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Infecção pelo HIV/AIDS
Caros colegas
realizamos em nosso serviço todas as medidas recomendadas para o atendimento com acidentes biológicos, seguindo o protocolo conhecido por todos. Porém, temos a seguinte dificuldade: Não somos credenciados para o atendimento de pacientes HIV +, portanto não disponibilizamos no nosso arsenal farmacêutico dos anti-retrovirais. Solicitei à Secretaria do Estado de Saúde e ao hospital local (referência em HIV) que nos fornecesse um " KIT inicial" dos anti-retrovirais (enviando cópia do nosso protocolo, seguindo as doses recomendadas pelo MS) a fim de atendermos no prazo ideal (2 horas) os casos que houver indicação, até encaminharmos o funcionário para acompanhamento no ambulatório de referência ao atendimento de SIDA, tendo em vista que esse não funciona à noite, fins de semana e feriados. Para nossa surpresa não fomos atendidos, sendo a resposta que a medicação só é liberada para paciente sabidamente HIV+ (achei um absurdo). Felizmente até o momento não tivemos necessidade de usá-los.
Voces têm esse tipo de problema? Qual a sugestão para eu solucioná-lo?
Atenciosamente
Cláudia Diniz
Médica infectologista da Santa Casa de Montes Claros
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Enviada por , em 18/04/2005
Infecção pelo HIV/AIDS - Disponibilidade de anti-retrovirais
Bom Dia:
A sugestão é do Hospital comprar os medicamentos. A medicação é liberada para uso no caso de acidentes profissionais com exposição à material biológico sim, no entanto, esta distribuição é feita caso o Profissional de Saúde compareça a um Centro de Referência para tratamento de SIDA. No formulário de dispensção de medicação antiretroviral há um campo para assinalar, informando tratar-se de acidente profissional.
Atenciosamente,
Andréa Straatmann
Infectologista/SSA-BA
CCIH HGESF/ CCIH HAP
Respondida por Andréa Straatmann, em 25/04/2005
Infecção pelo HIV/AIDS - Disponibilidade de anti-retrovirais
Prezada Cláudia, bom dia!!
A dispensação de anti-retrovirais obedece a um rigoroso controle logístico, e os Programas Estaduais e Municipais estabelecem a rede de referência e contra-referência para o atendimento dos usuários que necessitam fazer o uso dos mesmos. Que seja pessoas vivendo com HIV/Aids, crianças expostas filhas de mãe HIV positivas, profissionais vítimas de acidente ocupacional com material biológico ou pessoas vítimas de violência sexual, todos tem direito ao acesso a estes insumos, obedecendo o protocolo de atendimento e ao fluxo estabelecido localmente, portanto deve estar havendo alguma informação equivocada em relação "a medicação só é liberada para paciente sabidamente HIV positivo".
O município de Montes Claros tem como referência para a dispensação de anti-retrovirais e acompanhamento à estas situações acima citadas,
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o Hospital Universitário Clemente Faria. Para um município de quase 325.000 habitantes (IBGE 2003), comportaria mais um serviço de atendimento a vítimas de acidentes ocupacionais, mas como referido anteriormente o fluxo e organização dos serviços locais é da gerência do Programa de DST/Aids local.
Seria interessante entrar em contato com a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de Montes Claros, sra. Vanida Veloso Oliveira Silva ( vanildamontes@yahoo.com.br ) Av. Sidney Chaves, 12-79 Edgar Pereira tel 38-3229-3300, para dirimir suas dúvidas, esclarecer o fluxo e ver qual a possibilidade de sua intituição estar estabelecendo-se como participante da rede de referência para acidente ocupacional envolvendo material biológico.
Atenciosamente
Mie Okamura
Programa Nacional de DST/Aids
Unidade de Diagnóstico, Assistência e Tratamento
W3 Norte - SEPN 511 - Bloco C - 2º andar
CEP: 70.750-543 - Brasília - DF - Brasil
( 61 448-8007/8008/8009
* : mie.okamura@aids.gov.br
Respondida por Mie Okamura, em 25/04/2005
Infecção pelo HIV/AIDS - Disponibilidade de anti-retrovirais
Bom dia,
Este problema aflige todos os os profissionais de saúde, tanto os acidentados, como os responsáveis pelos SCIH e Sesmt ou afins.
Parece que é fácil cruzar a cidade em tempo hábil para buscar os medicamentos , principalmente se isto ocorrer em dias e horários onde os órgãos responsáveis pela distribuição estão fechados.
Em nosso hospital (vou omitir o nome por questões éticas), até conseguimos junto ao DST-Aids local, um kit com os antiretrovirais necessários para iniciar uma terapia, em caso de paciente fonte desconhecido ou positivo p/ teste rápido e acidente grave.
Ficamos altamente comprometidos em fazer bom uso dos medicamentos (digo , manter p/ esta finalidade) e notificá-los de pronto quando for sugerida a terapia, p/ q/ os mesmos façam
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acompanhamento também.
O acesso foi facilitado pois uma das médicas do setor que distribui as drogas, também é do quadro do nosso hospital e sensibilizou-se com nossos argumentos.
um abraço
Enfa. Ana Beatriz Vasconcellos]
SCIH
Respondida por Ana Beatriz, em 25/04/2005
Infecção pelo HIV/AIDS - Disponibilidade de anti-retrovirais
Bom dia Mie Okamura e Claúdia Diniz,
Aqui no hospital de Porto Trombetas, interior do Pará, distrito de Oriximiná, também enfrentamos o mesmo problema que você Cláudia. Inclusive, obtivemos a mesma resposta que você obteve ("medicação só é liberada para paciente sabidamente HIV+") quando procuramos pelo centro de referencia de DST/Aids em Santarém, que é o mais próximo, e está a 12 horas de barco de Porto Trombetas.
Apesar de acidentes ocupacionais aqui serem raros, atendemos muitas parturientes, ribeirinhas, sem exames pré-natal. Neste caso, realizamos vários exames, dentre estes o teste rápido para HIV, porém caso algum seja
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positivo não temos como iniciar o tratamento.
Mie, qual sua sugestão?
Fábio Goulart de Oliveira
Farmacêutico-Bioquímico
Laboratório de Análises Clínicas
Pró-Saúde
pros.fabio@mrn.com.br
(93) 3549 7538
Respondida por Fábio Goulart, em 03/05/2005
Infecção pelo HIV/AIDS - Disponibilidade de anti-retrovirais
Olá Fábio,
A distribuição de teste rápido para as ações de prevenção da Transmissão Vertical nas Maternidades, é feita pelo Governo Federal, alavancadas pelo Projeto Nascer-Maternidades.
Se no seu município vcs tem acesso ao teste rápido, é porque o Estado do Pará está enviando este insumo, portanto deveria haver anti-retrovirais para que a ação seja completa obedecendo assim o protocolo preconizado pelo Ministério da Saúde.
Precisa averiguar junto à Coordenação Estadual do Pará como está funcionando a logística de distribuição de insumos e medicamentos e a rede de referência e contra-referência de seu estado.
O contato é:
Coordenação Estadual de DST/Aids
Coordenadora : Lia Lobato Batista de Sousa
Travessa Presidente Pernambuco, 489 - Batista Campos
(091) 4006 4279 / 241 9355 / 224 4011 /