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Resíduos de Serviços de Saúde Resíduos de Serviços de Saúde - Precauções de Isolamento
Prezados colegas
após ler e re-ler inúmeras vezes a RDC 306/2004 ainda várias dúvidas permanecem.
Começo com alguma básica que nos confrontamos diariamente no controle de infecção:
se peças do vestuário descartáveis são resíduos Classe D, posso considerar estes materiais de pacientes em precauções de isolamento, incluindo de contato para germes multirresistentes também como Resíduos Comuns?
Lourival Marsola
Médico/Presidente da CCIH/HUJBB, Belém-Pará
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Conceitos e condutas gerais Exames sorológicos - Paciente-fonte e Profissional acidentado
Boa tarde a todos,
estamos em processo de creditação de um dos nossos hospitais da rede, e em auditoria consta como oportunidade de melhoria o modelo de consentimento informando o paciente fonte, porém este documento abre diversos aspectos conforme abaixo:
1º O Coord. do PCMSO pode pedir como medida de proteção e prevenção exames de HIV e Hepatite, porém caso o resultado de positivo nós não podemos mandar este colaborador embora.
2º Este exame é meu referencial para checar se meu colaborador contraiu a doença antes ou durante sua vida laboral na empresa.
3º Caso este mesmo colaborador sofreu acidente com p.cortante ou mat. biológico, e ao realizar (após a autorização do p.fonte) o exame com as sorologías e detectar que o paciente fonte não
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tem a doença e meu colaborador tem, o que eu faço com este colaborador?
Desde já fico grato, pela sua atenção e colaboração de todos.
Ps.: encaminhar a resposta para peterson.lucio@amesp.com.br
SDS
Peterson Lucio Moreira.*.
Técnico de Segurança do Trabalho
Tel. (11) 3170 1909
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SAÚDO A TODOS !!!
MUITOS DOS FREQUENTADORES DO SITE ERAM PEQUENOS QUANDO OCORREU ESTE TERRIVEL ACIDENTE ...TRATA-SE DE NOTÍCIA INTERESSANTE E QUE CABE A NÓS, PROFISSIONAIS DE SAÚDE, BEM COMO ÀS INSTITUIÇÕES ASSISTENCIAIS , EVITAR QUE SE REPITA.
CORDIAIS SAUDAÇÕES.
PAULO ROBERTO REBELLO
From: "Celso Galli Coimbra" c.galli@terra.com.br>
Date: Sat, 29 Jan 2005 10:11:36 -0200
www.biodireito-medicina.com.br
Quase 18 anos depois,
vítimas do Césio ainda esperam por justiça Por Cláudia Viegas, jornalista (*)
www.biodireito-medicina.com.br
Quase 18 anos depois, vítimas do Césio ainda esperam por justiça
28/01/2005
Por Cláudia Viegas, jornalista (*)
No próximo dia 13 de setembro, fará 18 anos que uma cápsula de aproximadamente 100 quilos, contendo 19 gramas de Césio 137 - material radioativo com
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elevada atividade e tempo muito rápido de decaimento - foi aberta em um ferro-velho de Goiânia (GO), a seis quadras de onde hoje ficam as sedes dos governos estadual e municipal.
O material - mais exatamente, cloreto de Césio - utilizado em radioterapia, era de uma clínica de saúde, o Instituto Radiológico de Goiânia, localizado no centro da cidade, e que, na época, estava de mudança. Fora abandonado entre escombros, contrariando o princípio legal de que o gerador do resíduo é eternamente responsável pelo mesmo.
Ainda hoje, pessoas direta e indiretamente contaminadas buscam, na Justiça, direito a assistência médica e medicamentos, negado pelo governo federal. Algumas delas, da Associação das Vítimas do Césio 137, participam do 5º Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (RS), onde buscam apoio para esta finalidade.
As publicações do site Biodireito Medicina podem ser publicadas em outros sites ou divulgados por qualquer meio de comunicação, desde que (a) não alterem o texto, (b) não ocultem o link de origem que deve ser mostrado com a postagem e ser link ativo, (c) coloquem com destaque o endereço www.biodireito-medicina.com.br , (d) não seja omitido nome e/ou endereço dos autores.
28/01/2005
No próximo dia 13 de setembro, fará 18 anos que uma cápsula de aproximadamente 100 quilos, contendo 19 gramas de Césio 137 - material radioativo com elevada atividade e tempo muito rápido de decaimento - foi aberta em um ferro-velho de Goiânia (GO), a seis quadras de onde hoje ficam as sedes dos governos estadual e municipal.
O material - mais exatamente, cloreto de Césio - utilizado em radioterapia, era de uma clínica de saúde, o Instituto Radiológico de Goiânia, localizado no centro da cidade, e que, na época, estava de mudança. Fora abandonado entre escombros, contrariando o princípio legal de que o gerador do resíduo é eternamente responsável pelo mesmo.
Ainda hoje, pessoas direta e indiretamente contaminadas buscam, na Justiça, direito a assistência médica e medicamentos, negado pelo governo federal. Algumas delas, da Associação das Vítimas do Césio 137, participam do 5º Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (RS), onde buscam apoio para esta finalidade.
(...)
Leia a íntegra da reportagem no endereço:
http://www.biodireito-medicina.com.br/ website/internas/noticias.asp?idNoticia=68
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Compartilho com os companheiros esta notícia que acabo de ler no site do Jornal O Dia.
Wálria Toschi
Anvisa retira 44 produtos sem licença do mercado
18:49 31/01
Da Redação do DIA para o iG
RI0 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta segunda-feira a retirada do mercado de 44 produtos sem registro, entre eles extratos de própolis, Ginkgo Biloba e guaraná. Também constam da lista amaciantes de roupas e água sanitária. Os revendedores que desrespeitarem a determinação da Anvisa estão sujeitos a notificação e multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Os produtos sem licença são:
Água Sanitária Idealax
Água Sanitária Antonelli
Amaciante Del Maravilha
Amaciante de Roupas Classic Antonelli
Amaciante de Roupas Floral Antonelli N
Copro Ervas Digestivo
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500ml e 50 cápsulas de 500mg
Copro Ervas Emagrecedor 500ml e 50 cápsulas 500mg
Copro Ervas Tônico Energético 500ml e 50 cápsulas
Copro Ervas Purificador 500ml
Copro Ervas Diabete 500ml e 50 cápsulas de 500mg
Copro Ervas Ácido Úrico 500ml e 50 cápsulas 500mg
Copro Ervas Reumatismo 500ml e50 cápsulas 500mg
Copro Ervas Mulher + Saudável 500ml e50 cápsulas 500mg
Copro Ervas Nervo Sim Calmante 500ml e 50 cápsulas 500mg
Copro Ervas Vermes 500ml e 50 cápsulas 500mg
Copro Ervas Clorofila
Copro Ervas Unha de Gato 550ml e 50 cápsulas
Copro Ervas Tônico Ferruginoso
Copro Ervas Stess
Copro Ervas Dolomita
Copro Ervas Guaraná
Copro Ervas Porangaba
Copro Ervas Ginkgo Biloba
Copro Ervas Purificador do Sangue 50 cápsulas 500mg
Copro Ervas Hiper Menos 50 cápsulas de 500mg
Copro Ervas Castanha da Índia
Desinfetante Ação Bactericida Violeta Antonelli
Desinfetante Ação Bactericida Eucalipto Antonelli
Desinfetante Ação Bactericida Lavanda Antonelli
Extrato de Própolis 30ml
Força e Vida 300ml
LHRH (gonadorrelina)
Mel Copro Gel Extra Forte 390ml
Mel Copro Gel Extra Forte 150ml
Mel Copro Gel Natural 150ml
Mel com Eucalipto Gel 150mg
Mel com Própolis 150ml
Mel com Agrião 150ml
Mel com Poejo 150ml
Mel Puro 260g
Óleo de Copaíba 30ml
Óleo de Menta Life 10ml
Relefact (gonadorrelina)
Spray de Própolis 30ml
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação de evento científico - SP
Prezados participantes da lista do Risco Biológico,
Estamos enviando informações sobre o evento científico de Saúde Ambiental a realizar-se
nos dias 16, 17 e 18 de março com a temática:
" O PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS - PGRSS - O PROTOCOLO DE SAÚDE AMBIENTAL "
DAS PRÁTICAS, SEGUNDO AS NOVAS REGULAMENTAÇÕES DE SAÚDE & MEIO AMBIENTE
ANVISA 306/2004
CONAMA 283/ nova edição (trâmite)
Por que fazer?
O treinamento para o PGRSS é recomendado e previsto para o estabelecimento
de saúde nas novas Resoluções para o adequado gerenciamento dos RSS.
O treinamento é dirigido a médicos, enfermeiras, farmacêuticos, administradores hospitalares,
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especialistas e profissionais da saúde que são responsáveis pela gestão dos RSS ou pertencem a comissões de gerenciamento. Profissionais de CCIH, Higiene, Hotelaria ou do SESMT, Qualidade e Meio Ambiente dentre outros.
Capacitação do treinamento: 19 horas
Dois dias de estudo concentrado em classe e o terceiro dia de Prática
Estudo dos 05 tipos de resíduos e como implantar o Plano
- A discussão científica dos aspectos conceituais e práticos do manejo
dos RSS de acordo com sua classificação dos novos marcos regulatórios
Palestra da RDC 306 da ANVISA. Conceitos e práticas da nova Resolução.
- Dimensionar os procedimentos para implantar, monitorar e coordenar a
melhoria contínua do PGRSS
- Exercitar a implantação do PGRSS pela montagem de um plano
simulado em classe com os 05 tipos de resíduos RSS pelos participantes em grupos e apresentado à
pela Comissão de especialistas
- Práticas no Hospital da Cruz Azul através da visita técnica. O PGRSS na Prática - como foi implantado. Experiências do estudo de caso.
- Partipação da Vigilância Sanitária (Tripé de Estudo- ANVISA, VISA E GERADOR)
- Analisar o PGRSS como um Protocolo de Saúde Ambiental, que
funciona não só para atender os requisitos legais mas como
uma ferramenta de gerenciamento de resíduos convergente ao
manejo globalizado - da geração à destinação final
Comissão de especialistas:
Dr. Edwal Campos Rodrigues
Hospital Beneficência Portuguesa
Dr. Fernando de Faria Tabet
Mattos Fº, Veiga Fº, Marrey Jr. e Quiroga
Dr. José Roberto Niceto Rezende
Hospital Servidor Público Estadual
Profa. Dra. Noil Amorim de Menezers Cussiol
Centro de desenvolvimento da tecnologia Nuclear
Profa. Dra. Regina Bitelli Medeiros
Escola Paulista de Medicina- UNIFESP
Arquiteta Regina Gonçalves Barcellos
( ANVISA )
Educadora ambiental Romilda Hadad
Ecos do Vitória
Palestrante Convidado:
Enfa. Carmen Ligia Sanches de Salles
Secretaria Municipal de Saúde. Vigilância em Saúde
Parceria Especial: Hospital da Cruz Azul de São Paulo
Programa Seminário 16, 17 e 18
de Março de 2005
Atividades do 1º dia - 16 de março
08h00 - 8h45 - Recepção, Credenciamento e Welcome Coffee
08h45 - 10h00 Os Novos Marcos Regulatórios da Saúde & Meio Ambiente. A nova RDC 306 ANVISA e a nova edição CONAMA 283 (trâmite)
10h00 - 11h30 O Plano de Gerenciamento de Resíduos -PGRSS. O Protocolo de Saúde Ambiental
11h30 - 12h30 Visão Global e Ação Local na gestão dos Resíduos Comuns
12h30 - 14h00 - Intervalo para Almoço
14h00 - 15h30 O Plano de Gerenciamento de Resíduos - PGRSS. Implantação, Gestão, Monitoramento e
Coordenação para Melhoria Contínua
15h30 -16h30 Resíduos Infectantes. Segregação, Manejo, Acondicionamento, Transporte e Abrigo temporário
16h30 - 17h00 - Coffee break
17h00 - 17h30 O Plano de Gerenciamento de Resíduos PGRSS . Das Práticas e do Exercício do Monitoramento
(exercício interativo dos participantes - Montagem do PGRSS)
17h30 - 18h00 Reflexão sobre conceitos e Debate
Atividades do 2º dia - 17 de março
08h00 - 09h00 - Recepção e Welcome Coffee
09h00 - 10h30 A importância da biossegurança na gestão dos Resíduos Pérfuro-Cortantes
10h30 - 12h00 Os Resíduos Químicos. Manejo e o Plano de Gerenciamento.
Classificação e Caracterização dos Resíduos
12h00 - 12h30 Reflexão sobre conceitos e Debate
12h30 - 14h00 - Intervalo para Almoço
14h00 - 15h00 Resíduos de Drogas Quimioterápicas e Materiais Contaminados. Legislção, Manejo e Plano de Gerenciamento
15h00 - 16h00 Rejeitos Radioativos. Manejo e o Plano de Gerenciamento
16h00 - 16h30 - Coffee Break
16h30 - 17h30 Apresentação do PGRSS - exercício interativo
18h00 - 18h30 Prerrogativas Futuras:
Manejo dos Resíduos e o PGRSS nos ambientes de Serviços de Saúde
Atividades do 3º dia - 18 de março
9h00 - 12h00 O PGRSS na Prática - Visita técnica: HOSPITAL DA CRUZ AZUL DE
SÃO PAULO
Participantes & Convidados
Hospitais Públicos, Privados, Filantrópicos
Home-care(s), Clínicas, Ambulatórios médicos e Odontológicos
Centros de Medicina Diagnóstica, Laboratórios de análises clínicas e de
anatomia patológica; Vacinas
Serviços: atendimento Radiológico, Radioterapia e Medicina Nuclear
Serviços de Controle de Infecção, Higiene, Hotelaria
Serviços: SESMTs
Serviços: tratamento Quimioterápicos
Serviços: Hemoterapia e produção Hemoderivados
Serviços: medicina legal
Serviços de infra-estrutura em saúde: alimentação, copa, lavanderia,
manutenção (intra e terceirizados)
Drogarias e Farmácias e de Manipulação
Indústrias e Serviços de Pesquisa em saúde
Serviços de Saúde Animal
Indústrias Farmacêuticas e Bioquímicas
Empresas de coleta, tratamento, destinação e disposição final de Resíduos. Tratamento Efluentes
Universidades do setor de Saúde e Meio Ambiente
Organizações Públicas e Governamentais das esferas: federal, estadual e municipal da área de Saúde e Meio
Ambiente (Prefeituras, Secretarias, Agências Nacionais)
INSCRIÇÕES E FORMA DE PARTICIPAÇÃO:
mediante preenchimento da ficha de inscrição
envio da ficha pelo e-mail ou fax e confirmação do depósito.
Carga Horária: 19 horas distribuídas em três dias (Conceitos e Prática)
ESPECIAL NOVIDADE: PERGUNTE AS DÚVIDAS DA RDC 306 ANVISA - A AMBIANCE
RESPONDE
VAGAS LIMITADAS SUJEITAS À CONFIRMAÇÃO
AMBIANCE - São Paulo - Informações e Inscrições
Telefones:
(11) 5096-2521 e 5093-9885 ( telefax )
(11) 5687-7494 / 5548-5800 e 5524-8572 ( telefax )
ambianceconsultoria@terra.com.br
ambiance@ambianceconsultoria.com.br
LOCAL E DATAS:
CRQ IV Conselho Regional de Química
16 e 17 de março (quarta e quinta) -
Práticas de implantação & Conceitos
Rua Oscar Freire, 2039 - Pinheiros São Paulo/ SP
Chegada: (entre Rua Cardeal Arcoverde eTeodoro Sampaio)
Metrô: Estação Vila Mariana
Hospital da Cruz Azul de São Paulo
18 de Março (sexta) -
Prática - visita técnica
Práticas do PGRSS em Unidade Hospitalar
Av. Lins de Vasconcellos, 356. Cambuci - São Paulo/SP
Metrô - linha Verde - estação Sumaré/Oscar Freire ou
estação Clínicas/ Dr. Enéas
Conexão metrô com estação Rodoviária de São Paulo
Aeroporto recomendado: Congonhas/SP
Divulgação de cursos e eventos Divulgação - Conselho Federal de Enfermagem
Prezados colegas!
INFELIZMENTE A ENFERMAGEM NÃO FICOU IMPUNE CONTRA A CORRUPÇÃO!
AO DEPARAR-ME COM A NOTÍCIA SOBRE A PRISÃO DE GILBERTO LINHARES E MAIS 17 MEMBROS DO COFEN(CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM), BATEU-ME UMA INSEGURANÇA, ALGO QUE NÃO TIVE CONTROLE. AO MANTERMOS EM DIAS NOSSOS REGISTROS DE ENFERMAGEM ESTARÍAMOS MANTENDO UM ALTO NÍVEL DE VIDA DOS ESPERTOS?SOBREFATURARAM ATÉ A COMPRA DE CARTUCHOS DE IMPRESSORAS? SERÁ QUE A CONTRIBUIÇÃO DOS ENFERMEIROS NÃO É SUFICIENTE PARA MANTER O COFEN? E QUE DIRÁ ENTÃO DOS COREN`S ESTADUAIS?
DEIXO AQUI MINHA INDIGNAÇÃO PELO FATO OCORRIDO MANCHAR A REPUTAÇÃO DESSA CATEGORIA PROFISSIONAL, BASEADA NA ÉTICA PELA HUMANIZAÇÃO DA VIDA E NÃO NA ÉTICA DA CORRUPÇÃO.
QUE SE FAÇA JUSTIÇA!...
HELENICE
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação de lista de discussão por e-mail
Saúdo a todos !!!
Para quem não ainda não conhece, encaminho abaixo comunicado da LISTA DE ADVERSIDADES EM SAÚDE - LISAS - . Trata-se de um sistema de Vigilância por Rumores, extremenente sério e interessante.
Assim como o Boletim da ANVISA creio que vale a pena se filiar para receber informações.
São Carlos registra 3 casos suspeitos de dengue Amostras de sangue foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em Ribeirão Preto
A Vigilância Epidemiológica de São Carlos enviou nesta quarta-feira amostras de sangue de 3 casos suspeitos de dengue para o Instituto Adolfo
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Lutz, em Ribeirão Preto.
O resultado deve ser divulgado até o início da próxima semana.
O trabalho dos agentes de saúde foi intensificado. As equipes estão percorrendo os bairros da cidade e distribuindo folhetos explicativos sobre a doença.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, foram registrados 7 casos suspeitos de dengue este mês. No mesmo período do ano passado [2004], foram 11 casos notificados e 4 confirmados. Todos os casos foram importados, ou seja, as pessoas foram infectadas fora de São Carlos. Os sintomas da doença são febre alta, dores na cabeça e nas articulações.
LISAS = Lista de Adversidades em Saúde lisas@lisas.org.br.
Aceitamos tudo que trata de epidemias, surtos de doenças, reações adversas devido a antibióticos, vacinas, drogas ou produtos médicos, etc. com foco no Brasil. Queremos discussão. Mas não tratamos de notícias de campanhas de vacinação, produtos anti-tabagismo, etc.
1) Mensagens para LISAS deverão ser enviadas para:
.
2) Para se inscrever (grátis) enviar a seguinte mensagem para majordomo@lisas.org.br>: subscribe lisas
3) Para sair da lista enviar a seguinte mensagem para : unsubscribe lisas
4) Inscrições e cancelamentos podem ser feitos também pelo site LISAS no endereço: www.lisas.org.br
5) Para obter mensagens arquivadas, basta enviar a seguinte mensagem para : get lisas AAAA/AAMMDDxx.msg Por exemplo: get lisas 2002/020814ab.msg obterá "Meningite -RJ"
que foi a segunda mensagem de 14/08/2002
Pode-se também consultar as mensagens pelo site www.lisas.org.br
6) LISAS faz o maior esforço possível para que os relatórios colocados em nossos envios sejam verificados, mas não podemos garantir a veracidade nem comprovar quão completa é a informação ou qualquer declaração ou opinião baseada na mesma. O leitor assume todos os riscos ao usar a informação apresentada ou arquivada por LISAS.
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Legislação e normatizações Normatizações - Consulta Pública Ministério da Saúde
" Trabalhador Saudável - Paciente Vivo - TSPV "
VOCÊ
Que de alguma forma participou de nosso 1º Encontro Nacional
Não deixe de opinar até 30/01/05 na Consulta Pública do Ministério da Saúde
" Protocolo de Exposição à Materiais Biológicos "
NÓS que estivemos juntos em 25 de novembro de 2004, e sabemos que PREVENIR é mais inteligente e lucrativo do que REMEDIAR, certamente iremos colaborar em muito na construção deste protocolo, já que muitos pontos foram abordados pelos 11 palestrantes de nosso 1º encontro.
Acesse a página do site do Ministério da Saúde abaixo, siga as orientações e coloque seus conhecimentos institucionais e práticos aplicáveis no dia a dia.
Forte abraço,
Mauro Daffre
Presidente ABPA
CONSULTA PÚBLICA
DAPE-COSAT
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PROTOCOLO DE EXPOSIÇÃO À MATERIAIS BIOLÓGICOS
Prazo: 30/01/2005
Prezad@ participante,
O Coordenador da Área Técnica de Saúde do Trabalhador do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas da Secretaria de Atenção à Saúde, considerando a necessidade de formar e dar suporte técnico ao Sistema Único de Saúde, submete à Consulta Pública à minuta do “PROTOCOLO DE EXPOSIÇÃO À MATERIAIS BIOLÓGICOS” até o dia 30-01-2005. Esta Consulta tem o objetivo de ampliar o fórum de discussão e reunir as contribuições da sociedade na sua elaboração.
Atenciosamente,
Marco Perez
Coordenador da Área Técnica de Saúde do Trabalhador
do Departamento de Ações programáticas e Estratégicas
da Secretaria de Atenção à Saúde
Instruções ao participante
COMO CONTRIBUIR?
1) Para acessar o documento e contribuir, o primeiro passo é se cadastrar (clique em cadastre-se). Preencha as informações solicitadas e depois clique em logar no sistema. Nas próximas vezes em que desejar entrar na página da consulta pública clique no ícone logar no sistema.
2) Para você localizar o documento em consulta, encontrará do lado esquerdo da tela, em Área do Ministério, o ícone DAPE-COSAT, que permitirá o acesso ao documento “Protocolo de Exposição à Materiais Biológicos” dividido nos seus diversos capítulos.
3) Para ler o capítulo na íntegra, sem opinar, clique em texto. Para opinar, clique em contribuir. Você poderá comentar sobre todos os capítulos ou escolher apenas os de seu interesse. As contribuições devem ser registradas nas caixas comentário e justificativa do comentário.
4) Os capítulos são compostos por diversos artigos, que podem conter incisos (identificados pelos algarismos romanos) ou parágrafos (indicados pelo símbolo §). Ao opinar em um artigo com mais de um inciso e/ou parágrafo, solicitamos que o identifique para posterior sistematização das contribuições.
5) Nas situações onde o seu comentário tem aspectos gerais ou é referente a um tópico não contemplando no texto, registre a sua contribuição no campo Sugestão de Anteprojeto de Lei Ordinária.
Em caso de dúvida, entre em contato com a Área Técnica de Saúde do Trabalhador
cosat@saude.gov.br
INTRODUÇÃO
As exposições ocupacionais a materiais biológicos potencialmente contaminados são um sério risco aos profissionais da área da saúde (PAS) nos seus locais de trabalho. Estudos desenvolvidos nesta área mostram que os acidentes envolvendo sangue e outros fluidos orgânicos correspondem às exposições mais freqüentemente relatadas (1). Os ferimentos com agulhas e material pérfuro-cortante em geral são considerados extremamente perigosos por serem potencialmente capazes de transmitir mais de 20 tipos de patógenos diferentes(2), sendo o vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), o da hepatite B e o da hepatite C, os agentes infecciosos mais comumente envolvidos(3). Evitar o acidente por exposição ocupacional é o principal caminho para prevenir a transmissão dos vírus das hepatites B e C e do vírus HIV. Entretanto, a imunização contra hepatite B e o atendimento adequado pós-exposição são componentes fundamentais para um programa completo de prevenção dessas infecções e elementos importantes para a segurança no trabalho(4). O risco ocupacional após exposições a materiais biológicos é variável e depende do tipo de acidente e de outros fatores como, gravidade, tamanho da lesão, presença e volume de sangue envolvido, além das condições clínicas do paciente-fonte e seguimento adequado pós-exposição(5). O risco de infecção por HIV pós-exposição ocupacional percutânea com sangue contaminado é de aproximadamente 0,3%(6) e, após exposição de mucosa, aproximadamente 0,09%(7). No caso de exposição ocupacional ao vírus da hepatite B (HBV), o risco de infecção varia de 6 a 30%, podendo chegar até a 60% dependendo do estado do paciente-fonte, entre outros fatores(8). Quanto ao vírus da hepatite C (HCV), o risco de transmissão ocupacional após um acidente percutâneo com paciente fonte HCV positivo é de aproximadamente 1,8% (variando entre 0 a 7%)(4). Apesar de todos estes riscos, alguns trabalhos demonstram aproximadamente 50% de subnotificação das exposições(10) e estima-se que ocorram cerca de 600.000 a 800.000 exposições ocupacionais anualmente nos Estados Unidos(11). No Brasil, de acordo com dados publicados em anais de congressos, o cenário dos acidentes ocupacionais envolvendo material biológico é semelhante aos observados em outros países, quando comparamos a incidência de acidentes e de subnotificação. Outro dado nacional preocupante está relacionado à taxa de abandono dos profissionais que inicialmente procuraram assistência e notificaram seus acidentes. Um levantamento de um hospital público de ensino de São Paulo, aponta para uma taxa de abandono de 45% em 326 acidentes notificados(13); já em um hospital público de ensino em Porto Alegre, esta taxa foi de 36% em 241 acidentes notificados(14).
1.1 Tipo de protocolo
Trata-se de um protocolo sobre exposição ocupacional à material biológico, com ênfase na transmissão do vírus da imunodeficiência humana (HIV), do vírus da hepatite B VHB) e do vírus da hepatite C VHC).
1.2 Público-alvo
Todos os profissionais e trabalhadores do setor saúde que atuam, direta ou indiretamente, em atividades onde há risco de exposição ao sangue e a outros materiais biológicos, incluindo aqueles profissionais que prestam assistência domiciliar e atendimento pré-hospitalar.
1.3. Objetivos
OBJETIVOS GERAIS
• Permitir diagnóstico, condutas, medidas preventivas e notificação na exposição à material biológico, prioritariamente na transmissão do vírus da imunodeficiência humana (HIV), do vírus da hepatite B (VHB) e do vírus da hepatite C (VHC), Estabelecer uma sistemática de atendimento nos diferentes níveis de complexidade.OBJETIVOS ESPECÍFICOSIdentificar casos sentinelas
• Criar uma ficha de notificação específica para registro das exposições à material biológico(SINAN);
• Criar condições para a geração de dados que irão instrumentalizar a vigilância nos ambientes de trabalho sobre biossegurança;
1.4. Metodologia
Métodos utilizados para a coleta e seleção das evidências: Pesquisa em bases de dados eletrônicas ( BVS- Bireme; Pub MED; Sum Search; National Guideline Clearinghouse; Cochrane Library; Guidelines Finder)
Número de documentos base Brasil. Ministério da Saúde - Programa Nacional de DST/AIDS. Rapparini,C; Vitória, MAV & Lara, LTR. Recomendações para o Atendimento e Acompanhamento de Exposição Ocupacional a Material Biológico: HIV e Hepatites B e C. Março de 2004. disponível em: http://www.aids.gov.br/final/biblioteca/manual_exposicao/manual_acidentes.doc.
MMWR Recommendations and Reports. Updated U.S. Public Health Service Guidelines for the Management of Occupational Exposures to HBV, HCV, and HIV and Recommendations for Postexposure Prophylaxis Vol 50, No RR 11;1 06/29/2001 Disponível em http://www.cdc.gov/mmwr/PDF/RR/RR5011.pdf
Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Programa Estadual de DST/AIDS. Biossegurança - Atualidades em DST/AIDS. São Paulo, 2ª Edição Revisada e Ampliada, 2003. Disponível em: http://www.crt.saude.sp.gov.br/down/Bioseguranca.pdf
UK Health Departments. HIV Post-exposure prophylaxis - guidance from the UK Chief Medical Officers' Expert Advisory Group on AIDS Feb 2004. Disponível em: http://www.advisorybodies.doh.gov.uk/eaga/prophylaxisguidancefeb04.pdf
Common wealth of Australia. National Code of Pratice for the Control of Work-related Exposure to Hepatitis and HIV(Blood-borne) Viruses 2nd Edition Dec 2003. Disponível em http://www.nohsc.gov.au/PDF/Standards/Codes/HIV_2Ed_2003.pdf
Métodos usados para garantir a qualidade e aplicabilidade das evidências e fontes : Revisão de documentos indexados, organização e estruturação de base preliminar, testagem piloto e curso de capacitação.
PROTOCOLO DE EXPOSIÇÃO À MATERIAL BIOLÓGICO
Este instrumento permitirá o atendimento de profissionais da área da saúde que sofram exposição com material biológico, estabelecendo conduta de atenção básica, orientação de exames, seguimento de acidentes, uso de quimioprofilaxia e notificação de casos comprovadamente expostos.
1. AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
Deve inicialmente basear-se em uma adequada anamnese do acidente, caracterização do paciente fonte, análise do risco iminente, notificação do acidente e orientação de manejo e medidas de autocuidado. A exposição ocupacional à material biológico deve ser avaliada quanto ao potencial de transmissão de hepatite B, hepatite C e HIV baseado no
1.1. Tipo de exposição
1.2. Tipo e quantidade de fluido e tecido
1.3. Status sorológico da fonte
1.4. Susceptibilidade do profissional exposto
1.1. Quanto ao tipo de exposição
As exposições percutâneas são as de maior risco para todos os três tipos de vírus. O vírus da hepatite B pode sobreviver até uma semana, à temperatura ambiente. Assim contato direto ou indireto com sangue ou fluidos corporais, através de pele lesada ou mucosa pode causar infecção. O vírus da hepatite C raramente é transmitido via mucosa e não há dados de sua transmissão através de pele íntegra nem lesada.
O HIV é transmitido pela mucosa e há indicativos que a transmissão através de pele lesada, seja ainda menor. Exposições percutâneas:
lesões provocadas por instrumentos perfurantes e cortantes (p.ex. agulhas, bisturi, vidrarias) Exposições em mucosas:
respingos em olho, nariz, boca, genitália Exposições em pele não íntegra:
por exemplo contato com pele com dermatite, feridas abertas; Mordeduras humanas:
consideradas como exposição de risco, quando envolverem a presença de sangue. Nesses casos, tanto o indivíduo que provocou a lesão, quanto aquele que foi lesado, devem ser avaliados.
1.2. Quanto ao tipo e quantidade de fluido e tecido Fluidos biológicos de risco:
sangue, líquido orgânico contendo sangue visível e líquidos orgânicos potencialmente infectantes (sêmen, secreção vaginal, líquor e líquidos peritoneal, pericárdico e amniótico), (saliva – HVB). Materiais biológicos considerados potencialmente não infectantes: fezes, secreção nasal, saliva, escarro, suor, lágrima, urina e vômitos exceto se tiverem sangue.
1.3. Quantidade de fluídos e tecidos:
As exposições de maior gravidade envolvem: Maior Volume de Sangue:
* Lesões profundas provocadas por material cortante;
* Presença de sangue visível no instrumento;
* Acidentes com agulhas previamente utilizadas em veia ou artéria de paciente-fonte;
* Acidentes com agulhas de grosso calibre.
Maior inoculação viral:
*Pacientes-fontes com HIV/AIDS em estágio avançado
* Infecção aguda pelo HIV
* Situações com viremia elevada
Deve-se observar, no entanto, que há a possibilidade de transmissão, mesmo quando a carga viral é baixa.
1.3. Status sorológico da fonte (Origem do acidente) Quando a fonte é conhecida
- Solicita-se consentimento para a realização do HBs Ag, Anti-HBC IgM, Anti-HCV e Anti-HIV;
- Pode ser utilizado o teste rápido para HIV;
- Fonte não infectada, é desnecessário realizar os exames do acidentado no momento zero, bem como seguimento;
- Caso a fonte seja conhecida, mas seu estado sorológico desconhecido (recusa realizar os testes), considerar o diagnóstico médico, sintomas e história de comportamento de risco;
- Não testar agulhas descartadas, quanto aos marcadores virais;
- Exames de detecção viral não são recomendados como testes de triagem e rotina;
Quando fonte desconhecida
- Avaliar a possibilidade da fonte ser de alto risco para essas infecções (CTI, bloco cirúrgico, lavanderia, maternidade, emergência, etc.).
- Levar em conta a probabilidade clínica e epidemiológica de infecção pelo HIV, HVC, HVB (prevalência de infecção naquela população, local onde o material perfurante foi encontrado, procedimento ao qual ele esteve associado, presença ou não de sangue etc.).
2. CONDUTAS FRENTE AO ACIDENTE COM MATERIAL BIOLÓGICO
2.1. Cuidados imediatos com a área exposta Lavagem do local exposto com água e sabão nos casos de exposição percutânea ou cutânea. Nas exposições mucosas deve-se lavar exaustivamente com água ou solução salina fisiológica. Não há evidência de que o uso de antisépticos ou a espressão do local do ferimento reduzam o risco de transmissão, entretanto o uso de antiséptico não é contra-indicado. Não devem ser realizados procedimentos que aumentem a área exposta, tais como cortes, injeções locais. A utilização de soluções irritantes (éter, glutaraldeído, hipoclorito) também está contra-indicada.(24)
4.2. Exposição a HVB
As recomendações vão depender do status sorológico do paciente fonte e dos níveis de anti-HBs do profissional acidentado. (vide fluxograma 4.3) Fonte é HBsAg positiva + profissional exposto não vacinado Administrar HBIG de preferência nas primeiras 24 horas e iniciar esquema de vacinação (1ª dose da vacina contra hepatite B). A eficácia da HBGI quando administrada após sete dias da exposição é desconhecida.
Fonte HBsAg positiva + profissional exposto não responsivo a três doses de vacina Administrar uma única dose de HBIG e uma dose de vacina tão logo possível após a exposição com subseqüentes doses de vacina em 1 mês e 6 meses após a dose inicial.
Fonte HBsAg positiva + profissional exposto não responsivo a três doses de vacina, nem a revacinação (2º esquema)
Administrar HBIG tão logo possível após exposição e uma segunda dose de HBIG um mês após.
Fonte HBsAg positiva + profissional exposto tem níveis adequados (>10ml/UI) de anticorpos (antiHBs)
Nenhum teste ou tratamento é necessário, embora administrar uma dose de reforço de vacina pode ser considerado. A profilaxia após exposição não é contra indicada durante a gravidez ou lactação. A infecção por HBV durante a gravidez pode resultar em doença severa para a mãe e infecção crônica para o recém nascido.
A dosagem de anticorpos, para verificação de imunidade ativa, após a aplicação de HBIG deve aguardar um período de 4 a 6 meses. Com o objetivo de excluir a possibilidade da fonte ou acidentado estarem na janela imunológica de um quadro agudo ou em fase de convalescença de hepatite B, quando o HBs Ag pode ser negativo, solicita-se também o Anti-HBc IgM para o acidentado. Os acidentados cuja fonte for HBs Ag positiva, Anti HBc IgM positiva ou desconhecida e não estiverem imunizados para hepatite B, devem entrar em protocolo de seguimento realizando HBs Ag 3 e 6 meses após o acidente e as demais condutas estabelecidas no quadro acima.
• Profilaxia pré-exposição
A profilaxia pré-exposição da hepatite B é feita através da vacinação.(Vide Fluxograma 4.4) A vacinação no período de admissão do Profissional de Saúde, antes do início efetivo da exposição, eleva a taxa de adesão e a prevenção de infecção, uma vez que nesse período há um aumento do risco de acidentes. O rastreamento pré-vacinação, através do Anti-HBs, não é indicado a não ser que a instituição considere o procedimento custo-efetivo.
• A vacina atual para HVB é aplicada, na dosagem de 20 mcg/1ml, no esquema de 3 doses, em deltóide, com intervalos de 0, 1 e 6 meses; o esquema de 0, 1, 2 meses pode ser utilizado em situações em que a vacinação rápida é necessária, pois os anticorpos protetores são observados em quase todos os vacinados a partir do terceiro mês. Entretanto, o título do Anti-HBs parece ser consistentemente maior quando a terceira dose é dada no mês 6, comparado ao mês 2. Cerca de 95% a 99% atingem níveis protetores de anticorpos. O uso de dosagem dupla de vacina (40mcg/2ml) nos esquemas habituais, ou variantes desse, estão indicados nos casos de pacientes com imunidade comprometida. A dosagem de anticorpos pós vacina para hepatite B pós-vacinação é recomendada para as pessoas que continuarão expostas ao risco, uma vez que ajudam a determinar a conduta nos casos de acidente, bem como a necessidade de revacinar. As pessoas que fizeram um esquema vacinal completo e não respondem à vacinação, ou seja, Anti-HBs < 10 UI/L, devem receber uma dose de reforço, testar novamente o nível de anticorpos e caso continuem não respondedoras, devem receber mais duas doses de vacina e após 1 a 2 meses realizar o Anti-HBs. Se ainda persistirem não respondedoras, não são indicadas outras doses da vacina (2). Não há nenhuma restrição quanto às atividades laborais, para as pessoas que não responderam à vacinação para hepatite B, no entanto, caso sofram acidente com material biológico, elas devem procurar o serviço médico com a maior brevidade para avaliar a necessidade de profilaxia pós-exposição. As pessoas que trabalham nos centros de hemodiálise e que são não respondedoras devem realizar Anti-HBs e HBs Ag a cada 6 meses.
2.3. Exposição ao HCV
Até o momento não existe nenhuma profilaxia pós exposição contra o HCV. A incubação do VHC é de 6 a 12 semanas. Pode ocorrer alteração na TGP em torno de 15 dias e a positividade do RNA - anti HCV (PCR) aparece entre 8 a 21 dias. O anti - HCV já pode ser detectado cerca de 6 semanas após a exposição.(Vide fluxograma 4.5) Dessa forma, o acompanhamento preconizado para trabalhadores que se acidentaram com fonte HCV positiva ou desconhecida consiste na realização dos seguintes exames: Em caso de soroconversão, deve-se realizar teste confirmatório por RIBA ou PCR, se estes derem negativos, então, não há infecção por vírus C. Quando se identifica precocemente a infecção pelo HCV, o acidentado deve ser encaminhado para um especialista para provável tratamento, conforme esclarecimento e consentimento do acidentado.
2.4. Exposição ao HIV
Fonte HIV positiva (Vide fluxogramas 4.7 e 4.8) Paciente-fonte comprovadamente HIV positivo Um paciente-fonte é considerado infectado pelo HIV quando há documentação de exames anti-HIV positivos ou o diagnóstico clínico de AIDS.(23, 25) Conduta Indicada: quimioprofilaxia anti-retroviral (analisar o acidente)
Paciente-fonte comprovadamente HIV negativo Envolve a existência de documentação laboratorial disponível recente para o HIV (até 03 meses antes da data do acidente) ou no momento do acidente; não está indicada a quimioprofilaxia anti-retroviral.
Paciente-fonte com situação sorológica desconhecida ou paciente-fonte desconhecido (Vide fluxograma 4.9)
Um paciente-fonte com situação sorológica desconhecida deve, sempre que possível, ser testado para o vírus HIV, após obtido o seu consentimento; deve-se colher também sorologias para HBV e HCV. Na impossibilidade de se colher as sorologias do paciente-fonte ou de não se conhecer o mesmo (p.e., acidente com agulha encontrada no lixo), recomenda-se a avaliação do risco de infecção pelo HIV, levando-se em conta o tipo de exposição e dados clínicos e epidemiológicos¹¹. Quando indicada, a quimioprofilaxia ou PPE(profilaxia pós exposição) deverá ser iniciada o mais rápido possível, idealmente, nas primeiras horas após o acidente. Estudos em animais sugerem que a quimioprofilaxia não é eficaz, quando iniciada 24 a 48 horas após a exposição. Recomenda-se que o prazo máximo, para início de PPE, seja de até 72h após o acidente. A duração da quimioprofilaxia é de 28 dias. Atualmente, existem diferentes medicamentos anti-retrovirais potencialmente úteis, embora nem todos indicados para PPE, com atuações em diferentes fases do ciclo de replicação viral do HIV, incluindo agentes que:
*Inibem o processo de transcrição reversa
*Inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN)
* Inibidores da transcriptase reversa não-análogos de nucleosídeos (ITRNN)
* Inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleotídeos
* Os inibidores da protease (IP)
Os esquemas preferenciais estabelecidos pelo Ministério da Saúde são: - 2 ITRN * AZT + 3TC – preferencialmente combinados em um mesmo comprimido(Biovir®) - 2 ITRN + 1 IP AZT + 3TC + NFV ou AZT + 3TC + IDV/r
Doses habitualmente utilizadas na infecção pelo HIV/aids devem ser prescritas nos esquemas de PEP. (Anexo 4). O esquema padrão de AZT (zidovudina) associado à 3TC (lamivudina) está indicado para a maioria das exposições. O uso habitual de AZT + 3TC está relacionado: *Ao fato destes medicamentos existirem combinados em uma mesma cápsula e permitirem melhor adesão pela facilidade do esquema posológico; *Ao efeito profilático da zidovudina descrito no estudo caso-controle em profissionais de saúde e no ACTG076 (prevenção da transmissão materno-fetal do HIV); *A lamivudina ser um dos inibidores de transcriptase reversa análogo de nucleosídeo (ITRN) com menor ocorrência de efeitos adversos. Esquemas expandidos com acréscimo de um inibidor de protease (IP), preferencialmente o nelfinavir ou o indinavir/r, devem ser cogitados em situações de alto risco e quando houver possibilidade de resistência viral QUIMIOPROFILAXIA BÁSICA = AZT + 3TC Indicada em exposições com risco conhecido de transmissão pelo HIV. QUIMIOPROFILAXIA EXPANDIDA = AZT + 3TC + IP (nelfinavir ou indinavir/r) Indicada em exposições com risco elevado de transmissão pelo HIV. O objetivo da quimioprofilaxia com os atuais esquemas combinados de anti-retrovirais (2 ou 3 medicamentos) inclui não somente aspectos relacionados com a maior potência anti-retroviral, mas também a uma maior cobertura contra vírus resistentes, já que um número cada vez maior de pacientes faz uso de anti-retrovirais e a transmissão de vírus resistentes já foi demonstrada em diferentes situações. Não existe, entretanto, nenhum dado que demonstre que a combinação de drogas seja mais eficaz para profilaxia do que a zidovudina (ou outros agentes) de forma isolada. Para a escolha do esquema profilático em exposições envolvendo pacientes-fonte infectados pelo HIV/aids, deve-se avaliar a história prévia e atual de uso dos anti-retrovirais e os parâmetros que possam sugerir a presença de vírus resistentes como o tratamento anti-retroviral prolongado e a ocorrência, durante o tratamento, de progressão clínica, aumento de RNA viral, queda dos níveis de linfócitos CD4+ e falta de resposta na troca do esquema medicamentoso. Medicamentos anti-retrovirais diferentes do esquema padrão podem estar indicados quando há suspeita de exposição a cepas virais resistentes. Nestes casos, uma avaliação criteriosa deve ser feita por médicos especialistas na área de infecção pelo HIV/aids . Se a resistência provavelmente afeta toda uma classe de anti-retrovirais, é prudente incluir uma droga de uma outra classe. Ressalta-se que a falta de um especialista, no momento imediato do atendimento pós-exposição, não é razão suficiente para retardar o início da quimioprofilaxia. Nestes casos, recomenda-se o uso dos esquemas habituais (como AZT + 3TC + IP) até que o profissional acidentado seja reavaliado quanto à adequação da PEP, iniciada dentro do prazo ideal de até 72h após a exposição.
Modelo de Termo de Consentimento Informado ( para o paciente fonte )
Informamos que durante o seu atendimento neste Serviço ( UBS, Hospital, etc) um funcionário foi vítima de um acidente onde houve contato com seu material biológico. Com o objetivo de evitar tratmentos desnecessários e prevenir situações de risco, estamos solicitando, através da equipe médica que está atendendo, autorização para que sejam realizados alguns exames. Serão solicitados exames anti-HIV (AIDS); HbsAg e anti-HBc-IgM (hepatite B) e anti-HCV(hepatite C). Para a realização destes exames será necessária uma coleta simples de sangue venoso, como realizada para qualquer outro exame convencional já realizado anteriormente. O risco associado a este tipo de coleta é o de poder haver um pequeno derrame local (hematoma), que habitualmente não tem conseqüências além de um pequeno desconforto local. O benef´cio que você poderá vir a ter é receber informações diagnósticas sobre estas três doenças já citadas e orientação do seu tratamento, se for o caso. Todas as informações serão mantidas em sigilo, servindo unicamente para orientar a condução do tratamento do funcionário acidentado. A sua equipe médica será informada a respeito dos resultados de seus exames que serão incluídos no seu prontuário médico.
Eu,___________________________________ após ter sido adequadamente informado do objetivo desta solicitação e dos procedimentos que serei submetido, concordo livremente em que seja coletado meu sangue para a realização dos exames diagnósticos acima descritos.
Cidade,____ de ________ de _______.
Nome:
Assinatura:
Nº prontuário:
Modelo de Termo de Consentimento Informado do acidentado
Eu,___________________________________ estou de acordo em me submeter a PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL AO HIV adotada por este serviço de saúde, após ter sido exposto à contato com material biológico e recebido as seguintes informações:
1. Que risco de transmissão de HIV pós-exposição ocupacional é de 0,1% a 0,3%;
2. Qual é a quimioprofilaxia indicada para o grau de risco de exposição;
3. Os conhecimentos sobre a quimioprofilaxia pós-exposição ocupacional ao HIV são limitados;
4. Os dados de outros agentes, que não o AZT, são limitados quanto a toxicidade em pessoas sem infecção por HIV ou que estão grávidas;
5. Algumas ou todas as drogas da quimioprofilaxia podem não ser toleradas peloas profissionais expostos;
6. A única droga cujo uso em gestantes se mostrou segura foi o AZT;
7. Dos efeitos colaterais das drogas recomendadas.
Deverei comparecer às consultas nas datas determinadas para a realização dos exames de controle; assim como para informar qualquer manifestação que possa ocorrer em relação ao uso do tratamento indicado.
Assinatura do Médico
Assinatura do Profissional Exposto
Cidade,____ de ________ de _______.