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Medicamentos anti-retrovirais
Autor: Equipe Riscobiologico.org - atualizado em 29/1/2011

O tratamento da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e sua manifestação máxima, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), deve ser, nos dias de hoje, realizado por especialistas, ou pessoas que tenham recebido treinamento para esse fim. Isso se deve ao grande arsenal de medicações anti-retrovirais (ARV) disponíveis atualmente no mercado. 


Possuímos hoje seis categorias de ARV: inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos, os inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos, os inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleotídeos, os inibidores da protease, os inibidores de fusão/de entrada e os inibidores da integrase. 


De forma bem simples, como os nomes estão mostrando os inibidores da transcriptae reversa agem na transcriptase reversa impedindo que haja a modificação do RNA viral em DNA, o qual, após alguns passos, entrará no núcleo da célula hospedeira. Os inibidores da protease impedem a ação da protease, bloqueando assim a maturação do vírus recém produzido. Os inibidores da integrase impedem a integração do DNA proviral ao núcleo da célula hospedeira. 


O primeiro ARV a ser utilizado foi a Zidovudina (ZDV), mais conhecido como AZT, o qual já havia sido usado como anti-neoplásico na década de 1970, cujo efeito sobre o HIV-1 foi observado e então liberado para uso nos portadores de AIDS em 1987, após serem realizados vários estudos que comprovaram sua eficácia sobre o vírus. Inicialmente, o AZT foi preconizado como monoterapia, até por ser a única droga disponível até a liberação do ddI (didanosina). 


À euforia inicial seguiu-se um período de decepção, pois começavam a surgir os casos de piora do quadro clínico e deterioração imunológica mesmo na vigência do tratamento com o AZT, levando alguns pesquisadores, na Conferência Mundial de Berlim em 1992, a anunciar a derrota para conter a doença. 

Rapidamente, entretanto, o mundo viu surgir mais dois inibidores da transcriptase reversa, a didanosina ou ddI e a zalcitabina ou ddC, preconizados então, para serem dados em conjunto com o AZT. Surgia a terapia dupla, trazendo novamente a esperança aos doentes e seus médicos. 


Os inibidores da protease, tal como conhecemos hoje, passam a surgir em 1996, sendo lançados em grande estilo na Conferência Mundial de Vancouver, Canadá, quando o Dr. David Ho anuncia seus estudos em alguns pacientes, mostrando que o uso combinado de dois inibidores da transcriptase reversa com um inibidor de protease levava a diminuição do número de cópias de RNA viral no sangue dos doentes e questionando a possibilidade de cura da infecção após um tratamento prolongado com essas drogas. É dessa época a sua frase “hit early, hit hard”, que ele mesmo contestou dois anos depois em Genebra, por ocasião da nova Conferência Mundial, quando mostrou casos de pacientes que apesar do tratamento com três drogas não conseguiam debelar a doença, continuando a apresentar altas cargas de vírus e baixo número de linfócitos TCD4+.
Aos três inibidores da protease inicialmente liberados, o saquinavir, o indinavir e o ritonavir, seguiram-se outros, em ordem de comercialização, o nelfinavir, o amprenavir, o lopinavir, o atazanavir, o tipranavir e o darunavir. 


Os inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos vieram ajudar no tratamento dos pacientes, trazendo um menor número de comprimido diários e uma pososlogia mais cômoda aos pacientes, no uso em terapia tripla junto com dois inibidores da transcripatase reversa análogos de nucleosídeos. São esses a nevirapina, a delavirdina e o efavirenz. 


Uma nova classe foi desenvolvida, a dos inibidores de fusão e de entrada. Esta classe engloba um grande número de compostos com mecanismos de ação diferentes, mas sempre impedindo a fusão do HIV com a célula potencialmente hospedeira. Nessa classe estão o T-20 ou enfuvirtida e o Maraviroque. 

Outra classe de inibidores da transcriptase reversa é a dos análogos de nucleotídeos, da qual o tenofovir ou TDF é o único liberado para uso comercial no momento. 


A pesquisa de novos ARV continua, com novas drogas se incorporando ao arsenal terapêutico e a busca, pela indústria farmacêutica, de posologias mais cômodas para os doentes. 


Atualmente temos, no Brasil: 


INIBIDORES DA TRANSCRIPTASE REVERSA
 
Análogos de nucleosídeos
Zidovudina: Retrovir® = AZT
Didanosina: Videx® = ddI
Zalcitabina : Hivid® = ddC - descontinuada
Estavudina: Zeritavir® = d4T
Lamivudina: Epivir® = 3TC
Abacavir: Ziagenavir® = ABC 

Análogo de nucleotídeos
Tenofovir: Viread® = TDF 

Não-análogos de nucleosídeos
Nevirapina: Viramune® = NVP
Delavirdina: Rescriptor® = DLV - descontinuada
Efavirenz: Stocrin® = EFV 


INIBIDORES DA PROTEASE 
Saquinavir: Invirase®, Fortovase® = SQV
Indinavir: Crixivan® = IDV
Ritonavir: Norvir® = RTV
Nelfinavir: Viracept® = NFV – suspenso por tempo indeterminado
Amprenavir: Agenerase® = APV – substituido por Fosamprenavir: Telzir® = FPV
Lopinavir/r: Kaletra® = LPV
Atazanavir: Reyataz® = ATV
Tipranavir: Aptivus® = TPV – não foi registrado no Brasil
Darunavir: Prezista® = DRV  


INIBIDORES DE FUSÃO 
Enfuvirtida: Fuseon® = T-20  


INIBIDORES DE CCR5 
Maraviroque: Celsentri® = MVC  


INIBIDORES DE INTEGRASE  
Raltegravir: Isentress® = RAL



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