Mais de 180 milhões de pessoas no mundo são portadores crônicos do vírus da hepatite C.
O risco de transmissão do vírus ocorre em exposições percutâneas ou mucosas envolvendo sangue ou qualquer outro material biológico contendo sangue. O risco estimado após exposições percutâneas é de 1,8 a 3%.
Não existe nenhuma medida específica eficaz para redução do risco de transmissão após exposição ocupacional ao vírus da hepatite C. Os estudos não comprovaram nenhum benefício profilático com o uso de gamaglobulina ou do interferon pós-exposição. A única medida eficaz para eliminação do risco de infecção pelo vírus da hepatite C é por meio da prevenção da ocorrência do acidente.
Apesar de não haver nenhuma medida específica para a prevenção da contaminação pelo vírus da hepatite C, é importante que sempre sejam realizadas a investigação do paciente-fonte e o acompanhamento sorológico do profissional de saúde para se comprovar uma doença ocupacional caso haja a contaminação do profissional.
Em exposições com paciente-fonte infectado pelo vírus da hepatite C e naquelas com fonte desconhecida, está recomendado o acompanhamento do profissional de saúde com realização de dosagem de transaminase glutâmico-pirúvica (TGP) no momento, 6 semanas, 3 e 6 meses após o acidente e o acompanhamento sorológico (anti-HCV por técnica imunoenzimática) no momento, 3 e 6 meses após o acidente. A pesquisa de RNA viral por técnicas de biologia molecular permite o diagnóstico precoce de soroconversão e deve ser realizada nas primeiras 4 a 12 semanas após a exposição.
Resultados promissores são encontrados com o tratamento de casos agudos de infecção.