E-mail  |  Cadastro   |  Login   |  Mapa do Site  |  Home
Busca
Bases da transmissão
Bases da transmissão
Autor: MariÔngela Ribeiro Resende - atualizado em 19/12/2008

A demonstração da via inalatória como principal na infecção pelo Mycobacterium tuberculosis tornou-se evidente, através dos estudos das partículas infectantes, da histopatologia e da avaliação de contatos. 


A importância do tamanho das partículas inaladas foi demonstrada por Ratcliff e Crumb, através de estudos experimentais em coelhos. Os animais contraíam mais tuberculose quando inalavam bacilos dispersos unitariamente, do que quando as bactérias estavam concentradas em grandes agregados (BATES,1980). Ficou demonstrado que partículas menores que 5mm eram as responsáveis pela transmissão, as maiores não se mostraram eficientes em atingir os alvéolos pulmonares; estes conceitos fundamentaram as bases de prevenção da transmissão da tuberculose (NARDELL, 1990, EICKHOFF, 1994). 


As condições do ambiente são de fundamental importância para a disseminação ou inativação das partículas infectantes, assim, em locais sem ventilação ou luminosidade a persistência dos bacilos pode ser prolongada. Sultan et al. (1960) estudaram a transmissão dos núcleos de gotículas para cobaios colocados em ductos hospitalares, que recebiam o ar oriundo dos quartos de pacientes com tuberculose bacilífera, demonstrando haver transmissão aerógena no ambiente hospitalar (BATES,1980). 


Através do estudo de contatos, demonstrou-se que a infectividade do caso era dependente da carga bacilar presente no escarro. Wynn-Willians et al. demonstraram que os pacientes bacilíferos infectavam cerca de 50 a 65% dos contatos domiciliares, enquanto que os com escarro negativo e cultura positiva transmitiam a um número significativamente menor. A variabilidade na infectividade é dependente também da capacidade de aerolização, relacionada à força e vigor da tosse, demonstrada por Riley et al. (1962) (BATES, 1980, STEAD, 1989). 


A partir dos diversos estudos sobre a transmissão do M. tuberculosis foi possível caracterizar grupos de pacientes com maior risco de transmissibilidade: aqueles com formas pulmonares ou de vias aéreas, imagem cavitária à radiografia torácica, tosse duradoura e freqüente, aerolização associada a medidas expiratórias forçadas e procedimentos indutores de tosse, bacterioscopia do escarro positiva, não proteção da boca e do nariz ao tossir e espirrar (CDC, 1994).



 
 


Riscobiologico.org - Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.          criação: AldeiaCom