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Legislação e normatizações Legislação - Perfil Profissiográfico Previdenciário
ASSOCIADOS DA ANAMT SÃO DESOBRIGADOS A PREENCHER O PPP
A Justiça Federal de Brasília, através da 2ª Vara Federal determinou que os médicos filiados'a Associação Nacional de Medicina do Trabalho - ANAMT não estão obrigados a preencher a seção III, o campo 17 do Anexo XV da Instrução Normativa 99.
Através do Mandado de Segurança 2004.34.00.004332-7, o MM. Juiz federal compreendeu que haveria ilegalidade na referida Instrução Normativa do INSS, a partir do momento em que ela inova o direito, sem que haja amparo legal ou constitucional para tanto, o que, certamente, ofende direito líquido e certo dos Associados.
O advogado da ANAMT, Dr. Arthur Magno e Silva Guerra, explica que, muito embora a decisão ainda não seja definitiva, sujeitando-se ao reexame necessário
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por parte do Tribunal Regional Federal, ela já gera seus efeitos plenos, sendo que "esses médicos associados estão desobrigados de quebrar seu sigilo profissional, enquanto não sobrevier alguma absurda decisão contrária à bem fundamentada sentença de 1ª instância".
O PPP tornou-se polêmico, desde o seu surgimentgo, ao prever que os médicos atuantes na Medicina do Trablaho estariam obrigados a fornecer os resultados de monitoração biológica aos empregadores o que, certamente, significaria além de quebra de seu sigilo profissional, um atentado contra a intimidade dos trabalhdores.
Finalmente a Justiça Federal se manifestou positivamente, compreendendo a reivindicação da ANAMT, no dia 10 de fevereiro de 2005, mais de um ano após a propositura do Mandado de Segurança.
Mensagem encaminhada pelo colega Antonio Gavazza
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Cordiais saudações.
Paulo Roberto Rebello
CECIH/CVE/SES-RJ
VISA/EAD-ENSP-FIOCRUZ
LabConsS-www.ufrj.br/consumo
Morre 2º paciente tratado com remédio dos laboratórios Elan e Biogen
Um segundo paciente medicado com o remédio Tysabri, fabricado pelos laboratórios Elan (irlandês) e Biogen Idec (americano), morreu em decorrência de uma doença rara, segundo comunicado conjunto dos laboratórios, divulgado nesta sexta-feira.
Na segunda-feira, ambos os laboratórios anunciaram a retirada voluntária do Tysabri (que é utilizado para tratamento de pacientes com esclerose múltipla) do mercado devido à morte de um primeiro paciente, que desenvolveu leucoencefalopatia multifocal progressiva (doença viral que ataca o sistema nervoso central) e era tratado com o Avonex (do Biogen, também utilizado em pacientes
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com esclerose múltipla).
O paciente cuja morte foi anunciada hoje também vinha sendo tratado com Tysabri e Avonex e desenvolveu a mesma doença.
O remédio (chamado de Antegren durante a fase de testes) foi aprovado em novembro do ano passado pela FDA. Cerca de 3.000 pacientes nos EUA e 22 na Irlanda receberam doses intravenosas de Tysabri desde que foi aprovado, segundo a Biogen.
O Avonex continua a ser vendido no mercado.
Ambas as empresas afirmaram no comunicado que, até o momento, não há evidência de que qualquer dos dois remédios tomado sozinho permita o desenvolvimento da doença.
"Até hoje, nenhuma das empresas recebeu relatórios de leucoencefalopatia multifocal progressiva em pacientes tratados apenas com Tysabri para tratamento de esclerose múltipla", segundo o comunicado.
No início da semana, a Elan insistiu que espera reintroduzir o Tysabri (seu carro-chefe de vendas) no mercado ainda neste ano.
Fonte: www.idec.org.br 04/03/05
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Aproveitando o assunto de lixo domiciliar, estou escrevendo meu trabalho de conclusão de curso. Meu tema é Baratas: aspectos sanitários e controle. Se alguem tiver algo relacionado, eu gostaria que me mandasse. Mesmo que seja relacionados a hospitais, clínicas, etc.
Dea Gallucci
andreia@caidi.epm.br
deagallucci@hotmail.com.br
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação - Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência
04/03/2005 - GFIP: Empresas devem apresentar a Guia na segunda-feira (7) (Notícias MPS)
A apresentação é necessária mesmo para estabelecimentos sem empregados
De Maceió (AL) - As empresas têm até segunda-feira (7) para apresentar a Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP), referente ao mês de fevereiro. As empresas que não pagam FGTS, por não possuírem empregados, também devem entregar a Guia. Nesse caso a GFIP funciona como um documento apenas informativo, com os dados dos sócios e trabalhadores autônomos.
As empresas são obrigadas a entregar a guia por meio do programa Conectividade Social, disponível no site da Caixa Econômica Federal. Para ter acesso, entretanto, a empresa deve obter a certificação eletrônica em uma das agências da Caixa.
Por meio
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da GFIP, as empresas recolhem o FGTS e informam o nome dos empregados, o valor dos seus salários, licenças, férias, as condições de trabalho e os valores devidos ao INSS. Também são informados o nome e a remuneração dos sócios e prestadores de serviço.
As informações prestadas na GFIP são incorporadas ao Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), um banco de dados que reúne informações a respeito das atividades trabalhistas dos brasileiros. Esse sistema permite a concessão automática dos benefícios previdenciários sem a necessidade de os segurados apresentarem documentos que comprovem salários e vínculos trabalhistas.
Antonio Carlos Gavazza
gavazza@terra.com.br
Assempre-Assessoria Empresarial
assempre@terra.com.br
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Resíduos de Serviços de Saúde Resíduos de Serviços de Saúde - Maceió
Prezados Colegas,
Estou fazendo a minha dissertação de Mestrado sobre o gerenciamento dos Resíduos dos Serviços de saúde em estabelecimentos na cidade de Maceió, onde a amostra escolhida foi um hospital da rede publica(HU) onde fui muito bem recebida, um Lab. de analises clinicas e uma clinica particular.Estou com grande dificuldade para ter acesso aos dois últimos estabelecimentos. Teria alguém aqui de Maceió que pudesse me ajudar ?
Abraços,
Sarah
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação de evento científico - SP
NOVOS MARCOS REGULATÓRIOS DA SAÚDE E MEIO AMBIENTE SÃO DEBATIDOS EM SÃO PAULO
O PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS - O PROTOCOLO DE SAÚDE AMBIENTAL
A primeira palestra de 2005 sobre a RDC 306 - Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde acontece em São Paulo no Seminário: "O Plano de Gerenciamento de Resíduos PGRSS - O protocolo de Saúde Ambiental" realizado e coordenado pela Ambiance nos dias 16 à 18 de março. A gerente de Infraestrutura da ANVISA Regina Barcellos, que acompanhou passo a passo todas as mudanças dos novos marcos regulatórios é Conferencista no primeiro
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dia dos trabalhos e estará debatendo sobre os novos critérios da gestão dos Resíduos-RSS e do Plano de Gerenciamento - PGRSS. A nova Resolução RDC 306 considera que os serviços de saúde são os responsáveis pelo correto gerenciamento de todos os RSS gerados, desde a sua geração até a sua destinação final e ainda, que a segregação correta dos RSS, no momento de sua geração, permite reduzir o volume de resíduos perigosos e a incidência de acidentes ocupacionais trazendo benefícios à saúde pública e ao meio ambiente.
Renomados especialistas do setor com experiência prática de vários anos no manejo de resíduos de serviços de saúde - RSS discutirão da segregação até o abrigo os 05 tipos de resíduos (Infectantes, Químicos, Pérfuro-cortantes, Rejeitos Radioativos e Resíduos comuns) definidos na RDC 306 e na Res. CONAMA 283 - última edição/2004. Os resíduos quimioterápicos serão um dos focos especiais dos químicos, a serem discutidos. Para os Resíduos Comuns serão apresentadas soluções alternativas para coleta seletiva e reciclagem o "ecoponto" do Seminário. O Manejo agregado a esta ferramenta de gestão faz do Plano de Gerenciamento a ferramenta moderna de gestão ambiental criando um um novo protocolo para a saúde.
O grande diferencial deste Seminário, diz Sonia Penteado, diretora-executiva da Ambiance, "é a elaboração de um Plano de Gerenciamento em classe, nos dois primeiros dias de treinamento; onde serão discutidos os mais importantes aspectos do Manejo de cada resíduo. No encerramento dos trabalhos o Plano será apresentado pelos próprios participantes aos professores-especialistas". Esta forma de capacitação, diz ela "é uma novidade na dinâmica de treinamento e foi por nós elaborada para que o gestor volte a sua unidade de saúde e implante realmente o Plano". Os Serviços que já tem parcialmente o PGRSS implantado poderão reciclar seus conhecimentos e readequar o Plano com as novas legislações da ANVISA e CONAMA.
O Seminário sobre o PGRSS - O Protocolo de Saúde Ambiental finaliza com a visita técnica no dia 18 de março em unidade hospitalar de alta complexidade onde os participantes verão um Plano de Gerenciamento já implantado segundo as novas legislações em vigor.
Com o encerramento dos trabalhos da Câmara Técnica de Saúde, Saneamento Ambiental e Gestão de Resíduos , da qual a Ambiance fez parte, a nova edição do CONAMA vem de encontro à harmonização entre as duas regulamentações (CONAMA e ANVISA) com base nos trabalhos desenvolvidos pelo grupo multiprofissional por mais de um ano. A nova 283 do CONAMA vai "linkar" harmoniosamente com a RDC 306 a saúde ao meio ambiente ou o tripé geração - gestão - destinação dando uma segurança maior à responsabilidade ambiental dos Serviços de Saúde.
Este novo foco dos novos marcos regulatórios centrado na responsabilidade do gerador permite a elaboração do Plano de Gerenciamento pelos Serviços de Saúde com critérios técnicos que espelham uma visão globalizada do resíduo - da geração à destinação final.
No prazo de 180 dias decorridos da publicação (DOU - 10/12/2004) os estabelecimentos de saúde em todo território nacional terão que apresentar seus Planos aos órgãos de fiscalização de saúde e meio ambiente respeitando as exigências da legislação local.
Logo após o Seminário técnico - PGRSS, a Ambiance organiza um debate nacional em São Paulo no dia 26 de abril - a Conferência com o tema: "A Responsabilidade Ambiental nos ambientes de Serviços de Saúde" - Os novos marcos regulatórios da ANVISA RDC 306e CONAMA 283 ultima edição (trâmite) -.
A cidade de São Paulo estará representada pelos Secretários das pastas de Saúde e Meio Ambiente, além da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. Estarão se apresentando conferencistas da ANVISA, do Ministério do Meio Ambiente e Conselheiros da Câmara Técnica do CONAMA. Uma mesa constituída por especialistas de saneamento, toxicologia, epidemiologia, direito ambiental dentre outros, mediada pelo Presidente da Câmara Técnica que revisou a Res. 283 conduzirá o debate.
Os Seminário PGRSS e a Conferência sobre a Responsabilidade Ambiental já estão sendo considerados pelos órgãos, ícones de referência no setor da Saúde e Meio Ambiente. Os dois eventos fazem parte das fases do Projeto de Saúde Ambiental desenvolvido pela Ambiance.
Legislação e normatizações Normatizações - Calçados abertos
Ola pessoal!
Gostaria de compartilhar com o grupo sobre o uso de calçados abertos em área hospitalar por profissionais da área técnica. Existe alguma legislação que proibe, impede, limita. Existe algum trabalho publicado que relaciona o uso dos e os acidentes. E o pessoal administrativo?
Trabalho com educação e apesar das pesquisas não consegui encontrar. Se o grupo puder me ajudar...
Áreas de apoio Farmacovigilância - Uso de medicamentos
SAÚDO A TODOS !!
Encaminho artigo que visa levar nosssos companheiros listeiros à uma profunda reflexão após leitura parcimoniosa ....Tal discussão tem inúmeros desdobramentos podendo até mesmo, dependendo da criatividade de cada um, chegar na discussão sobre as responsabilidades das indústrias farmo-quimicas com seus respiudis e por aí vai....
Afirmo-lhes, sem medo de dizer um absurdo, que o neoliberalismo cada vez mais forte , a intensificação da troca internacional de mercadorias, a pressão para a ruptura de barreiras alfandegárias, o trânsito de pessoas, enfim, exige revisão de nossos conceitos, ou até mesmo do resgate de alguns conceitos , sobre Vigilância em Saúde onde devemos fortalecer a Prevenção não minimizando medidas de controle antes da ocorrência de eventos adversos.
Nunca
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o conceito de RISCO esteve tão em voga como agora. A cada hora, acada momento, a cada minuto , um evento adverso ocorre num ser humanano e nem sempre é notificado. Aqueles relacionados com o uso de medicamentos , tendo em vista tudo que está escrito no artigo abaixo, são de nosso interesse e estimulo a todos os nossos companheiros que notifiquem sempre que desconfiarem de alguma coisa errada com seus pacientes .
Cordiais saudações a todos !!!
Paulo Roberto Rebello - médico
CECIH/CVE-SES/RJ
VISA/EAD-ENSP/FIOCRUZ
EPIDEMIA SILENCIOSA
Em todo o mundo, nunca se tomou tanto medicamento desnecessário e em doses tão exageradas
Clarisse Meireles
Quando se fala no perigo das drogas, a associação automática é com substâncias alucinógenas ou excitantes consideradas ilegais na maior parte dos países - restrição que, diga-se de passagem, nunca impediu seu consumo em larga escala. Nos últimos anos, no entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem voltado uma atenção cada vez maior para o consumo exagerado de outras drogas: aquelas adquiridas na farmácia mais perto de casa. De acordo com dados da OMS, o mundo está intoxicado, tomando remédios demais e de forma errada.
Segundo avaliação da organização, metade das prescrições e vendas de medicamentos em todo o mundo são indevidas. No caso dos antibióticos, a questão é ainda mais grave: cerca de 75% das prescrições seriam dispensáveis, o que, junto com a automedicação, tem colaborado para o desenvolvimento de bactérias mais resistentes. "As drogarias são os novos templos da modernidade", aponta Madel Luz, professora do Instituto de Medicina Social da Uerj e autora do livro Novos saberes e práticas em saúde coletiva (ed.
Hucitec).
O uso racional de medicamentos é um dos pontos cruciais da política de remédios do órgão para o quatriênio 2004-2007. No Brasil, da mesma forma, nunca se consumiu tanto medicamento. Estudo realizado pela Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) indicou que a venda de remédios em 2003 avançou 21,44% em relação a 2002. O faturamento do setor saltou de R$ 18,89 bilhões em 2003 para R$ 22,16 bilhões em 2004.
O aumento do consumo, no entanto, tem mais benefícios para a saúde financeiro dos laboratórios farmacêuticos do que para a saúde da população. Segundo avaliação técnica encomendada pela revista francesa Prescrire, de 2.090 fórmulas lançadas nos últimos 20 anos, apenas sete representam um avanço terapêutico relevante. O dado encontra eco no FDA (órgão americano que regula alimentos e medicamentos). Em relatório, a instituição aponta que 80% de todos os novos medicamentos surgidos no mercado representam nenhum ou pouquíssimo progresso.
Então, por que o consumo cresce tanto? Como lembra a farmacêutica Sônia Altenburg, professora de farmacologia do curso de medicina da UFF, a medicalização do Brasil teve início a partir dos anos 70 quando, sob pressão dos grandes laboratórios farmacêuticos, foi derrubada a obrigatoriedade de que as farmácias fossem de propriedade de farmacêuticos, possibilitando a expansão de redes. "Criaram também, em todo o mundo, práticas aberrantes como as comissões por vendas do remédio da moda, além de relações promíscuas com médicos", enumera. "Precisamos domesticar a indústria", defende Sônia.
Para se ter uma idéia, os 15 maiores grupos farmacêuticos do mundo gastam por ano cerca de US$ 80 bilhões em marketing, três vezes mais do que o orçamento em pesquisa e desenvolvimento de novas substâncias. Se as novas fórmulas não são sempre melhores, e muitas vezes não passam de adaptações, por que acabam substituindo as antigas? Questão de sobrevivência de uma das maiores forças da economia, que se encontra em estado de alerta. Até 2008, mais de 30 dos 57 medicamentos mais vendidos no mundo perderão a patente de exclusividade, que dura de 10 a 20 anos.
Ou seja, terão suas versões genéricas e similares, mais baratas. Daí a necessidade de desenvolver "novos" remédios. A quebra de patentes só é possível em casos extremos de garantia de vida, como o Brasil fez com os antiretrovirais para o tratamento de Aids.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também está preocupada com a supermedicação e a automedicação. Em alguns hospitais dos país, 15% das internações decorrem de reações adversas a remédios.
"Todo e qualquer medicamento pode causar danos, inclusive aqueles ditos naturais", lembra Murilo Freitas Dias, chefe da unidade de farmacovigilância da Anvisa.
Desde 1999, quando foi criado, o órgão recebeu 5.330 notificações de reações adversas e desvios de qualidade, número considerado pequeno, já que a média mundial mostra que a cada dez pessoas que tomam um medicamento, uma sofrerá efeitos colaterais. As mais comuns são as alergias dermatológicas causadas por antibióticos.
Para aumentar a confiabilidade dos dados e aferir de forma mais eficaz a segurança da medicação, desde segunda-feira desta semana, 43 farmácias do estado de São Paulo, deram início ao projeto Farmácias Notificadoras, que vai receber informações sobre reações adversas e desvios de qualidade dos medicamentos. Trata-se de uma parceria da secretaria de saúde do Estado com a Anvisa e o Conselho Regional de Farmácia, para verificar os males que o uso correto de medicamentos - como prescrito - pode causar.
Outro problema combatido pela Anvisa é o consumo off-label, isto é, diferente daquele para o qual o remédio foi desenvolvido. Recentemente, por exemplo, cinco mulheres morreram por usarem a substância flutamida para tratar acne - quando o produto é indicado no tratamento de câncer de próstata.
Ainda no primeiro semestre, o consumidor vai começar a notar diferença na bula. Em vez de termos técnicos, que são compreendidos apenas por médicos e farmacêuticos, será adotada uma linguagem acessível aos pacientes. O tamanho das letras também vai aumentar.
Paralelamente, a OMS, através da Fiocruz, está treinando médicos brasileiros no sentido de evitar prescrições desnecessárias. O curso de medicina da UFF foi um dos primeiros a incluir no currículo a preocupação com a racionalização da prescrição médica.
Esta deve obedecer critérios que podem parecer óbvios mas nem sempre são levados em conta: um remédio deve ser receitado em função da segurança e do conforto, com menor custo e na dose certa.
Outra preocupação crescente, dentro desta perspectiva, é recomendar medidas não medicamentosas, como grupos de apoio e mudanças do estilo de vida, que acabam tendo um impacto nas dosagens dos remédios, que podem ser, muitas vezes, diminuídas. "Infelizmente", diz Madel Luz, "a biomedicina transforma a vida em doença.
É preciso se voltar para a promoção da saúde, não para o controle da doença."
FONTE : www.jb.com.br - 26/02/05
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