O risco de um profissional de saúde infectado pelo HIV/Aids transmitir o vírus para os pacientes durante a realização de algum procedimento é extremamente baixo. Desde o início da epidemia, foram publicadas apenas quatro circunstâncias em que tal contaminação ocorreu.
No primeiro caso descrito na Flórida, seis pacientes foram contaminados por um dentista. Apesar de extensamente investigado, nenhum procedimento específico foi identificado como responsável pela transmissão do vírus no consultório dentário.
O segundo caso de transmissão ocorreu na França, em 1992, com a contaminação de uma paciente por um cirurgião infectado pelo HIV durante a realização de uma cirurgia ortopédica.
O terceiro, também na França, envolveu a contaminação a partir de uma enfermeira e foi descrito no ano de 2000.
O quarto caso envolveu um obstetra, na Espanha, sendo publicado em 2006.
Inúmeras investigações, através da convocação e da testagem de pacientes tratados por profissionais infectados pelo HIV, foram realizadas na tentativa de descobrir outros casos de contaminação. Após a avaliação de mais de 20.000 pacientes tratados por 58 profissionais de saúde infectados pelo HIV, nenhum outro caso de transmissão foi documentado.
As recomendações gerais para a prevenção dessa contaminação incluem a avaliação, por um grupo de especialistas, do profissional infectado que realiza procedimentos invasivos. Essa análise abrange a determinação do quadro clínico-laboratorial da infecção pelo HIV, o conhecimento que o profissional possui e aplica quanto às normas de Precauções Padrão e o detalhamento das atividades realizadas pelo profissional.
Podem-se recomendar mudanças das práticas de trabalho, treinamento nas principais normas de controle de infecção e mesmo restrições das atividades mais raramente.