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Laboratórios clínicos e de pesquisa
Olá colegas.
Gostaria de conhecer a experiência de vocês quanto ao descarte de Formol e Xylol, utilizados na Patologia Clínica.
Trabalho em uma instituição em que é utilizado aproximadamente 400litros de formol mês e aprox. 150 litros de Xylol.
O município naõ têm aterro de resíduos perigosos.
Obrigada. Até mais .
Viviane Leiko
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Enviada por , em 17/03/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol
Viviane
Há um grupo que recolhe esse material e reaproveita. Em que local você fica?
Vou ver se eles poderào retirar
Celia
Respondida por Celia, em 22/03/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol
Olá colegas da Lista!
Quanto ao descarte destas soluções, a instituição onde eu trabalho as re-envasa, encaminhando em seguida para os containers de resíduos biológicos que irão ser incinerados. Passamos um bom tempo sem saber o que fazer com esses produtos, e geramos uma quantidade razoável. Tentamos contato com Universidades Federal, Regional e Particular, com os respectivos fabricantes, e com a empresa que incinera nossos resíduos. E foi de comum acordo a incieração neles.
Abraços,
Patrícia Fonseca
CCIH-LIGA/RN
Respondida por Patrícia Fonseca, em 22/03/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol
Xylol e formal resíduos biológicos??????????
Não seriam químicos?
Elvira - Curitiba
Respondida por Elvira, em 31/03/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol
Prezados,
Gostaria de alertar aos colegas que o xilol e formol não devem ser manipulados sem os devidos cuidados. Quanto a incinerar os mesmos, o procedimento deve ser realizado por pessoas devidamente capacitadas para tal, tendo em vista que tanto o xilol quanto o formol são extremamente tóxicos, principalmente quando são aquecidos.
Sugiro que qualquer procedimento seja acompanhado pela Secretaria de Meio Ambiente da localidade ou Defesa Civil.
Estamos a disposição dos colegas para qualquer esclarecimento quanto a produtos químicos empregados nas pesquisas e procedimentos em geral.
Abraços
Paulo Roberto de Carvalho
FIOCRUZ - EPSJV - Nucleo de Biossegurança
Respondida por Paulo de Carvalho, em 05/04/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol
Elvira e patricia
Xylol e formol são resíduos tipo B QUÍMICOS. Há uma empresa que faz a reciclagem desses produtos. Vou tentar achar o contato e passo
Celia Wada
Respondida por Celia Wada, em 08/04/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol
Caros colegas de lista,
O Centro de Vigilância Sanitária - CVS, da SES de SP está preparando estudos para orientar e regulamentar o descarte de RSS químicos. Nossa proposta é, para cada "família" de produtos químicos usados nos serviços de saúde, estabelecer orientações sobre o manejo e descarte seguro de forma a facilitar as decisões mais imediatas no controle dos riscos ocupacionais e subsidiando o debate sobre tratamento e destinação final já que, do ponto de vista do impacto sobre o meio ambiente, devemos sempre observar que a destinação de resíduos é uma atribuição prioritariamente do órgão ambiental.
A situação dos RSS químicos é bastante grave em todo o Brasil. Numa pesquisa que realizamos em 2003, com 20 grandes hospitais da
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cidade de São Paulo, apuramos que apenas 2 identificavam e separavam minimamente os RSS químicos.
Alguns desses estudos já estão em estágio avançado e, assim que tivermos resultados consensados, estaremos divulgando aqui na lista do RB. Para cada caso, estamos consultando referências científicas e legais de outros países, além de professores e pesquisadores de universidades brasileiras, órgãos ambientais e associações representativas de diversos setores interessados. Caso alguém queira colaborar, será muito bem-vindo e pode me contatar pelo endereço vribeiro@cvs.saude.sp.gov.br ou usar este espaço da lista, já que o tema é de interesse de todos.
Sobre o caso relatado pela Patrícia, eu gostaria de comentar que sou de opinião que os RSS químicos, como regra geral, não devem ser misturados aos infectantes. Mesmo que o destino seja o mesmo, as medidas de segurança são muito diferentes, implicando em manejos diferentes e procedimentos em caso de acidentes também. Veja o caso de resíduos químicos que são altamente inflamáveis e cujas normas de estocagem sequer admitem que permaneçam próximos à uma lixeira (por ser esta uma área de alto risco de incêndio). Ou o caso do risco de liberação de vapores tóxicos, inclusive bastante aumentado quando as embalagens não ficam na vertical ou são submetidas a impactos. Além disso, a identificação é diferente, (cores e símbolos) e a forma de transporte também, sendo, quase sempre, incompatível com a usada para os infectantes. Ainda existe outro risco desnecessário, resultante do fato de que, ao misturarmos tipos tão diferentes de riscos, teremos que gerenciar todos os RSS infectantes como sendo também inflamáveis, tóxicos, corrosivos, reativos, etc... e vice-versa. Por fim, veja que a maioria dos equipamentos de tratamento de RSS infectantes, mesmo os incineradores, não está preparada para receber RSS químicos, seja pelas suas instalações de recepção e apoio, seja pelo processo em si e pela qualificação dos operadores. Assim, chamo atenção dos colegas para que, mesmo que a situação relatada pela Patrícia esteja perfeitamente regular do ponto de vista da segurança ocupacional, sanitária e ambiental, não deve ser generalizada sem uma séria análise por parte dos órgãos responsáveis (visa e controle ambiental). Digo isso porque observei diversos casos em que, informalmente, RSS químicos eram acondicionados em sacos brancos, sob o pretexto de que "são todos RSS perigosos" com resultados desastrosos como por exemplo: quimioterápicos, mercúrio (mesmo quantidades muito pequenas), ou solventes orgânicos sendo enviado para microondas, autoclaves ou incineradores não licenciados para resíduos dessas categorias, espalhando a contaminação para o ambiente e provocando acidentes, inclusive explosões.
Saudações a todos,
Vital Ribeiro
CVS-SES-SP
Respondida por Vital Ribeiro, em 08/04/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol
Caro Paulo Roberto,
escrevo para concordar plenamente contigo e parabenizar-lo pela oportunidade do seu alerta! muita gente, motivada pela legítima preocupação com os RSS químicos, que, felizmente, tem aumentado bastante nos últimos anos, está implementando medidas que visam reduzir os efeitos dessas substâncias no meio ambiente. Muitas dessas iniciativas são incompletas por não considerarem todos os riscos, notadamente os ocupacionais. Outras vezes, as soluções são simplesmente improvisadas o que decorre, em grande parte, da falta de orientação e de informação acessível aos profissionais da saúde, da limpeza urbana e até mesmo da área ambiental. Os RSS químicos envolvem inúmeras peculiaridades nas etapas de manuseio, acondicionamento, identificação, estocagem, transporte, tratamento e disposição (nunca é demais repetir). Uma orientação inocente sobre neutralização ou
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descarte pode provocar acidentes ou exposição indesejada, aumentando o risco de pessoas que, muitas vezes, já trabalham em condições perigosas.
Aproveito para deixar um apelo aos colegas de lista. O Centro de Vigilância Sanitária, da SES de São Paulo, está finalizando o projeto de uma norma para o uso seguro do glutaraldeido nos serviços de saúde. Ainda ha tempo para, caso alguém se interesse, mandar sugestões ou referências importantes sobre os riscos ocupacionais e também sobre o descarte do produto usado. Só para estimular o debate, posso adiantar que as pesquisas e consultas à especialistas parecem confirmar a necessidade de maiores cuidados com relação ao ambiente de trabalho, especialmente quanto à concentração de vapores no ar e uso de EPIs para evitar contato com a pele. Quanto ao descarte, o risco ambiental parece ser pequeno para unidades de saúde servidas por rede pública de esgoto sanitário, restando uma preocupação maior com as unidades de saúde que usam sistemas de tratamento próprio (tanques sépticos , lagoas, etc.), pois o gluta pode afetar seu funcionamento e também causar danos quando lançado em corpos d'água.
Terminado o trabalho com o glutaraldeido, já estamos pesquisando outros RSS químicos, inclusive formol, xilol e cia. Agradecemos qualquer sugestão de bibliografia sobre o tema. Caso alguém se disponha a colaborar mais diretamente com esse projeto, peço que entre em contato comigo no CVS-SP.
Atenciosamente,
Vital Ribeiro
CVS-SES-SP
Respondida por Vital Ribeiro, em 13/04/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol
Colega Célia,
Te agradeço e aguardo o contato da empresa que recicla esses resíduos químicos.
Patrícia Fonseca
LIGA-RN
Respondida por Patrícia Fonseca, em 15/04/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol (
Ola Pessoal
Gostaria de saber se alguém no grupo tem alguma literatura ou
experiência sobre o tratamento do formol e Xilol usados em laboratórios.
Para ser despresado: precisa ser tratado? pode ser descartado como resíduo comum sem tratamentos.
Abraços
Enfº Jairo
Respondida por Jairo, em 18/04/2005
Laboratório - Descarte de formol e xilol
Jairo
Qualquer produto químico deve ter uma conduta para ser trabalhado.
Infelizmente temos muita gente falando sobre o assunto porém, com conhecimento sào poucos.
Já mencionei em outro e-mail que há um grupo de químicos fazendo o tratamento para reaproveitar o xilol do laboratório, estou tentando contato com eles.
Vc menciona se o produto precisa ser "tratado" para ser desprezado. Bem..oque entende por tratamento?
Suas perguntas são fundamentadas e seria muito bom que todos perguntassem pois assim, conseguiríamos orientar de forma correta e, principalmente por profissionais habilitados na área . Temos um laboratório da USP, próximo ao HU para essas pesquisas. Vou te passar o e-mail do prof. Orlando, da USP, ele que coordena esse laboratório para inativaçào, descarte, reaproveitameno, enfim...um laboratório de resíduos químicos e,
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com certeza vai poder ajudar.
Estamos marcando um dia para fazer uma visita no local com um pessoal, é muito interessante
prof. Orlando - (farmacêutico - bioquímico) zancajr@usp.br
Espero que consiga e vá conversar com ele, vai ser ótimo, ele é fantástico e o trabalho dele também