Selecione uma das categorias abaixo para navegar pela Lista de Discussão por E-mail Riscobiologico.org:
Legislação e normatizações Legislação - Leis de Vigilância Sanitária
Caros, participantes da lista de discussão!!!
Por favor, quem tiver conhecimento das leis de Vigilância Sanitária de qualquer estado e município do Brasil, indique-me. Pois, a empresa a qual presto serviço, trabalha muito em cima das destas leis, enfocando áreas de alimentação, exames médico e laboratoriais de controles dos colaboradores que prestam serviço para estas empresa. Que dispor desta informação, agradeço antecipadamente. Pois, em minhas pesquisas pouco tenho encontrado. Desde já agradeço.
Iara
Enfermeira
(iarabagh@ig.com.br)
Iara Monteiro Baghboudarian
Telefone: 6331-0313 (residência)
9315-3388 (celular)
--------------------------------
O conteúdo das mensagens é de inteira responsabilidade do autor do e-mail.
Legislação e normatizações Normatizações - Exames admissionais e periódicos
Boa tarde!
1 - Exatamente, quais exames complementares devem ser exigidos na admissão para funcionários em Hospital e quais exames periódicos devem ser previstos??
2- E para funcionários em ambiente de reciclagem e coleta de lixo urbano:
quais exames complementares devem ser exigidos na admissão e periódicamente???
Obrigado pela atençaõ e aguardo retorno.
Salete Vargas
Técnica em Segurança do Trabalho
--------------------------------
O conteúdo das mensagens é de inteira responsabilidade do autor do e-mail.
Divulgação de cursos e eventos Divulgação de evento científico - SP
Pessoal, estou repassando mais uma vez o convite, com programa completo, para o seminário da UNIFESP
abraços
Celia Wada
II Seminário Meio Ambiente e Saúde da UNIFESP
Núcleo de Avaliação e Controle Ambiental
Comissão de Epidemiologia Hospitalar - Hospital São Paulo
Tema 2005:
AVALIAÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL DE EFLUENTES SANITÁRIOS PROVENIENTES DE SERVIÇOS DE SAÚDE
Coordenação do evento:
- Dra. Ivani Lúcia Leme, Núcleo de Avaliação e Controle Ambiental (NACA), Comissão de Epidemiologia Hospitalar (CEH), Hospital São Paulo.
Comissão Científica:
- Prof. Dr. Eduardo Alexandrino Servolo Medeiros - Presidente da Comissão de Epidemiologia Hospitalar do Hospital São Paulo
- Dra. Gleby Aparecida Almeida - Consultora da Gerência de Saúde Ambiental
[ + ] Exibir tudo
da Secretaria Municipal de Saúde
- Dra. Ivani Lúcia Leme - NACA/CEH/HSP/UNIFESP
- Arquiteto Vital Ribeiro - Secretaria Estadual de Saúde, Centro de Vigilância Sanitária, Divisão de Ações sobre o Meio Ambiente
Local: Teatro Marcos Lindenmberg, UNIFESP
Rua Botucatu, 862 - Edifício dos Anfiteatros, Vila Clementino - São Paulo
DATA: 05 e 06/maio/2005 - São Paulo
Vagas: 150
Objetivos:
· Conscientizar gestores de saúde sobre a importância da gestão ambiental aplicada aos serviços de saúde e o controle de riscos para a sociedade;
· Discutir algumas legislações específicas para controle de efluentes sanitários;
· Avaliação do Impacto Ambiental de efluentes sanitários e esgotos domésticos na cadeia epidemiológica das infecções;
· Mapeamento de riscos;
· Conhecer as metodologias de tratamento de efluentes disponíveis;
· Apresentar experiências e vivências de profissionais de saúde na área de pesquisa em efluentes: métodos de amostragem, periodicidade, tecnologias de amostradores e interpretação de laudos de análise de efluentes;
· Discutir o panorama apresentado em termos de sustentabilidade e sociedade;
· Criar uma rede de cooperação mútua entre participantes, trocando informações e serviços.
· Gerar debate e formar opinião sobre os temas apresentados.
Inscrições: on line - formulário na página da Pro-Reitoria de Extensão - PROEX/UNIFESP, http://proex.epm.br/eventos
Público alvo: Profissionais e serviços de saúde que atuam na área de Saúde Ambiental Hospitalar, Gestão Ambiental, Controle de Contaminação e Infecção Hospitalar e que conheçam a legislação específica. Não serão aceitas inscrições de acadêmicos.
Apoios: Superintendência do HSP; PROEX-UNIFESP, Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Serviços, CETESB, SABESP, Câmara do Comércio Brasil - Itália; Câmara do Comércio Brasil-Alemanha
Patrocinios: Confirmado - SABESAP.
Estamos buscando empresas que queiram estar nos patrocinando. Entrar em contato 5576 4463 / 5571 8935. Oferecemos espaço para montagem de estande.
PROGRAMA
05/05/2005 - quinta-feira
8:00 h - Entrega do material didático aos pré-inscritos
8:30 - 9:00 h- Cerimonial de Abertura
9:00 h - 12:00:
"Análise de Fármacos no Ambiente Aquático"- Dra. Gleby Aparecida Almeida - Consultora da Gerencia de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.
"Efluentes líquidos hospitalares" - Farmacêutica-Bioquímica Elayse M. Hachich - Gerente do Setor de Microbiologia e Parasitologia do Departamento de análises ambientais da CETESB
"Rejeitos da produção de Vacinas e Biofármacos no Instituto Butantan" - Profa. Dra. Elizabeth Angélica Leme Martins - Pesquisadora do Centro de Biotecnologia do Instituto Butantan, São Paulo
"Gerenciamento de Resíduos de Laboratórios de Microbiologia: Destino Final" - Farmacêutico-Bioquímico Álvaro Largura - Doutorando da Universidade de São Paulo.
"Desafios da Gestão Ambiental numa Sociedade de Riscos". Sociólogo Pedro Jacob. Prof. Titular da Faculdade de Educação e do Programa de Pós Graduação de Ciências Ambientais da Universidade de São Paulo.
Moderadora: Dra. Rosana Panachão - Saúde Ambiental, Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo
Palestras técnicas:
"Sistemas de Afastamento, Tratamento e Disposição de Esgotos na RMSP"
Engª Keiko Arlete Semura do Departamento de Planejamento, Controladoria e Desenvolvimento Operacional da Unidade de Negócio de Tratamento de Esgotos da Metropolitana SABESP.
Sessão aberta de perguntas.
"O gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde e Efluentes especiais e não domésticos na cidade de São Paulo".
Debate com a platéia com a presença de representantes das Secretária de Municipal Serviços, SABESP e outros convidados
Coordenador do Debate: Eng. Frank Olav Whitton Junior, Diretor de Divisão do Departamento de Limpeza Urbana (LIMPURB-SP), representando a Eng. Quimica Maria Helena Orth - Secretária Municipal de Serviços
06/05/2005 - sexta-feira
9:00 h - 12:00
Indicadores sobre a qualidade da água no Municipio de São Paulo. Programa Geo-Cidades/ONU e Secretaria do Verde e Meio Ambiente
Painel
"O Controle Ambiental no Complexo Hospitalar Hospital São Paulo e os desafios no atendimento às questões ambientais externas" Dra. Ivani Lúcia Leme - NACA/CEH/HSP/UNIFESP
"Complexos hospitalares de grande porte: a opção de implantação de uma unidade de tratamento de efluentes". Dr. Edson Ferreira - Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
"Experiência e dificuldades no descarte de efluentes sanitários em serviços de saúde públicos e privados de pequeno e médio porte". Dr. Élcio Bakowski, Unidade Hospitalar da Gastroclínica de São José dos Campos, Enf. Silvia Janice Gomes Sassi, SCHI do Hospital Estadual da Vila Alpina, São Paulo e Enf. AlessandraSantana Destra - Enfermeira da SCHI do Hospital Santa Catarina, mestrandos UNIFESP em Epidemiologia Hospitalar. Farmacêutica Célia Correa Bento Wada, Coordenadora do Programa de Gerenciamento de Resíduos da Autarquia Hospitalar Municipal de Campo Limpo (Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha).
DEBATE COM A PARTICIPAÇÃO DA PLATÉIA
12:00 as 13:30 h - Intervalo para almoço
13:30 - 14:50 Painel
Painel
"Sustentabilidade Metropolitana - Águas, Subsídios para políticas de Mananciais".
Dr. Renato Tagnin, Professor da Faculdade de Gestão Ambiental da Universidade SENAC
"Resíduos Químicos nos Efluentes Hospitalares: da Redução dos Impactos ao Desafio da Sustentabilidade"- Arquiteto Vital Ribeiro - Divisão de Ações sobre o Meio Ambiente, Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo
"Posicionamento dos Órgãos Ambientais sobre a problemática dos efluentes especiais."
Dr. Helio Neves - Sanitarista, Secretaria do Verde e Meio Ambiente
Debate com representantes convidados da CETESB, SABESP, Vigilância Sanitária, Secretarias do Verde e Meio Ambiente Estadual e Municipal, Secretaria de Saúde, Secretaria Municipal de Serviços/LIMPURB, ANVISA, CONAMA.
Intervalo para o café
16:10 - 18:00 h
DEBATE FINAL
Avaliação do Impacto ambiental dos Efluentes Sanitários de Serviços de Saúde nas estações de tratamento.
Participação de professores do evento e entidades convidadas.
Engº Yukio Sakamoto, Unidade de Negócio de Tratamento de Esgotos da Metropolitana, gestor da área de Engenharia e Desenvolvimento Operacional do Departamento de Planejamento, Controladoria e Desenvolvimento Operacional.
Secretaria Municipal de Serviços
Coordenador: Arquiteto Luis Sérgio Osório Valentim - Diretor de Meio Ambiente do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo.
Moderadora: Dra. Ivani Lúcia Leme
DEBATE COM A PARTICIPAÇÃO DA PLATÉIA.
Encerramento previsto por volta das18:00 horas
--------------------------------
O conteúdo das mensagens é de inteira responsabilidade do autor do e-mail.
Legislação e normatizações Legislação - Organização de setores de laboratório
Caros colegas, existe alguma restrição em o setor da micologia ( fungos ) e o setor da Bacteriologia ( Culturas secreções, orofaringe, coprocultura, urina, enfim... ) ocuparem a mesma sala de procedimentos, com o agravente do setor bacteriologia utilzar os meios agar sangue e agar chocolate, que são passíveis de contaminação.
Se vcs conhecem ou têm uma legislação que restringe esses setores de ocuparem o mesmo espaço, por favor , comuniquem-me.
Walane Pereira
Biossegurança - Lacen/RR
--------------------------------
O conteúdo das mensagens é de inteira responsabilidade do autor do e-mail.
Informes e contatos Informe - Projeto Riscobiologico.org
Prezados colegas,
Gostaríamos de comunicar algumas novidades:
O nosso website foi extensamente atualizado com a inclusão de novos slides, resumos de congressos e manuais:
Confiram:
- Acidentes com materiais perfurocortantes e profissionais da área da saúde - Slides apresentados pela colega Silvia Rita Marin da Silva da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (USP)
- Novas diretrizes sobre o uso de anti-retrovirais
- Nova Manual sobre as Implicações Éticas do Diagnóstico e da Triagem Sorológica do HIV
- Resumos de trabalhos relacionados ao tema acidentes de trabalho com material biológico apresentados nos últimos importantes congressos:
40th Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL) - 13 a 17 de abril de 2005 - Paris,
[ + ] Exibir tudo
França
European HIV Drug Resistance Workshop - 30 de março a 1 abril de 2005 - Atenas, Grécia
XLI Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e I Encontro de Medicina Tropical do Cone Sul - 6 a 10 de março de 2005 - Florianópolis
XII Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas - 22 a 25 de fevereiro - Boston
- Várias recentes Bionews !
Outros esclarecimentos:
Atualmente contamos com 1.439 participantes inscritos na nossa lista de discussão por e-mail. Temos tido um grande número de e-mails e gostaríamos de informar que as mensagens são agendadas de acordo com a ordem de chegada em nosso servidor. Estamos enviando um máximo de 10 mensagens por dia (desde final de março!) para evitar encher a caixa postal dos usuários (reclamação freqüente dos participantes). Por vezes, chegamos a ter um intervalo de 7 dias entre o recebimento do e-mail e a entrada da mensagem na lista.
Desde o segundo semestre de 2002, 4 MILHÕES 135 MIL e 857 e-mails já foram enviados !
(Não somados os restantes recebidos desde o início do funcionamento da lista em agosto de 2000).
Gostaríamos de relembrar que somente as mensagens identificadas (nome, área de atuação e cidade do local de trabalho) estão sendo enviadas para lista. Não é necessária a identificação completa, caso o participante não tenha interesse em revelar o serviço de saúde em que trabalha. Também não é necessária a divulgação de e-mail pessoal.
Estamos finalizando uma nova versão do software PSBio que, em breve, estará sendo liberada. Estamos no processo de teste piloto dos instrumentos de coleta de informações e do software em 5 hospitais brasileiros e desde já agradecemos a contribuição desses serviços de saúde.
Estamos sempre à disposição para o envio de críticas e sugestões.
Informamos que os contatos com a secretaria de nosso Projeto podem ser feitos através do e-mail secretaria@riscobiologico.org ou pelo telefones (21) 8189.7338 e Tel/fax: (21) 2266.7953.
Agradecemos muito a participação de cada um desde o início do Projeto - que estará completando 5 anos em agosto !
Legislação e normatizações Legislação - Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
Saúdo a todos !!
Não conheço o Ricardo Menezes ou se conheço não me lembro (risos) mas leiam o conteúdo de sua mensagem e reflitam a respeito....CCIH existem só para cumprir a lei ??? O que devemos fazer quando vamos avaliar um hospital que tem CCIH instalada e constatamos a existência de inúmeras não conformidades ?? É problema somente de natureza sanitária ou também envolve ÉTICA ??????
Leiam...
Saudações.
Paulo Roberto Rebello
VISA-EAD/ENSP-FIOCRUZ
Por falar em controle de infecção hospitalar, teço estas digressões. O teor desta mensagem nada tem a ver diretamente com o conteúdo da mensagem abaixo.
Os órgãos de vigilância sanitária estaduais e,
[ + ] Exibir tudo
desejavelmente também os das grandes e médias municipalidades, tem que manter equipes estáveis e bem capacitadas que desenvolvam ações programáticas de vigilância sanitária de serviços de saúde, vigilância essa na qual o controle dos fatores determinantes e condicionantes da infecção hospitalar, externos ao organismo do paciente, é UM DOS eixos da matriz conceitual que deve norteiar a fiscalização, o controle e o permanente monitoramento dos estabelecimentos de saúde.
Secundário, mais não menos importante, vem a ser a evidência de que os órgãos de vigilância sanitária devem (dever-poder) observar a legislação vigente e instarem os hospitais a enviarem relatórios mensais padronizados acerca da vigilância das infecções hospitalares que realizam, de modo que vá se produzindo séries históricas a respeito de cada hospital e possibilitando o monitoramento, mês a mês, de cada hospital, o que é condição indispensável para que os órgãos de vigilância sanitária possam detectar o momento de realizar inspeções não-programáticas a fim de verificar in loco as razões, por exemplo, do aumento de incidência de tais infecções em um dado mês, portanto, de detectar o momento de realizar inspeções para investigar, orientar e determinar a correção de inadequações estruturais e relativas à execução de procedimentos nos estabelecimentos de saúde que ensejam a ocorrência de casos de infecção hospitalar. Nessa última circunstância (inadequações estruturais e relativas à execução de procedimentos) no mais das vezes, a ocorrência de casos de infecção hospitalar não se constituem em fatalidades, mas sim em adversidades ou eventos adversos à saúde que poderiam ser evitados, bem como os óbitos deles decorrentes não são fatalidades ou desígnios divinos, mas, igualmente, são eventos adversos à saúde que poderiam ser evitados.
Não é demais registrar: incremento da incidência de infecções hospitalares, e de óbitos em relação aos quais tais eventos mórbidos foram causas determinantes centrais ou coadjuvantes, em hospitais nos quais o Programa de Controle de Infecção Hospitalar - obrigatoriedade determinada por Lei Federal sancionada no ano de 1997 - não encontra-se de fato implantado, há anos vem impulsionando o Poder Judiciário a considerar pertinente as ações demandando indenizações por danos por parte de pacientes acometidos por infecção hospitalar. Nesses casos, quem elabora e dá fé pública ao relato de que o hospital não conta com Programa de Controle de Infecção Hospitalar implantado não é o responsável técnico, o proprietário privado ou público do hospital ou membros de Comissões de Controle de Infecção Hospitalar de "fachada", não, é o órgão de vigilância sanitária competente.
Ou seja, órgãos de vigilância sanitária estaduais, bem como municipais que tenham assumido as ações de vigilância sanitária de serviços de saúde, que não desenvolvem, ou não tentam desenvolver, programações permanentes de vigilância sanitária daqueles serviços de saúde que exponham a mais riscos os seus usuários, com destaque para os estabelecimentos de saúde de alta complexidade, dentre eles os hospitais, não seriam, por omissão, e talvez também por negligência, co-responsáveis pela transgressão à legislação por parte daqueles hospitais que não implantaram os seus Programas de Controle de Infecção Hospitalar ? De se pensar...
Observe-se que, nas unidades da federação, ou municipalidades, onde os hospitais já encaminham os relatórios padronizados mensais relativos à programação de controle de infecção hospitalar a órgãos públicos estaduais ou municipais, órgãos esses que não sejam os de vigilância sanitária, impõem-se instituir o concomitante fluxo mensal de reenvio desses relatórios para os órgãos de vigilância sanitária competentes. Afinal, a informação epidemiológica atualizada, e mensal, precisa ser remetida para o conhecimento de quem tem poder de intervenção, sem o que o monitoramento e controle dos Programas de Controle de Infecção dos hospitais brasileiros, por parte do Poder Público, será o exemplo do não- controle, da contemplação clínico-epidemiológica impotente (e omissa e negligente), enfim, da complacência irresponsável diante de parcela da morbidade e de mortes evitáveis de cidadãos que residem neste país.
É isto.
Tenho alguma razão na minha argumentação?
--------------------------------
O conteúdo das mensagens é de inteira responsabilidade do autor do e-mail.
Doenças emergentes, alertas sanitários Doenças Infecciosas e Parasitárias - Brasil
Para leitura .
Saudações todos.
Paulo Roberto Rebello
Doenças rurais invadem cidades
O surto de mal de Chagas em Santa Catarina acendeu o sinal amarelo nos serviços de controle epidemiológico do país: doenças associadas às áreas rurais estão se tornando cada vez mais comuns nas grandes cidades, mostram dados do Ministério da Saúde. A tripanossomíase, nome científico da moléstia transmitida pelo barbeiro, atingiu
3.075 brasileiros em 2004 - em 2000, eram 1.154 casos. Os números da leishmaniose visceral também são alarmantes. A doença, conhecida como calazar ou febre dundun, é causada por um protozoário e transmitida por um mosquito. Em 5 anos, o número de casos passou de 924 (em 2000) para 2.291 (2004). Para a Organização Pan-Americana de Saúde, na periferia da maioria das capitais
[ + ] Exibir tudo
do Nordeste, a leishmaniose já é uma endemia.
E não são os únicos casos. Doenças como a amebíase e a shiguelose - infecções causadas por parasitas, protozoários ou bactérias - e a leptospirose também apresentam números crescentes nos últimos 5 anos.
A razão é simples: o desmatamento desordenado, a ocupação de áreas de floresta com moradias e, principalmente, a urbanização desenfreada estão criando um país de jecas-tatus.
- O processo de desenvolvimento brasileiro nos últimos anos torna quase inevitável que esse tipo de coisa aconteça. A urbanização vem acontecendo em ritmo acelerado, mas com uma total falta de estrutura, principalmente no que se refere ao saneamento básico - diz o epidemiologista Eduardo Costa, da Fiocruz. - Sem falar que as cidades estão se expandindo para áreas de mata, fazendo com que animais hospedeiros ou transmissores de doenças se aproximem das casas e acabem contaminando os homens.
Esquistossomose em pleno Rio de Janeiro A referência ao personagem de Monteiro Lobato faz sentido. Mesmo sem apresentar números alarmantes, a ancilostomose, a infecção causada por vermes contraída por Jeca Tatu, ainda é endêmica em algumas regiões do país. No nordeste de Minas Gerais, por exemplo, pesquisadores da Fiocruz estimam que cerca de 80 por cento da população estejam infectados.
E mesmo doenças em queda livre no país, como a esquistossomose, ainda apresentam focos em lugares inesperados. No Alto da Boa Vista, no Rio, por exemplo, foram registrados 260 casos desde 1999. A moléstia, causada por um parasita que tem como principal hospedeiro um caramujo, tem como fonte de disseminação o Rio da Cachoeira, que corta 5 comunidades pobres. Foi lavando roupa no rio que a balconista Maria de Fátima, de 27 anos, contraiu a doença. Nascida na Paraíba, a moça mora no Rio há pouco mais de 2 anos e acreditava que a esquistossomose era uma doença extinta.
- Tive febre, dor de cabeça e náuseas. No posto de saúde, o médico nem hesitou:
como moro aqui, ele logo identificou a doença. Na escola, a gente aprendia aquela coisa do caramujo, mas não imaginava que isso existia. Ainda mais numa cidade grande - conta ela, sem saber que, no ano passado, 292 pessoas contraíram esquistossomose na Região Sudeste, a maioria em áreas urbanas.
Leptospirose cresce nas grandes cidades E é justamente nas cidades grandes que outras doenças, como a leptospirose, vêm crescendo. Transmitida pela urina do rato, a moléstia, em sua forma icterohemorrágica - que provoca hemorragia no interior dos tecidos e pode até matar - passou de 69 casos registrados em 2000 para 492 em 2004. Surtos de leptospirose são comuns em áreas atingidas por enchentes. Morador em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o taxista Raimundo Fernandes de Souza, de 47 anos, teve a doença no ano passado.
- Se as ruas fossem limpas e o lixo recolhido direito não dava tanto rato aqui.
Felizmente, descobri rápido que tinha a doença e pude fazer o tratamento adequado.
Se a água voltar a subir, estaremos correndo o mesmo risco.
Um risco que pode ser cada vez maior quando se observa que casos de doenças típicas de matas nativas - como a malária causada pelo protozoário Plasmodium falciparum, que é a forma mais grave da moléstia - estão caindo nas bordas da Floresta Amazônica e crescendo na Região Sudeste. Em 2000, o Ministério da Saúde registrou
23 casos entre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Em 2004, foram 43.
- Nas matas, a malária circula entre os macacos e infecta o homem que entra para caçar ou para cortar lenha, por exemplo. Se cresce nas cidades é sinal de que as casas estão cada vez mais perto da floresta. Com isso, você pode passar a ter o ciclo completo da doença em áreas urbanas. O desequilíbrio ecológico tem conseqüências quase imediatas na saúde da população - observa Eduardo Costa.
--------------------------------
O conteúdo das mensagens é de inteira responsabilidade do autor do e-mail.
Assuntos diversos Ética - Relação Medicina x Indústrias
Mais uma leitura e profunda reflexão lembrando-vos de que trata-se de matéria jornalística......
Cordiais saudações.
Paulo Roberto Rebello
Folha de São Paulo, sexta-feira, 15 de abril de 2005 - Ciência
http://www1.folha.uol.com.br/fs p/ciencia/fe1504200501.htm
MEDICINA
Indústria farmacêutica contrata pesquisadores para assinar estudos que eles não fizeram, encobrindo interesses
Médica denuncia fraude em publicação
SALVADOR NOGUEIRA, DA REPORTAGEM LOCAL
É prática comum companhias farmacêuticas recrutarem pesquisadores supostamente imparciais para assinar estudos que eles não realizaram, com o objetivo de ocultar interesses por trás dessas publicações. Agora, alguém resolveu denunciar um caso e abrir a questão ao debate público.
Adriane Fugh-Berman é médica e pesquisadora na Universidade Georgetown, em Washington, nos EUA. Em meados do ano passado, ela foi contatada por uma empresa de comunicação médica vinculada a
[ + ] Exibir tudo
uma companhia farmacêutica, com uma proposta.
A dita companhia propôs que ela assinasse um artigo de revisão (tipo de estudo mais importante nas ciências médicas, pois reúne resultados de diversas pesquisas paralelas e faz um balanço de tudo que foi investigado sobre o tema). O assunto era a interação de ervas com warfarin, um famoso anticoagulante com uma longa história nos EUA, único de uso oral aprovado pela FDA (agência que regula fármacos no país).
Interesse
A proposta, feita por e-mail, dizia explicitamente que o estudo havia sido financiado por uma certa companhia farmacêutica, que não tinha nenhuma droga no mercado concorrente do warfarin, nem nenhum produto derivado de ervas. Intrigada, Fugh-Berman pediu mais informações.
Poucos meses depois, em 24 de agosto, ela voltou a ser contatada. A empresa de comunicação havia enviado um rascunho do estudo, já assinado por ela, para que ela fizesse as modificações que achasse necessárias, de preferência até o dia 1º de setembro.
Sobre o interesse da farmacêutica pelo estudo, a empresa de comunicação disse a Fugh-Berman: "Embora não haja promoção de nenhuma droga nesse estudo, a companhia quer preparar o palco para novos anticoagulantes que não estão sujeitos às numerosas limitações do warfarin".
A pesquisadora da Georgetown não aceitou ceder seu nome para a publicação da pesquisa. E a história teria provavelmente morrido aí, não fosse uma coincidência.
Outro cientista mais permissivo foi encontrado pela empresa para assinar o estudo. O trabalho, então, foi submetido para publicação no "Journal of General Internal Medicine" ( www.blackwellpublishing.com/journal.asp?ref=0884-8734), revista científica americana com "peer-review", sistema em que outros cientistas, independentes, são chamados a avaliar o conteúdo dos trabalhos antes da publicação.
"Por coincidência, eu fui chamada a avaliar esse artigo, uma versão revisada, mas reconhecível, do manuscrito que antes havia sido enviado a mim", escreve Fugh-Berman, num artigo que saiu ontem nessa mesma revista. "Ao saber de suas estranhas origens, os editores do "Journal" rejeitaram o trabalho e incentivaram uma discussão internacional sobre "ghostwriting" por empresas de comunicação entre os membros da Associação Mundial de Editores Médicos, alertando-os para o fato de que estudos submetidos podem não reconhecer apropriadamente financiamento de corporações e/ou co-autoria."
No artigo publicado, os editores do "Journal of General Internal Medicine" alteraram o manuscrito de Fugh-Berman, com autorização dela, para omitir os nomes das companhias envolvidas no caso, supostamente porque seu objetivo não era fazer uma denúncia mas sim abrir um debate.
Nomes aos bois
Em entrevista à Folha, a pesquisadora de Georgetown revelou os nomes. A empresa de comunicação médica era a Mx Communications, e a companhia farmacêutica era a AstraZeneca. Ambas têm sede no Reino Unido.
Fugh-Berman considera o problema sério. Ao encerrar seu artigo, diz: "Duvido que eu seja convidada novamente para ser uma autora de mentirinha, mas certamente há outros médicos que estariam dispostos a propagandear essas enganações".
No fim, o novo anticoagulante da AstraZeneca ganhou aprovação para alguns casos na França, mas foi vetado para uso nos EUA.
Embora tenha ocultado os protagonistas do caso, o "Journal of General Internal Medicine" entrou de sola na questão. Afinal de contas, a estratégia usada pelas farmacêuticas solapa a confiabilidade que se pode ter em resultados, mesmo quando publicados por revistas com "peer-review".
Usando um pesquisador "imparcial e independente" como autor, as empresas evitam a obrigatoriedade imposta por muitas publicações científicas de declarar interesses financeiros ligados à pesquisa. Periódicos que se consideram sérios não podem gostar disso. O "Journal of General Internal Medicine" não gostou. "Nesta edição, Fugh-Berman descreve um caso grosseiro de comportamento antiético por um autor, um fabricante farmacêutico e uma companhia de educação médica", afirma o editorial da revista.
Em resposta ao caso, o "JGIM" decidiu enrijecer sua política editorial, especificando que qualquer pessoa ou companhia que teve influência no texto ou no conteúdo de um artigo deve ser identificada. E a Associação Mundial de Editores Médicos ampliou seu foco para cobrar não só a responsabilidade dos autores, mas as dos que encomendam esses artigos e as empresas que os redigem e arregimentam os "ghostwriters".
==========
OUTRO LADO
Companhia nega ter recrutado um falso autor
DA REPORTAGEM LOCAL
Contatada pela Folha, a AstraZeneca negou as acusações. "Esse manuscrito não é um exemplo de "ghostwriting'", disse Steve Brown, porta-voz da companhia. "O autor concordou em liderar uma revisão com base em sua experiência clínica, publicações anteriores e a crença de que uma discussão ampla ampliaria a segurança da terapia com warfarin."
A AstraZeneca também soltou comunicado oficial: "A maioria das companhias farmacêuticas, incluindo a AstraZeneca, usa escritores profissionais para auxiliar no desenvolvimento de manuscritos. A AstraZeneca está empenhada em assumir o desenvolvimento de publicações de forma ética e responsável e crê que autores creditados devem estar envolvidos desde o início, devem oferecer contribuições substanciais à concepção, aquisição ou interpretação dos dados e reter responsabilidade pelo artigo." (SN)
Pesquisadora que fez denúncia defende suspensão de médicos que emprestam nome para empresas farmacêuticas
"Relação medicina-indústria não é saudável"
DA REPORTAGEM LOCAL
Para Adriane Fugh-Berman, médica autora da denúncia contra a prática de "ghostwriting" na literatura médica (o uso de um pesquisador supostamente imparcial que não se envolveu num estudo para assiná-lo e acobertar os reais autores, pagos pela indústria farmacêutica), é preciso fazer mais do que atualmente tem sido feito para coibir seu uso.
"Os cientistas que permitem que seus nomes sejam usados como autores de mentira deveriam ser expostos e talvez suspensos de publicações por algum tempo", diz a médica. Ela não prevê, entretanto, que seja possível desencorajar os médicos a ponto de fazê-los interromper a prática.
Segundo ela, hoje já não se pode saber quantos estudos foram publicados com o uso de "ghostwriters" (escritores-fantasmas).
Embora diga que alguns colegas já ganharam milhares de dólares participando de esquemas do tipo, a pesquisadora ressalta que, no seu caso, não recebeu proposta de recompensa financeira. A compensação viria meramente do prestígio gerado pela publicação (a qualidade do trabalho de um cientista normalmente é avaliada pelo número de estudos que ele publica e pelo quanto eles são citados pelos colegas). Leia a entrevista que ela deu à Folha. (SN)
Folha - Em seu artigo, a sra. diz que considera as atuais regras para declarações de interesses frouxas demais para conter o uso de "ghostwriters" por companhias farmacêuticas. Como acha que isso pode ser melhorado?
Adriane Fugh-Berman - Não há realmente regras nessa área. A maioria das companhias contrata empresas intermediárias para se distanciar, mas a prática é comum. Os cientistas que permitem que seus nomes sejam usados como autores de mentira deveriam ser expostos e talvez suspensos de publicações por algum tempo.
Folha - Por que pesquisadores aceitam ser "ghostwriters"?
Fugh-Berman - Neste caso, nenhum dinheiro foi oferecido. Então eu suponho que há quem faça pelo crédito acadêmico. Mas outros foram pagos para isso, algumas vezes milhares de dólares.
Folha - Casos como o seu são muito freqüentes?
Fugh-Berman - Sim, é bem comum. Muitos colegas foram convidados para isso. Eu fiquei chocada, depois de ver algumas correspondências da Associação Mundial de Editores Médicos, que os editores tenham ficado tão surpresos. Ninguém sabe quantos artigos escritos com autores falsos existem na literatura.
Folha - Por que a sra. decidiu revelar o caso? E por que outros que rejeitam ofertas não fizeram isso?
Fugh-Berman - Eu realmente não pensei que isso fosse novidade. Quando eu recebi o manuscrito forjado para avaliar, eu só queria que os editores soubessem de suas origens e esperava que eles não o publicassem. Eu pensei que era de conhecimento amplo o fato de que isso acontecia, com muitas companhias e muitos autores, mas eu achei que pudesse ao menos evitar que um deles fosse publicado. Fui encorajada pelos editores [do "Journal of General Internal Medicine"].
Folha - A sra. acha que sua postura poderá encorajar outros a pesquisadores a revelar o que está acontecendo?
Fugh-Berman - Não. Os médicos invejam os que são pagos pelas companhias farmacêuticas. A relação entre a medicina e a indústria farmacêutica é profunda, complexa e nada saudável. Elas deveriam ser cirurgicamente separadas com regulamentações. Empresas farmacêuticas não deveriam ter permissão para financiar publicações ou seguir com atividades de educação médica.
--------------------------------
O conteúdo das mensagens é de inteira responsabilidade do autor do e-mail.