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Doenças emergentes, alertas sanitários
Para leitura.
Saudações.
Paulo Roberto Rebello
Técnicos da Anvisa vistoriam hospitais no Pará (Globo OnLine)
Jornalista: [Indefinido]
17/03/2005 - 10h46m Técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) darão início nesta quinta-feira a uma vistoria em 10 hospitais privados do Pará, onde foram registradas uma morte e cem casos de pessoas infectadas por uma bactéria similar à da tuberculose e da lepra, a mycobacterium abscesus. Outras 280 pessoas estão sob suspeita de terem contraído a infecção hospitalar, causadora de graves ferimentos infecciosos na região do abdômen.
Na manhã desta quarta-feira, a secretária municipal de Saúde, Cleide Fonseca, se reuniu com representantes da associação dos infectados e decidiu que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) vai contratar um médico infectologista e um psicólogo para acompanhar o tratamento de todos que contraíram a bactéria, até que Justiça defina de quem é a responsabilidade pela contaminação.
A secretária também vai garantir a compra dos medicamentos necessários ao tratamento, entre eles a claritromicina, que custa aproximadamente R$ 250 e deve ser tomada durante seis meses.
Em uma avaliação parcial que será entregue aos técnicos de Brasília pela Vigilância Sanitária Municipal, foi praticamente descartada a contaminação por meio de substâncias químicas utilizadas nos procedimentos de esterilização de materiais, entre os quais o esterilizante químico glutaraldeído, utilizado para esterilizar equipamentos cirúrgicos por métodos de vídeo, que foram os procedimentos que mais geraram infecção pela mycobacterium abscessus, causadora de abscessos doloridos que mantêm abertas as incisões cirúrgicas e produzem secreção purulenta contínua.
Apesar da solução imediatista, a Sesma garante que vai convocar os hospitais para uma reunião na próxima semana - em que cada um deverá se comprometer a participar do tratamento dos pacientes. A data da reunião depende apenas da agenda do Ministério Público, que também será convocado.
- Nós não vamos deixar os pacientes abandonados, como muitos estão agora, mas vamos também cobrar de todos os envolvidos nesse processo de infecção hospitalar que nos ajudem a arcar com o atendimento aos pacientes.
Enquanto isso não está definido, vamos garantir os medicamentos e o atendimento pelo médico infectologista - informou a secretária Cleide Fonseca.
O Ministério Público, através da Promotoria de Defesa do Consumidor, já abriu inquérito para investigar a quem cabe a responsabilidade de cada caso de infecção hospitalar.
Na última segunda-feira, os médicos Marcelo Dias e Luís Claúdio Chaves foram intimados a comparecer à presença do promotor Marco Aurélio do Nascimento para dar explicações sobre o caso. Apenas o primeiro compareceu. O promotor deverá ouvir ainda pelo menos mais 17 médicos envolvidos no caso.
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O conteúdo das mensagens é de inteira responsabilidade do autor do e-mail.
Enviada por , em 23/03/2005
Surto - Mycobacterium abscessus
Encaminho Nota Técnica da ANVISA sobre o o caso de IH no Pará.
Sauddações.
Paulo Roberto Rebello
NOTA TÉCNICA
Surto de Infecções relacionadas a procedimentos assistenciais, causadas por micobactérias de crescimento rápido, no Município de Belém do Pará.
Em decorrência das infecções causadas por micobactéria de crescimento rápido, em pacientes atendidos em serviços de saúde no Município de Belém/Pará, as Secretarias de Saúde do município e do estado e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informam aos profissionais de saúde sobre as características dos casos, medidas para diagnóstico, prevenção e tratamento.
Os dados obtidos até o momento confirmam a ocorrência de infecções por micobactéria não tuberculosa de crescimento rápido (MCR) em 52 pessoas submetidas a procedimentos invasivos, em sua
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maioria cirurgias por videoscopia e mesoterapia, desde junho de 2004. Em 42 amostras destes pacientes, o Instituto Evandro Chagas- IEC identificou a espécie como Mycobacterium abscessus. As cepas isoladas estão armazenadas para possibilitar análises posteriores. O estudo descritivo dos casos está em andamento, com possibilidade de ampliação no número de pacientes envolvidos.
Micobactérias de crescimento rápido como o M. fortuitum, M. chelonae e M. abscessus podem ser recuperados do solo e de fontes naturais de água, constituindo as espécies de MCR mais freqüentes em infecções relacionadas à assistência à saúde.
Infecções por MCR podem envolver praticamente qualquer tecido, órgão ou sistema do corpo humano, sendo mais freqüente o acometimento de pele e subcutâneo. Diversas publicações relatam a ocorrência de surtos de infecções por MRC após cirurgias de revascularização miocárdica, diálise peritoneal, hemodiálise, mamoplastia para aumento de volume mamário e artroplastia. Não existem relatos de transmissão de pessoa a pessoa, sendo as fontes ambientais as mais importantes.
As infecções de pele e subcutâneo por MCR geralmente se apresentam como abscessos piogênicos, com reação inflamatória aguda e supuração, ou evoluem lentamente, com inflamação crônica, formação de nódulos, ulceração, formação de loja e fistulização. O curso da doença é variável, sendo mais freqüente a evolução crônica progressiva, com raros casos de cura espontânea. Não existem sinais patognomônicos. A suspeita normalmente é levantada devido à falta de resposta aos antibióticos mais usados para patógenos de pele. O diagnóstico etiológico é feito pela análise microbiológica de tecidos e secreções demonstrando a presença do organismo.
A pesquisa de BAAR, em secreção e histopatológico, pode fornecer pistas importantes para direcionar o diagnóstico.
Devido a diferenças na susceptibilidade aos antimicrobianos, entre as espécies de MCR e mesmo entre cepas da mesma espécie, os testes de sensibilidade estão recomendados para todos os isolados de importância clínica, incluindo aqueles oriundos de pacientes apresentando recaída ou falência terapêutica.
Embora os métodos sejam similares, o teste de sensibilidade para MCR utiliza drogas diversas daquelas testadas para outras micobactérias não tuberculosas. Um painel primário de teste deve incluir amicacina, doxiciclina, imipenem, fluorquinolonas, sulfonamida, cefoxitina e claritromicina. Não devem ser testados agentes tuberculostáticos para estes microrganismos.
O teste de sensibilidade mais indicado para MCR é a determinação da concentração inibitória mínima (MIC) por microdiluição, usando caldo de Mueller-Hinton suplementado por cátion. Entretanto, a diluição em ágar e o método de difusão por disco também têm sido usados.
O tratamento das infecções inclui, muitas vezes, uma abordagem cirúrgica associada ao uso de antibiótico. A antibioticoterapia empírica para M. abscessus deve ser realizada, preferencialmente, usando claritromicina. Associar um aminoglicosídeo nos casos de acometimento sistêmico ou imunossupressão. O uso de aminoglicosídeos deve ser acompanhado do monitoramento da função renal do paciente. As quinolonas devem ser usadas apenas se os testes laboratoriais demonstrarem a sensibilidade. A remoção cirúrgica de corpos estranhos é imprescindível e o desbridamento de tecidos infectados é fundamental para o sucesso terapêutico. As infecções por MCR respondem de forma lenta e .por isso devem ser tratados por um período de 4 a 6 meses.
Recomendações
As instituições, por meio das CCIHs, devem intensificar as medidas de prevenção e controle de infecções relacionadas a procedimentos invasivos, com revisão de protocolos e programação de capacitações específicas.
No processamento de equipamentos e artigos para uso em procedimentos invasivos, é importante lembrar que a limpeza prévia é a etapa mais importante nos processos de desinfecção e esterilização. Resíduos de matéria orgânica, visíveis ou não, nas superfícies externas ou no lume dos instrumentais podem abrigar bactérias, fungos e vírus causadores de infecção.
Os desinfetantes e esterilizantes devem ser usados de acordo com as normas dos fabricantes, respeitando-se concentrações e tempo de exposição, além da verificação do registro desses produtos na ANVISA/MS.
Para a prevenção de novos casos, recomenda-se a instituição da higienização das mãos com água e sabão anti-séptico ou a fricção com produto a base de álcool a 70% antes e após o atendimento ao paciente; a esterilização de videoscópios por método químico ou físico (imersão em ácido peracético ou glutaraldeído e utilização de autoclaves de plasma de peróxido) e a suspensão de aplicação de injeções com finalidade estética.
Como medidas de apoio à de investigação e interrupção do surto, é importante que profissionais de saúde, pacientes e técnicos de vigilância sanitária tenham maior atenção para as seguintes ações:
implementar vigilância pós-alta para identificação de infecções em pacientes cirúrgicos;
acompanhar a adesão aos procedimentos normativos internos para o controle e a prevenção de infecções e garantir sua realização;
estimular os profissionais para que solicitem culturas para identificação dos microrganismos causadores das infecções, incluindo a pesquisa de micobactérias;
o material clínico deve ser coletado pelo médico assistente e encaminhado ao laboratório - IEC ou LACEN. O resultado será entregue ao solicitante ou ao paciente:
ü Coletar material de forma asséptica e em frascos estéreis. O volume de secreção deve ser superior a 02 mL. Swab não é recomendado. O transporte das amostras deve ser sob refrigeração, protegidos da luz e em frascos vedados para que o conteúdo não derrame. Comunicar ao laboratório se a secreção foi coletada de lesão aberta ou fechada. Nos casos de biópsia a amostra deve estar em água destilada ou salina estéril;
notificar à autoridade sanitária local os casos de infecção em pacientes após procedimento invasivo, com etiologia suspeita ou confirmada micobactéria não tuberculosa de crescimento rápido.
Bibliografia:
APECIH. Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar. Esterilização de Artigos em Unidades de Saúde.São Paulo: APECIH,1998.
APECIH. Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar. Limpeza e desinfecção de artigos e áreas hospitalares e anti-sepsia. São Paulo: APECIH,1999.
APECIH. Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar. Esterilização de Artigos em Unidades de Saúde. Campinas: APECIH,2003.
Brasil, Ministério da Saúde. Coordenação de Controle de Infecções Hospitalares. Processamentos de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos de Saúde. 2ed. Brasília, 1994.
Brasil, Ministério da Saúde. Orientações Gerais para Central de Esterilização. 1ed. Brasília, 2001.
Brasil, Ministério da Saúde.Portaria nº 15 de agosto de 1988. Determina que o registro de produtos saneantes domissanitários com finalidade antimicrobiana seja procedido de acordo com as normas regulamentares anexas à presente. Diário Oficial da União. Brasília, 23/08/1988.
Chadha R, Grover M, Sharma A, Lakshmy A, Deb M, Kumar A, Mehta G. An outbreak of post-surgical wound infections due to Mycobacterium abscessus. Pediatr Surg Int. 1998; 13(5-6):406-410.
Falkinham JO 3rd. Epidemiology of Infection by Nontuberculous Mycobacteria. Clin Microbiol Rev. 1996; 9(2):177-215. Review.
Fernandes AT, Fernandes MOV, Ribeiro FN. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde. 1ª.ed. São Paulo: Atheneu, 2000. V.2.
Galil K, Miller LA, Yakrus MA, Wallace RJ Jr, Mosley DG, England B, Huitt G, McNeil MM, Perkins BA. Abscesses due to Mycobacterium abscessus linked to injection of unapproved alternative medication. Emerg Infect Dis. 1999; 5(5):681-687.
Lacerda R, Silva A. Limpeza dos artigos médico-hospitalares. Rev. Paul Hosp. V.40, M. 5-12. 1992 p. 83-9.
Mandell GL, Bennett JE, Dolin R. Mandell, Bennett's Principles & Practice of Infectious Diseases . 5ª ed. Hardcover. CD-ROM, 2000.
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Rodrigues EAC, Grinbaum RS, Richtmann R. Infecções Hospitalares Prevenção e Controle. 1ª.ed. São Paulo: Sarvier, 1997.
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Respondida por Paulo Rebello, em 24/03/2005
Surto - Mycobacterium abscessus
Bom dia listeiros:
Sou infectologista e concluí minha especialização em controle de infecção hospitalar em dezembro. Estou acompanhando 7 pacientes com infecção por M. abcessus, todos submetidos a cirurgia laparoscópica, sendo que 4 colocaram banda gástica devido obesidade mórbida. Os casos chegaram até mim entre 6 e 9 meses da cirurgia inicial, sendo que alguns foram submetidos a múltiplas cirurgias pelos abcessos. Quando vieram 2 pacientes simultaneamente com história semelhante, comecei a investigar causas de infecção crônica e o laboratório confirmou a diagnóstico. Gostaria de saber se tem algum colega de lista que saiba mais sobre o assunto e sobre esterilização de material de cirurgia videolaparoscópica.
Rosania Araujo.
Infectologista.
CCIH Pronto-med e HGV.
Teresina-PI
romaaraujo@uol.com.br
Respondida por Rosania Araujo, em 24/03/2005
Surto - Mycobacterium abscessus
Sr Paulo Roberto Rebello,
gostaria de esclarecer alguns pontos sobre os casos de infecção por M. abscessus em Belém, pois faço parte da equipe de investigação e assistência do doente. O primeiro caso foi detectado em agosto de 2004 e a partir daí novos casos foram buscados e confirmados. Porém, na nota de jornal que vc enviou alguns pontos precisam ser esclareceidos:
1. Não tem registro de morte!!
2. São apenas 86 casos notificados e trabalhados pela ANVISA, e VISAs
3. Desconheço qualquer nota oficial afastando contaminação por produto químico, mesmo porque sabemos que as micobactérias ambientais podem contaminar substâncias antissépticas e o isolamento destas bacterias por cultura de substâncias químicas têm muitas dificuldades operacionais
4.A detecção do surto foi por profissionais de Belém
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mesmo(aliás faço parte do grupo que identificou a primeira paciente)
5. A investigação está em curso
6. sem casos novos (último caso, um somente, de janeiro de 2005)
7. pacientes que seguiram tratamento clínico adequado e limpeza cirúrgica estão evoluindo de forma favorável inclusive alguns já receberam alta
8. apesar da evolução arrastada e dificuldade de tratamento, os casos não evoluem com garvidade e também desconhecemos algum doente que tenha evoluído com quadro disseminado ou que tenha evouido com clínica grave.
Ponho-me a disposição para conversarmos e esclarecer qualquer dúvida.
Lourival Marsola
Médico Infectologista
Respondida por Lourival Marsola, em 24/03/2005
Surto - Mycobacterium abscessus
Lourival,
A Anvisa acho que a Adélia da CCIH emitiu uma Ampliação de Sinal para todos os Hospitais Sentinela numa busca ativa de novos casos pelo Brasil a fora.
Sabe dizer o resultado?
Sonia Chaves
Gerente de Risco/HSE-Rio
Respondida por Sonia Chaves, em 30/03/2005
Surto - Mycobacterium abscessus
Senhor Lourival Marsola.
Saúdo - o por acessar e participar do site RB com tão valorosas informações entretanto parece-me que não ficou muito clara a minha intenção de enviar, sempre, tais notícias veiculadas de qualquer forma. Veja que inicio o mensagem com os seguintes dizeres : " Para leitura" e isso visa divulgar o evento em si sem que se tenha a intenção de fazer qualquer tipo de crítica e assim é que quando envio não emito nenhuma opinião pessoal . Tais textos são da imprensa e somente deverão ser esclarecidos por técnicos envolvidos na investigação e com bases científicas .
Não quero entender assim mas não justifica-se, salvo melhor juízo, essa impressão que de V. Excia. sentiu-se atingido de forma pessoal e
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viu-se na obrigação de "prestar esclarecimentos" a mim... Seus "esclarecimentos" na verdade são importantes informações a serem passadas a todos os frequentadores do site devendo ser , ao meu ver, extensivas à comunidade médica, enfim à sociedade. Não podemos esquecer que a ampla divulgação de agravos à saúde constitui-se numa importante ferramenta para os profissionais de saúde notadamente quem trabalha com o diagnóstico e estabelece a terapêutica para agravos inusitados como esse caso do Pará.
Fico, desta feita , honrado com a deferência que V. Excia. me trata entretanto temos toda uma comunidade , com mais de mil membros , que participa desta lista do RB e que não poderia ficar privada da conversa que propõe ter comigo e, por fim, não sou o único a ter dúvidas sobre este ou qualquer outro caso que envolva Agravos Inusitados à Saúde Humana, portanto este é o melhor espaço para V. Excia. , que já acumula tanto conhecimento a respeito da situação em que se encontram esses pacientes, nos manter de forma permanente atualizados até mesmo porque se algum de nós tiver uma suspeita em nossos hospitais fique certo que já é a nossa referência.
Muito obrigado por vossa valiosa informação.
PAULO ROBERTO REBELLO - médico sanitarista
Coord. Est. de CIH - Centro de Vigilância Epidemiológica /SES-RJ
Professor-Tutor Vigilância Sanitária -EAD/ENSP- Fundação Oswaldo Cruz
Respondida por Paulo Rebello, em 30/03/2005
Surto - Mycobacterium abscessus
Prezados amigos
Ao que está parecendo, as notícias veiculadas no Globo Online não tem um crivo técnico - científico mais parecendo sensacionalismo. Isso dá um descrétito ao jornal além de nos fazer perder tempo com matérias inconsistentes e inoportunas. Necessitamos de matéria séria e construtiva.
Já que a notícia foi divulgada, gostaria que fosse passada a real viabilidade de uma infecção hospitalar por M.abscessus (micobactéria ambiental)
Outro questionamento pertinente - onde foi feita a identificação do GENERO e ESPECIE dessa micobactéria?????
Dr. Lourival...por favor, mande mais detalhes a respeito
Grata
Celia Wada
Respondida por Celia Wada, em 30/03/2005
Surto - Mycobacterium abscessus
Prezada Rosania
Voce teria mais dados sobre a identificação bioqúimica dessa M.abcessus?
Foi feita soroconfirmação? Seria interessante coletar mais dados, é muito dificil uma IH por micotabcteria e bastnate interessante se tratar , todas, de cirurgia palaroscópica
Voce teria alguma estatistica de seu hospital sobre IH por essas bactérias? Qual o sintoma predominante?
Obrigada
Celia Wada
Respondida por Celia Wada, em 30/03/2005
Surto - Mycobacterium abscessus
O grande problema é que o pessoal reutiliza o material que É DESCARTÁVEL por centena de vezes!
respondendo a colega que questionou, reforço a posição do dr lourival de que existem sim inúmeros relatos na literatura de infecções hospitalares por micobacterias atípicas inclusive de mediastinites. baseados nisto recomendamos sempre para feridas sem fechamento completo a limpeza com soluções estéreis, uma vez que estas micobacterias são repetidamente associadas a limpeza de tecidos ou instrumentais com água da bica. eu pessoalmente acompanhei um surto em cirurgias de miopia por micobactérias de grande gravidade.
marisa santos-rj
Respondida por Marisa Santos, em 05/04/2005
Surto - Mycobacterium abscessus
S
enhor Lourival Marsola.
Saúdo - o por acessar e participar do site RB com tão valorosas informações entretanto parece-me que não ficou muito clara a minha intenção de enviar, sempre, tais notícias veiculadas de qualquer forma. Veja que inicio o mensagem com os seguintes dizeres : " Para leitura" e isso visa divulgar o evento em si sem que se tenha a intenção de fazer qualquer tipo de crítica e assim é que quando envio não emito nenhuma opinião pessoal . Tais textos são da imprensa e somente deverão ser esclarecidos por técnicos envolvidos na investigação e com bases científicas .
Não quero entender assim mas não justifica-se, salvo melhor juízo, essa impressão que de V. Excia. sentiu-se atingido de forma pessoal e
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viu-se na obrigação de "prestar esclarecimentos" a mim... Seus "esclarecimentos" na verdade são importantes informações a serem passadas a todos os frequentadores do site devendo ser , ao meu ver, extensivas à comunidade médica, enfim à sociedade. Não podemos esquecer que a ampla divulgação de agravos à saúde constitui-se numa importante ferramenta para os profissionais de saúde notadamente quem trabalha com o diagnóstico e estabelece a terapêutica para agravos inusitados como esse caso do Pará.
Fico, desta feita , honrado com a deferência que V. Excia. me trata entretanto temos toda uma comunidade , com mais de mil membros , que participa desta lista do RB e que não poderia ficar privada da conversa que propõe ter comigo e, por fim, não sou o único a ter dúvidas sobre este ou qualquer outro caso que envolva Agravos Inusitados à Saúde Humana, portanto este é o melhor espaço para V. Excia. , que já acumula tanto conhecimento a respeito da situação em que se encontram esses pacientes, nos manter de forma permanente atualizados até mesmo porque se algum de nós tiver uma suspeita em nossos hospitais fique certo que já é a nossa referência.
Muito obrigado por vossa valiosa informação.
PAULO ROBERTO REBELLO - médico sanitarista
Coord. Est. de CIH - Centro de Vigilância Epidemiológica /SES-RJ
Professor-Tutor Vigilância Sanitária -EAD/ENSP- Fundação Oswaldo Cruz