intercostal
- Desidratação/vômitos/inapetência, letargia
- Dificuldade para ingestão de líquidos ou amamentar
- Estado geral comprometido
- Dificuldades familiares em medicar e observar cuidadosamente
- Presença de comorbidades/imunodepressão

Informações retiradas do site do  Ministério da Saúde - Protocolo de 22 de abril de 2010.

Para recomendações de órgãos e instituições internacionais - Visite a seção de  Guidelines.



INFORMES TÉCNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Informe Técnico Mensal de Influenza - julho 2010

Informe Técnico Mensal de Influenza - junho 2010.

Informe Técnico Mensal de Influenza - maio de 2010.

Informe Técnico Mensal de Influenza - abril de 2010.



 
 


Riscobiologico.org - Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.          criação: AldeiaCom