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Medidas administrativas
Medidas administrativas
Autor: MariÔngela Ribeiro Resende - atualizado em 19/12/2008

Este grupo de medidas visa identificar precocemente, instituir as precauções para transmissão aérea de forma ágil e tratar pacientes com formas transmissíveis de TB.


Para que isto ocorra é necessário

  • Definir na instituição pessoas responsáveis pelo controle da doença.
  • Conhecer o perfil epidemiológico dos casos atendidos na instituição.
  • Estabelecer indicadores relacionados a precocidade da suspeita, do diagnóstico e da instituição das precauções (intervalo entre a admissão do paciente e a suspeita de tuberculose, intervalo entre a admissão e a instituição das precauções, intervalos relacionados a solicitação da pesquisa de BAAR no escarro, resultado do exame, conhecimento do resultado pelo médico assistente e introdução do tratamento específico).
  • Mediante a mensuração dos indicadores definir medidas que assegurem a melhora dos mesmos.
  • Desenvolver e implementar políticas escritas e protocolos para assegurar a rápida identificação, isolamento, diagnóstico e tratamento de indivíduos com provável TB.
  • Implementar práticas de trabalho efetivas entre os profissionais.
  • Educar, treinar e aconselhar os profissionais de saúde sobre TB.
  • Realizar triagem para TB infecção e doença entre os profissionais.

Quadro
Orientações para a equipe de saúde sobre TB e precauções para a prevenção da transmissão por aerosóis.

 

Suspeite de TB

Pacientes com

— tosse prolongada;

— febre origem indeterminada;

— sintomas constitucionais (emagrecimento, anorexia);

— cavitação ao Rx de tórax;

— febre e infecção pelo HIV.


Reconheça formas
transmissíveis
Pacientes com formas

— pulmonares com BAAR + no escarro; e

— laríngeas.

Institua as medidas
imediatas após suspeita
de pacientes com
formas transmissíveis
— quarto privativo com portas fechadas idealmente com ventilação e exaustão controladas (pressão negativa);

— coleta de escarro*
(3 amostras em dias consecutivos)

— uso de respirador N95 (máscara “bico de pato”) pelo profissional que entrará no isolamento

— uso de máscara cirúrgica** quando transportar o paciente
em áreas fora do isolamento.

Libere os pacientes
das precauções

 

Quando

— o diagnóstico de TB é descartado

— para as formas não transmissíveis
(3 escarros negativos)

— pacientes com TB confirmada após 2 semanas de tto efetivo e BAAR negativo em 3 amostras de escarro e melhora da sintomatologia respiratória

 

*A agilidade na coleta de escarro é fundamental para o diagnóstico adequado e manejo dos leitos na instituição, portanto a coleta deve ser iniciada prontamente assim que houver a suspeita.  


**A máscara cirúrgica é utilizada nestas situações com a finalidade de contenção das partículas, pois estas não tendo sido aerolizadas são maiores.



 
 


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