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Resíduos de Serviços de Saúde
Gostaria de saber como poderá ser realizado o descarte de frascos de medicamentos vazios (antibioticos), se correspondem aos resíduos do grupo B. Como também de baterias, lâmpadas fluorescentes e aventais de chumbo.
Mensagem encaminhada pela colega Maria de Fátima
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Enviada por Maria de Fátima, em 10/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (1)
Olá Maria de Fátima,
Este tipo de resíduo é um caso sério, pois não conheço nenhum hospital que possua uma forma de acondicionamento específico para resíduos químicos, como os do Grupo B.
A prática que vejo são os frascos de medicamentos vazios (ampolas) sendo descartados em saco plástico branco leitoso de resíduo infectante (Grupo A), salvo as ampolas de vidro que aqui em nosso hospital decidimos que este tipo de resíduo deve ser acondicionado em Descarpack.
Se alguém utiliza de alguma prática diferente em seu hospital, por favor, contribua conosco aqui nesta discussão. Pois é certo que muitas dúvidas pairam no ar.
Abraços a todos,
Hugo Hoffmann Biólogo Gestão de Resíduos Sólidos / CCIH
Respondida por Hugo Hoffmann, em 13/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (2)
Prezados listeiros, Junto à pergunta da colega Maria de Fátima, gostaria de saber se os frascos de vacinas já utilizadas devem ser autoclavados como tratamento prévio ao descarte? Se há diferença para o tratamento para os diversos tipos de vacinas? E, para confirmar, se houver necessidade de autoclavar, esta autoclave não deve ser a mesma para uso de esterilização dos ítens utilizados para tratamento? Outra dúvida, no caso de moldagens de alginato ou siliconas, e do gesso que é transformado em modelo dentro destas moldagens de uso na odontologia, (todos com traços de saliva e/ou sangue, lavados em água corrente e supostamente desinfectados com hipoclorito de sódio ou ácido peracético). Qual sua classificação para disposição final? Ufa! Tantas dúvidas... e
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que não se esgotam aqui! Desde já agradeço, e bom fim de semana a todos. Miriam
Respondida por Miriam, em 13/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (3)
Bom dia a todos,
Em relação aos frascos-ampola vazios de antibióticos e outros medicamentos até o ano passado na "minha" instituição conseguiamos repassar como material reciclável (vidro), porém nesse ano já não conseguimos mais fazer o repasse, porque a pessoa que retira esse material diz que devido ao lacre de metal na tampa, ninguem quer comprar. Agora estamos descartando como lixo contaminante, mas o custo é alto, já que pagamos pelo serviço. Os outros frasco com residuos de medicamentos são descartados em caixa separada e identificados em planilha própria, também destinados ao tratamento especifico do gurpo B. Particularmente gostaria que a industria farmacêutica substituisse a tampa metálica por outro material tipo plastico para facilitar o repasse desses vidros que podem ser reutilizados
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(após lavagem e desinfeccção) de muitas outras formas. Obrigada Enfa Célia Leme- SP
Respondida por Célia, em 14/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (4)
Caros Maria de Fátima, Hugo e demais colegas de lista Como descreveu o Hugo, é bem comum ver frascos de medicamentos em sacos brancos (RSS biológicos). Isso é um erro muito grave porque a destinação dada aos RSS biológicos não é compatível com resíduos químicos. O aquecimento em autoclave ou microondas pode até promover a liberação de vapores tóxicos, além de não eliminar a característica de periculosidade do resíduo. Também não podemos deixar de mencionar o fato de que a grande maioria das embalagens de medicamentos não são classificáveis como resíduo perigoso e, portanto, não precisam de tratamento como tal. O pior é que, poderíamos até descartar como resíduo comum, sem prejuízo ao meio ambiente, mas, ao descartar como RSS biológico
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uma substância, mesmo que não seja classificada como resíduo químico perigoso, ela será tratada termicamente e irá se espalhar no ar ambiente, trazendo riscos aos funcionários da unidade e talvez até ao meio ambiente. Sei que parece irônico, mas é um problema bem documentado, o tratamento desnecessário de um resíduo que sequer é perigoso acabar produzindo danos que não existiriam se esse resíduo fosse simplesmente encaminhado aos aterros sanitários. No estado de São Paulo, fizemos uma norma que classifica detalhadamente os RSS de medicamentos (http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/08pcvs21.pdf). Para os EAS de SP, a norma deve ser seguida e exige a incineração dos resíduos que contenham os princípios ativos listados no Anexo II da norma. São poucos, bem menos que se teria ao usar a classificação da ANVISA, mas as exigências são muito rigorosas, alias, como são em qualquer país desenvolvido, com relação a esses resíduos. Para quem está fora de SP, é preciso seguir a RDC 306/2004. Na 306, as exigências são menos rigorosas, mas a quantidade de medicamentos e embalagens é muito maior porque a classificação não lista os princípios ativos e sim as classes terapêuticas o que acaba incluindo muitas substâncias que não seriam classificadas como resíduo perigoso. Mesmo assim, é preciso seguir a RDC 306, ao menos até que se tenha uma nova norma da ANVISA, o que está sendo providenciado através de um grupo que já está trabalhando nisso. De modo geral, eu diria que é preciso evitar a todo custo que RSS químicos, incluindo medicamentos cujos resíduos sejam perigosos (e os não perigosos também) sejam descartados em sacos brancos ou em caixas de perfurocortantes. Isso é o pior que pode acontecer. Incineração para RSS químicos é uma coisa muito cara e complicada. SP tem 4 unidades licenciadas, mas no resto do Brasil são muito raras. Autoclave, microondas e incineradores que não sejam licenciados para resíduos Classe I não devem ser usados em nenhuma hipótese, é preferível o aterro sanitário comum (com acondicionamento e transporte especiais). Também me preocupa a possibilidade das embalagens ou mesmo medicamentos vencidos caírem nas mãos de pessoas que possam tentar falsificá-los ou vendê-los irregularmente, assim, cuidado com a destinação, inclusive de resíduos de embalagens secundárias que podem ser enviadas para reciclagem, mas, preferencialmente, descaracterizadas. Como vocês podem ver, trata-se de um tema complicado, infelizmente.
Sds, Vital Ribeiro (CVS SES SP)
Respondida por Vital Ribeiro, em 14/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (5)
Hugo, Desculpa mas poderia reformular sua resposta, pois acredito não estar dentro da legislação.
Cris CIH-RJ
Respondida por Cris, em 14/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (6)
Caras Miriam, Maria de Fátima e demais Frascos de medicamentos (embalagens primárias) podem ser resíduos químicos perigosos ou não, dependendo do medicamento. Vocês devem consultar a RDC 306/2004 para quem é de fora de SP e a Portaria CVS 21/2008 para quem está no estado de SP. Baterias, lâmpadas fluorescentes e aventais de chumbo têm em comum o fato de conterem metais pesados. Não podem ser incinerados em nenhuma hipótese, nem deveriam ir para aterros sanitários, embora esta seja a forma de destinação mais usada e, inclusive, aceita pela legislação brasileira para pilhas comuns e para as lâmpadas. Todos devem ser enviados para reciclagem, observando se a empresa é licenciada para tratamento desses tipos de resíduos. Um alerta importante. Ao que
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eu saiba, aquele sistema que se tornou muito comum nos últimos tempos, composto por um recipiente (tipo barril de aço) e dispositivos de aspiração e filtragem, que recebem as lâmpadas quebrando-as armazenando no barril, enfim, até onde pude apurar, nenhum sistema desse tipo tem licença ambiental no Estado de SP para TRATAMENTO das lâmpadas com mercúrio. São dezenas de empresas operando inclusive em regime de franquia e, caso alguém de uma delas esteja nos lendo, espero que apresente algo em defesa do sistema porque tudo o que encontrei são licenças para armazenamento ou transporte e, sintomaticamente, esse serviço custa muito menos que o oferecido pelas empresas licenciadas para tratamento pela CETESB. É apenas um alerta, mas resta ver qual será o desfecho desta questão, à luz de informações mais completas. Os aventais de chumbo são, para mim, um problema ainda sem solução, já que se trata de um material combinado, chumbo mais um tipo especial de plástico e, até agora, não encontrei quem conseguisse separar o chumbo do plástico de uma forma ambientalmente aceitável e viável operacionalmente. Gostaria de saber se alguém tem mais informações sobre a destinação dos aventais. Os frascos de vacinas já utilizadas devem ser autoclavados, mas não precisa ser no local de origem, pode ser em uma unidade de tratamento centralizada. Isso vale para vacinas de vírus vivos ou atenuados. Não se deve usar a autoclave do CME para processar nenhum tipo de resíduo, mas é possível usar a autoclave do laboratório de microbiologia, desde que isso não venha a sobrecarregar a operação da unidade. Para as moldagens de alginato ou siliconas e o gesso, ainda mais se "lavados em água corrente e supostamente desinfectados com hipoclorito de sódio ou ácido peracético", como vc disse, creio que não haveria problema em descartá-las como RSS comum Sds, Vital Ribeiro CVS SES SP
Respondida por Vital Ribeiro, em 14/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (7)
OLA COLEGAS
Sou enfermeira e trabalho com higienizacao hospitalar. Hoje estamos implantando o PGRSS no nosso ambulatorio e estamos colocando coletores DESCARPAK para frascos de medicamentos, sendo este tipo RSS GRUPO B - quimico(RPM). E igual o coletor de PERFUROCORTANTE so que e laranja, apos e encaminhando para tratamento em empresa terceirizada. Leia RDC 306, 358 e CVS 21 que ira ajudar. Espero ter ajudado...
Mensagem encaminhada pela colega Catia
Respondida por Catia, em 15/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (8)
Caros Listeiros,
Quero como sempre agradecer aos comentários do Vital Ribeiro e ressaltar que suas respostas sempre muito objetivas acabam sempre melhorando mais os nossos conhecimentos e com certeza a nossa prática. Sou de um Estado que muito pouco ainda se conhece sobre RSS e onde tratamento para os mesmos ainda não é muito praticado. Quero ainda ressaltar que o mercado brasileiro tem um longo caminho a percorrer com a questão de tratamento de RSS e que tais métodos hoje usados possuem seus pontos positivos e negativos devendo serem anlisados com muita cautela para que não sejam tomados como forma definitiva para o tratamento e gostaria que outros profissionais como biólogos, microbiologistas, infectologistas, engenheiros ambientais tivessem um olhar mais apurado
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para as questões de resíduos de serviços de saúde para que as lacunas que ainda existem nas resoluções hoje em vigor fossem mais discutidas. E mais uma vez muito obrigada por esta lista de discussões existir!!!
Att,
Enfª Ana Cláudia Martins Freire.
Respondida por Ana Cláudia Martins Freire, em 16/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (9)
Cris (CIH-RJ)
Me desculpe se minha resposta "não estar dentro da legislação". Também sou conhecedor das normas técnicas vigentes, todavia, este fórum de discussão tem justamente este objetivo: um auxiliador de PDCA (Plan Do Check Action). Acredito, e digo isso por mim, que todos estamos aqui para aprender uns com os outros, principalmente, com pessoas mais experientes a compartilhar o que sabe, como é o caso do Vital, um grande colaborador deste fórum. Ainda estou "engatinhando" nessa área, tenho muito a aprender, mas sinto que estou no caminho certo e o que passei é uma realidade não só aqui no meu hospital, sei bem disso.
Aproveitando, a RDC 306/2004 classifica os resíduos químicos como grupo B, uma vez que num posto de enfermagem,
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por exemplo, tenho dois recipientes, um para acondicionar o RSS Grupo A (saco branco) e outro para acondicionar o RSS Grupo D (saco preto), como acondicionaria os residuos do Grupo B? Outro recipiente? E o saco?
Atenciosamente,
Hugo Hoffmann Biólogo
Respondida por Hugo Hoffmann, em 16/07/2009
Resíduos de Serviços de Saúde - Frascos de medicamentos (10)
Mas a CVS 21 afirma que tal coletor deve ser de parede rígida, (de plástico, por exemplo) tipo estanque, o que o Descarpack não apresenta. Wagner