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Material bilbiográfico e educativo
SAÚDO A TODOS !!!
Eu sei que o artigo que envio abaixo não é objeto do nosso site entretanto como rolou aqui um "debate" interessante a respeito do Ensino à Distância creio ser interessante que leiam e reflitam.
Esse tb pode ser uma homenagem a quem se dedica a esta modalidade educacional como o povo do EAD-FIOCRUZ, ao povo do NUTES/UFRJ que pesquisa sobre o assunto, ao pessoal da UFSC que não conheço mas sei dos avanços, e por aí vai....Tb vai para quem acredita e fez os cursos à distância e viu que, na relidade, trata-se de uma troca ...uma troca de experiências onde derrubamos o mito da relação "dominador-dominado" por conta da acumulação de conhecimento pois quem acumula para dominar está perdido..mais dia, menos dia , cai do cavalo....
Leiam nem que seja por curiosidade .
Cordiais saudações a todos.
Paulo Roberto Rebello
SES/RJ
VISA/EAD-ENSP/FIOCRUZ
Folha Online, 02/12/2004 - São Paulo SP
Universidade de EAD na Espanha atende mais de 200 mil alunos
Camila Marques da Folha Online, no Rio
No Brasil, a educação a distância (EAD) ainda dá seus primeiros passos no ensino superior de graduação, afinal, são pouco mais de cinco anos de funcionamento. Hoje, são autorizados pelo MEC (Ministério da Educação) 51 cursos, ministrados por 33 instituições e atingindo 60 mil pessoas, segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Na Espanha, porém, há 35 anos existe uma universidade pública exclusivamente voltada para o ensino não presencial: a Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha (Uned). O professor Jésus Martín Cordero, que esteve por 18 anos na Uned e hoje trabalha no Brasil, para o ministério da Educação da Espanha, foi o primeiro painelista a falar nesta quinta-feira, segundo dia do 1º Congresso Internacional de Educação a Distância e o 3º Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância, que ocorre até sexta-feira no Rio de Janeiro. A Uned/Espanha foi fundada em 1973 e, atualmente,
conta com 200 mil alunos --140 mil em cursos de graduação e os demais em especialização, pós-graduação, mestrado e doutorado. São ofertados 177 cursos (4 a 5 anos de duração) em diversas áreas, da licenciatura (formação de professores em matemática, física, biologia, etc.) à psicologia, direito e administração de empresas. No corpo docente, a Uned tem 1.200 professores com dedicação exclusiva à universidade, além de mais 4.000 tutores e mais 1.200 administradores. Apesar de ser de caráter público, a Uned cobra mensalidades, já que na Espanha apenas o ensino obrigatório deve ser gratuito. Assim, 75% do orçamento da instituição é proveniente de captações próprias, enquanto os outros 25% vêm do Estado. "No país, somos nada menos do que a sétima instituição no ranking da produção científica. É a prova de que é sim possível fazer educação a distância de qualidade no ensino superior", afirma Cordero. E, segundo ele, tudo isso com a EAD seguindo exatamente a mesma legislação das presenciais, não havendo qualquer distinção nos diplomas emitidos, por exemplo. Problemas - Apesar de listar os sucessos, Cordero diz que em 31 anos de existência também foi possível identificar, com clareza, problemas "sérios". Ele cita dois como os mais importantes: o monopólio da Uned na modalidade na Espanha e o transporte de modelos de ensino do sistema presencial para o não presencial. "Na Espanha, praticamente só nós [Uned] ofertamos cursos a distância. E isso gera vícios, falta e flexibilização para mudanças", afirma Cordero. Justamente esse monopólio é o responsável por um alto índice de evasão. "Se o aluno gostou, ótimo. Se não gostou, não tem para onde ir, como ocorre no ensino tradicional. E a Uned não se preocupou com essa evasão", afirma. O outro problema identificado pelo professor espanhol foi a reprodução de modelos de gestão. "Quando se dirige um curso de EAD, não se pode usar as mesmas regras do presencial. O aluno não pode ir todo dia à secretaria, não tem todos os dias de dedicação. Uma organização e planejamento detalhado é fundamental na EAD. A resposta aos problemas precisa ser ágil", diz. Por fim, Cordero cita a virtualização tardia. "O uso na Internet e das novas tecnologias, em maior ou menos escala, está presente em todas as disciplinas. Mas isso demorou para ocorrer, porque a Uned é uma estrutura muito grande e apresentou resistência a mudanças. Com a Internet, os grupos de estudo, antes com 300 pessoas, que usavam cartas e apostilas, teve que passar para um sexto disso", explica.
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Enviada por , em 08/12/2004
Material educativo - Educação a Distância
Prezados,
São muitos os desafios da ead, mas alguns são maiores...
Em relação ao custo, pode sair mais caro do que o ensino tradicional, e todos nós sabemos das dificuldade$ da maioria dos alunos de graduação e pós-graduação...
Tratando mais especificamente da formação, precisamos refletir nos meios necessários para transformar esse período de aprendizagem á distância em ferramenta de aprendizagem permanente.
Já existe, formalmente descrita pelo governo, disponibilidade de recursos para configuração dos Pólos de Educação Permanente, e já existem pólos em funcionamento.
Entretanto, montar e manter um pólo de educação permanente é tarefa para poucos...
Esses comentários não têm como objetivo diminuir a motivação dos envolvidos ou interessados, ao contrário, revelam que, apesar da existência de recursos disponíveis para
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realização dos produtos necessários, as dificuldades são grandes.
Precisamos de novas idéias, modelos, participantes e divulgação disso tudo.
Abs a todos,
Roberto Fiszman/UFRJ
Respondida por Roberto Fiszman, em 15/12/2004
Material educativo - Educação a Distância
Salve Roberto e os demais !
Quando enviei foi com a intenção de ver intervenções como essa sua ....
Acrescento o seguinte: a construção se dá também com a participação do usuário/aluno o que aliás deveria ser rotina em todos os setores pois Avaliação da Qualidade passa também pela Avaliação do Usuário, de sabermos sua opinião, enfim... Há trabalhos ótimos nesse campo : "Serviços de Saúde: Utilização e Opinião dos Usuários ", Maria C. Focesi Peliconi, 01/08/1989, 210 p. Mestrado. USP- Saúde Pública, ( Banco de Teses da CAPES) ; "Aspectos da Qualidade do atendimento a gestação e ao parto através da percepção das usuárias". M. Auxiliadora de S. Mendes Gomes , 1995, 199 p., Mestrado, IFF/FIOCRUZ.
Desta forma
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ouvir o aluno é tb importante e digo que , não obstante o rigor das palavras da Rosangela criticando o curso que fez de Biossegurança, a sua intervenção serve de importante indicador para todos nós .
Por fim , ainda dentro da percepção do aluno, particpaei de uma Oficina na Bahia com alunos egressos do cruso de Vigilância Sanitária e destaco o seguinte : eles referem sentir " a ausência do professor", falando de aalgo como calor humano já que a distância mantem uma "fria relação através do monitor do PC"; falaram também do execessivo rigor e alto "nível técnico" (SIC) e tecerem críticas à metodologia de avaliação.
Tirei algumas conclusões mas a que destaco é que o aluno tem que ser "desvinculado" do modelo tradicional de ensino, presencial...Temos que "desconstruir" esse modelo e ele tem que se auto-disciplinar pois está muito preso a um situação paternalista onde faz "faz tudo que é mandado" pelo professor..Eles sentem dificuldade em seres autônomos, de expressarem sua opinião, de conseguirem fazer um exercício com consulta e ainda assim não "sabem se estão respondendo certo" . Estão presos a "notas", conceitos, e ficam tristes se recebem um baixo conceito se esquecendo que trata-se de uma troca onde fazemos comentários e indicamos caminhos de leitura, enfim...Não conseguem delimitar um hora por dia para leitura pois como nos cursos tradicionais/presenciais "captam" o que é dado em aula e insistem em "xerocar' o material do professor e essa "é a matéria para a prova" ....(risos). Isso fora que o professor não está ausente ..Apenas está acessível ou por telefone ou pela internet ou por carta ....Apenas não está "ao vivo e a cores" mas está presente...
Só para completar : como já comentei aqui há um curso inteiro de Controle de Infecção Hospitalar no site da ANVISA.São cinco módulos/livros .Como fazer para o profissional baixá-lo e ler com calma de modo a modificar a sua pr´[atica diária no seu hospital ? Disse-me alguém : "dá insegurança ler sozinho" além disso "com alguém explicando é mais fácil "....
É isso.
Valeu pela sua intervenção.
Paulo Roberto Rebello