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Diagnóstico Laboratorial
Autor: Luiz Tadeu Moraes Figueiredo - atualizado em 19/12/2008

Diagnóstico laboratorial da SPCVH 
Por razões terapêuticas, prognósticas e epidemiológicas, é importante a confirmação laboratorial rápida do diagnóstico de SPCVH. Esta doença faz diagnóstico diferencial com outros quadros graves como a sepse e a pneumocistose em pacientes infectados pelo HIV. O diagnóstico laboratorial da SPCVH é feito no Brasil, principalmente pelo método sorológico de ELISA pesquisando anticorpos do tipo IgM (anticorpos de fase aguda) contra Hantavirus. Estes anticorpos costumam estar presentes desde o primeiro dia de doença. O ELISA com pesquisa de IgM para Hantavirus tem sido realizado por apenas 3 laboratórios de saúde pública do país, que dispõem de antígenos importados de Hantavirus (antígenos de vírus Sin Nombre originários dos USA e de vírus Andes da Argentina).

Recentemente produziu-se uma proteína N recombinante do Hantavirus ARA que começa a ser testada em todo o país, livrando o Brasil da dependência de reativos importados para este diagnóstico (Moreli M, Informação pessoal, 2005).  

Também, para diagnóstico da SPCVH vem sendo utilizada uma dupla reação em cadeia da polimerase precedida de transcrição reversa (RT-PCR) utilizando iniciadores (primers) que se ligam a regiões do gene da proteína N presente no segmento S de RNA do Hantavirus e primers que se ligam a parte do gene de G1 presente no segmento M do genoma de Hantavirus. Para um teste ser considerado positivo, há necessidade de amplificação de ambos os segmentos genômicos. Utilizando este método seguido por sequenciamento nucleotídico dos amplicons, o genoma de ARA foi detectado no sangue de 23 pacientes com SPCVH (13).



 
 


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