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Imunizações > Hepatite B > Profilaxia pré-exposição > Esquema Vacinal
Profilaxia pré-exposição
 
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Esquema vacinal
Autor: Equipe Riscobiologico.org - atualizado em 19/12/2008

O esquema e a dose da vacina de hepatite B a ser utilizado depende da idade e da presença de co-morbidades como insuficiência renal ou outra doença imunossupressora.


O esquema atualmente recomendado com as vacinas recombinantes disponíveis é de 3 doses via intramuscular, no músculo deltóide em adultos e crianças maiores, com intervalos de 1 mês (entre 1a e 2a dose) e de 5 meses (entre 2a e 3a dose) - esquema 0,1,6 meses. Em recém nascidos e lactentes pode ser aplicada no músculo vasto lateral da coxa.


A terceira dose da vacina induz resposta anamnéstica, sendo que a intensidade desta resposta guarda relação com um maior intervalo entre 2a e 3a doses. Esta afirmação foi confirmada por estudos que compararam 3 diferentes esquemas (0, 1, 2, e 12; 0, 1 e 6; 0, 1 e 12) e constatou que os melhores títulos de anticorpos ocorreram nos grupos vacinados com intervalos maiores. Por questões operacionais e considerando-se a difícil adesão para completar o esquema vacinal, principalmente relacionada à aplicação da 3a dose, padronizou-se o esquema 0,1,6 meses.


Quando o esquema vacinal é interrompido, a segunda dose deve ser administrada o mais rapidamente possível e para a terceira dose deve-se respeitar um intervalo mínimo de dois meses. Todas as doses de vacina previamente realizadas devem ser consideradas e este não deve ser o motivo para reiniciar um esquema vacinal.


O esquema acelerado (0, 1 e 2 meses) induz a uma resposta mais rápida mas deve ser utilizado somente em situações especiais, pois a resposta final apresenta menores títulos de anticorpos. No nosso país, o Ministério da Saúde preconiza a aplicação de uma quarta dose (aos 12 meses) quando se utiliza o esquema acelerado, para garantir níveis protetores de anticorpos. Quando o esquema acelerado for necessário e a quarta dose não for aplicada, é importante que se respeite um intervalo mínimo de 8 semanas entre a 2a e 3a dose da vacina.


A aplicação de doses baixas por via intradérmica foi avaliada em uma série de estudos, visando principalmente uma diminuição do custo. De maneira geral os resultados mostraram menor eficácia tanto em termos de taxa de soroconversão como em títulos de anticorpos. Deste modo, esta via de aplicação não deve ser rotineiramente utilizada pois, além dos fatores já apontados, somam-se às dificuldades técnicas na aplicação e a falta de conhecimento da duração desta resposta.



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