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Boa tarde,
Estou precisando da ajuda dos colegas!!
Estamos implantando dose unitária (fracionamento) para medicações endovenosas.
Já cumprimos várias etapas do processo e agora estamos na de validação da capela de fluxo laminar. Precisamos fazer a medição de partículas e para isso devemos contratar empresa especializada. Já fizemos os orçamentos e.... surgiu-nos uma dúvida: quais documentos exigir da empresa na hora de contratarmos o serviço, que comprove estar esta apta a realizá-lo? Qual é o órgão certificador desta empresa? Em consulta a SBCC (Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação) recebemos a resposta que não são eles...
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Enviada por , em 22/11/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Bem gostaria de dar minha opinião sobre o fracionamento de medicação, gostaria de lembrar aos colegas da lista que por mais que este processo facilite muito a nossa prática, e diminui em muito o potencial de contaminação do medicamento, somos nós profissionais da enfermagem responsavel pelas medicações administradas ao paciente, entre outras coisas checar os 5 certos (dose certa, paciente certo, via certa, horário certo,medicação certa), se as doses ja vem prontas da farmácia, como checar estes itens? Lembrando que mesmo que seja responsabilidade do farmaceutico, o (a) enfermeiro (a) também responde e pela lei com uma parcela de responsabilidade maior. Não estou duvidando da capacidade dos profissionais da farmacia, mas erros podem acontecer. Ou seja, a questão é: como
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nos respaldarmos na lei para que não sejamos culpados no caso de erros de outros profissionais?
Carla
Acd. Enfermagem
Rio de Janeiro
Respondida por Carla, em 25/11/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Prezada carla:
A função primordial do Farmacêutico é produzir ou fracionar qualquer medicamento.
Fracionar medicamento é responsabilidade do Farmacêutico.
Daqui a pouco vc vai querer também trabalhar e assinar farmácias. Ninguém merece!!.
Acho melhor vc rever as prerrogativas de cada profissional.
Paulo -Brasilia-DF
Respondida por Paulo, em 26/11/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Desculpe Paulo,
Mas ignorar que quem fraciona, nos Estabelecimentos assistenciais de Saúde ( Hospitais, clinicas, postos de saúde), é o profissional de Enfermagem, é no minimo uma insensatez.
Discutir a melhoria desses processos para garantir mais segurança ao cliente, é outro caminho..
Acho melhor você rever as prerrogativas de cada profissional, a formação e a experiÊncia que nunca em qualquer atividade pode ser esquecida.
A Enfermagem tem sim, que questionar essa nova divisão do trabalho, e participar ativamente, pois é ela que a desenvolve, se não mais em todos, na maiorias dos Serviços de Saúde. O problema é que sem nenhuma garantia ou condição de trabalho.
Sandra- Enfermeira ( Mato Grosso Do sul)
Respondida por Sandra, em 29/11/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Caro Paulo:
Não discuto que a função do farmaceutyico seja fracionar medicação. Entretanto gostaria de lembra - lo (ou esclarece -lo ) que a enfermagem e responsabilizada caso seja aplicada medicação errada no paciente, principalmente se vier a causar algum mal. Não estou dizendo que o farmaceutico não va fazer o fracionamento correto, ou va errar de proposito. Mais erros podem acontecer em qualquer profissão. Não quero fazer o trabalho do farmaceutico.
Quero apenas fazer o meu corretamente.
Carla
Rio de Janeiro
Respondida por Carla, em 29/11/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Não duvido da capacidade do farmacêutico, muito menos nos aspectos legais.
Valorizo como atribuição.
Valorizo também a possibilidade do Farmacêutico Hospitalar e do sistema de dose unitária.
Sobraria mais tempo para "aproximar-se mais" do paciente.
Marcos Lemos
Infectologista
São José dos Campos SP
Respondida por Marcos Lemos, em 29/11/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Olá
Confesso surpresa,com o teor bobo dessas mensagens,aqui os assuntos discutido.das questões sempre primam pela técnica
Sou farmacêutica,formada em 1980,sempre exerci minha profissão na industria,de produtos para saúde,correlatos...,mas já participei de vários cursos na área da hospitalar...nutrição enteral/parenteral,e tenho´Pós graduação em CIH,nunca "assinei "farmácia,e meus colegas ,que espero não "assinem" sempre são responsáveis técnicos por estabelecimentos farmacêuticos como eu tb sou.;mas mesmo nunca tendo atuado em Hospitais,sei que a Enfermagem tem suas tarefas,.o Farmacêutico as dele,assim como os demais profissionais de saúde;mas verdade deve ser dita..por muitos anos...e em alguns Hospitais e Clinicas,a enfermagem fez e faz tarefas que são exclusivas do profissional farmacêutico,não por não saberem ,mas pela rotina exigida,por orientação e
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diretoria, não sou eu quem devo aqui defender.......um ou outro profissional........mas quis apenas ressaltar direitos e deveres...que temos...........
E que devemos sempre lutar por melhores condições de trabalho...pois assim estaremos tb lutando em prol dos pacientes.e assim todos saíram satisfeitos.
Pedindo desculpas pelo desabafo
Leila de Mendonça Garcia
Farmacêutica
Rio de janeiro
Respondida por Leila M Garcia, em 30/11/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Saúdo a todos !!
Tendo em vista a polêmica que (RE) inicia e apenas só para lembrar a todos digo-vos que não esqueci de fazer meus comentários a respeito da interessante troca de mensagens que tive no início desse ano ( janeiro) com o título "EPC e EPI - Ganciclovir" que surgiu a partir de uma dúvida da Ethel, enfermeira de um hospital universitário .Tivemos opiniões da Sandra da UFMS, do Everaldo de Brasília, etc , todas extremamente pertinentes mas ficou claro que há divergências que podem ser discutidas , isso sempre com base na ética e sem princípios meramente corporativos.
Eu, mesmo não sendo enfermeiro ou farmacêutico, emiti minha opinião como técnico de Vigilância em Saúde (
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Agravos à Saúde no Ambiente Hospitalar ) e também com base nas inúmeras avaliações que já participei na Vigilância Sanitária Hospitalar e não pude ainda fazer uma tréplica até mesmo porque ainda não acabei de avaliar a Resolução RDC no 220, de 21 de setembro de 2004 (VEJAM NO ENDEREÇO http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct.php?id=12639.) oportunamente aqui citada pela Dra. Cristiane Rapparini qué, aliás, não vi nenhum dos envolvidos ainda emitir nenhuma opinião .
Sabendo-se que a referida Resolução teve na sua confecção participação de profissionais das três áreas interessadas e que foram usadas Portarias dos respectivos Conselhos precisamos ler com parcimônia antes de formalizarmos uma opinião , certo ?
Também é importante lembrar que a mesma ficou em Consulta Pública no site da ANVISA por um bom tempo.
Saudações.
Paulo Roberto Rebello
Respondida por Paulo R Rebello, em 30/11/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Caros colegas,
Sou farmacêutica e bioquímica, atuo na área de análises clínicas em um hospital, e sei muito bem das responsabilidades de um farmacêutico na área hospitalar, e o farmacêutico está expandindo a cada dia. E é de responsabilidade nossa esse fracionamento e muitas outras atribuições, nós é que temos anos de estudo em interações medicamentosas, dosagens e muitas outras funções.
Cada um na sua área, a função da enfermagem é administrar , mas infelizmente não estudaram para analisarem as prescrições.
Kelly (São Paulo)
Respondida por Kelly, em 30/11/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Reitero e indosso na íntegra o teor da mensagem da Dra. Leila de Mendonça Garcia - MD. Farmacêutica.
Embora não pertença a esta ou aquela categoria em discussão, e sim, sendo administradora hospitalar, com especialização na área de RH, com cursos técnicos na área de segurança e saúde do trabalhador e outros... busco nesta lista de discussão, conhecimentos assentados com bom senso, coerência e não em discussões corporativas - ainda que a democracia conceda à todos o direito de expressão.
À todos peço também desculpas pelo desabafo, especialmente àqueles que idealizaram e formaram a lista de discussão riscobiologico.org.
elenir lima - fernandópolis-sp
Respondida por Elenir Lima, em 01/12/2004
Farmácia - Validação da capela de fluxo laminar
Reconheço que o farmacêutico está expandindo a cada dia, MAS, A eNFERMAGEM TAMBÉM,para quem trabalha dioturnamente em EAS, e quem conhece a realidade no atendimento ao doente, tem proximidade,vê que atribuições e tempo de estudo é importante, mas não impede erros e nem impede,observa que a soma das contribuições que cada área oferece é fundamental.
DIZER " que é de responsabilidade nossa esse fracionamento e muitas outras atribuições, NEGANDO a realidade é um absurdo !Talvez a Enfermagem não queira em alguns lugares fracionar, temos de fato, muitas atribuições no cuidar.
DIZER QUE "..nós é que temos anos de estudo em interações medicamentosas, dosagens e muitas outras funções....,é outro absurdo,NEGANDO inclusive primariamente a responsabilidade cabivel ao médico, ao enfermeiro, ao auxiliar
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e técnico de enfermagem e de todos os profissionais que tem tempo de estudo e Experiencia fracionando e administrando, para enxergar os problemas, discutir, estabelecer regras no fracionamento, enfim buscar segurança no atendimento, e ainda ignorando que ao tempo somam-se o acúmulo de conhecimentos. Ninguém para de estudar..
DIZER que ...Cada um na sua área, a função da enfermagem é administrar , mas infelizmente não estudaram para analisarem as prescrições.... Isso só demonstra o quanto esse profissional trabalha isolado, lá na Farmácia.Que bom seria, se o FarmacÊutico pelo menos, observasse e analisasse de verdade as prescrições e pudesse contribuir, mas as outras atribuições dele, não o permitem realizar tal atividade.
Se a função primordial do Farmacêutico é fracionar, então tem algo de errado acontecendo, ou a Enfermagem conquistou esse espaço ( poderá dividi-lo!!)ou ele não cumpre o seu papel.
Bem a grade curricular da enfermagem do Brasil, vai precisar mudar, porque aprende-se a fracionar drogas, talvez não se tenha tanto tempo de formação voltado para este aspecto, cabe aumentar.
Espero dessa discussão que a melhora do processo de prescrever, administrar e preparar drogas, não fique resumido a ter ou não um FarmacÊutico, mas na rediscussão do processo de preparo.
Porque a realidade é que quem prepara e administra, portanto fraciona, são os profissionais de enfermagem, inclusive, em pediatria com doses unitárias.