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Seguimento do profissional
Seguimento do profissional
Autor: MariÔngela Ribeiro Resende - atualizado em 19/12/2008

Triagem tuberculínica para profissionais da área da saúde 
Os programas de seguimento dos profissionais da área de saúde estão incluídos no grupo das medidas administrativas, devendo o teste tuberculínico (TT) ser implementado de preferência durante o período de formação dos profissionais.



* Deve ser realizada uma nova aplicação 1 a 3 semanas após (TT em dois passos), recomendada para populações com alto risco de exposição ao Mycobacterium tuberculosis, como os profissionais da área de saúde, pois o não reconhecimento de um indivíduo infectado pode ser interpretado como infecção recente e motivar a indicação errônea de quimioprofilaxia. O fenômeno “booster” é mais freqüente em grupos com alta prevalência de infecção tuberculosa e por MOTT, bem como em populações vacinadas com BCG. 


Definições de termos

Infecção tuberculosa (teste tuberculínico)
Na primeira dose, enduração >=10 mm, avaliada 48 a 72 horas após a injeção intradérmica de 2 UI de PPD, pela técnica de Mantoux. No profissional de saúde infectado pelo HIV é considerado infectado pelo M. tuberculosis aquele com enduração >= 5 mm.  


Resposta do tipo booster
Profissional com teste tuberculínico < 10mm na 1ª dose e que na 2a dose, feita de 1 a 3 semanas após, apresentou enduração >= 10mm e aumento de pelo menos 6mm em relação a primeira dose.  


Viragem tuberculínica
TT inicial < 10mm (apenas com a 1a. dose) ou sem resposta do tipo booster (após a 2a. dose) e no teste seguinte (6-12 meses) apresentar aumento de induração >=10 mm. 


Vantagens e desvantagens do uso de BCG x Seguimento com TT e INH profilática se viragem tuberculínica
 

As instituições de saúde após implementação do TT necessitam definir a estratégia de seguimento que será utilizada. Desta forma é necessário considerar as vantagens e desvantagens das duas abordagens para os indivíduos com TT inferior a 10mm: vacinação com BCG ou testagem periódica com TT e na identificação da viragem - quimioprofilaxia com isoniazida.  


No Brasil há uma recomendação do Ministério da Saúde para realização de BCG nos profissionais com TT não reator que atuem na assistência a pacientes com tuberculose e AIDS (BRASIL, 1995), entretanto não existe consenso na literatura com relação a melhor abordagem.

 

BCG

  • Eficácia formas pulmonares: 50%
  • Perda do TT como marcador nos anos subsequentes
  • Poucos estudos do uso em adultos
  • Risco de disseminação em profissionais imunossuprimidos
  • Baixo custo
  • Falsa sensação de proteção acarretando não aderência às precauções

Seguimento e INH se viragem tuberculínica

  • Eficácia variável de 50-90%, nos 2 anos seguintes à infecção
  • Baixa adesão ao esquema de 6 meses
  • Não efetiva para infecções por M. tuberculosis resistente à droga
  • Hepatotoxicidade, sobretudo nos profissionais com idade > 35 anos
  • Necessidade de seguimento com TT periódico


 
 


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