Hepatites virais Hepatites Virais - Estudo de Prevalência / Brasil
Prezados colegas, Gostaríamos de divulgar o relatório publicado pelo Dpto DST/AIDS/Hepatites Virais do Ministério da Saúde com resultados do Estudo de Prevalência de Base Populacional das Infecções pelos Vírus das Hepatites A, B e C nas Capitais do Brasil: http://www.aids.gov.br/sites/default/files/anexos/publicacao/2010/50071/estudo_prevalencia_hepatites_pdf_26830.pdf Equipe Riscobiologico.org
Texto extraído do site do Dpto DST/AIDS/Hepatites Virais / Ministério da Saúde - http://www.aids.gov.br/noticia/2011/estudo_mostra_o_perfil_das_hepatites_virais_nas_capitais_brasileiras A maior pesquisa sobre hepatites virais já realizada na América Latina revela mudanças no padrão de ocorrência dessas doenças no Brasil, com redução das infecções dos tipos A, B e C, entre 2005 e 2010. Os dados do Estudo de Prevalência de Base Populacional das Infecções pelos vírus das Hepatites A, B e C nas Capitais do Brasil, elaborado pelo Ministério da Saúde, mostram
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que, nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o percentual da população que tem ou já teve hepatite (prevalência) foi de 39,5% para o tipo A, de 0,37% para o vírus B e de 1,38% para o tipo C. A OMS classificava o país na faixa de endemicidade intermediária a alta. Isso porque os dados usados pela Organização Mundial de Saúde não se baseavam em estudos amplos e atuais. Com base nos resultados do Inquérito e comparando-os com os parâmetros do organismo internacional, as prevalências sugerem que o Brasil está na faixa de baixa endemicidade. "Os números encontrados no novo estudo são reflexos claros da melhoria das condições sanitárias, no caso da hepatite A, e do impacto da vacinação, no caso da hepatite B", avalia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Mais de 26 mil pessoas participaram da pesquisa - 6.468 fizeram teste para hepatite A e 19.634 para os vírus B e C. A população residente no conjunto das capitais representa 23,8% da população total do país - mais de 45 milhões de habitantes. O estudo é um retrato da prevalência das hepatites virais no conjunto das capitais e do DF. Se o padrão observado nas capitais e no DF for considerado para todo o país, a estimativa de prevalência para a população brasileira geral é de 20,5 milhões de pessoas que já tiveram, em algum momento de sua vida, infecção pelo vírus da hepatite A, 800 mil pelo vírus B e 1,5 milhão pelo tipo C. Para o vírus tipo A, participaram do inquérito pessoas de 5 a 19 anos, faixa etária em que a prevalência permite realizar inferências sobre o padrão de ocorrência da doença. No caso dos vírus B e C, participaram indivíduos de 10 a 69 anos. HEPATITE A - O estudo indica que, quanto menor o nível socioeconômico, maior a frequência de casos de hepatite A. É o que acontece nas capitais da região Norte, que apresentam a maior prevalência de contato com a doença (58,3%). "Isso mostra a influência da falta de acesso ao saneamento, que é menor nessas capitais, favorecendo uma maior circulação desse vírus", observa Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério. A endemicidade é considerada intermediária nas capitais do Centro-Oeste (54,1%), Nordeste (53,1%) e no Distrito Federal (41,6%). Já nas capitais dos estados das regiões Sudeste e Sul, a frequência de casos de contato com a hepatite A é considerada baixa: 32,5% e 30,8%, respectivamente. Chama atenção o dado de que, em todo o Brasil, menos pessoas estão tendo contato com a doença na infância. Nessa fase da vida, a hepatite A apresenta-se como uma doença de cura espontânea, que não deixa sequelas. A redução de casos nessa faixa etária é consequência da ampliação no acesso ao saneamento básico, observado em todo o país. "O Ministério da Saúde está atento a essa realidade e, por isso, realiza estudos de custo/efetividade, para avaliar a ampliação do uso da vacina contra hepatite A para uma parcela maior da população, até o final de 2011", informa Greco. Atualmente, a vacina está disponível para populações específicas (ver relação completa). HEPATITE B - Nas capitais brasileiras e no DF, a prevalência da doença é 10 vezes maior nas faixas etárias mais elevadas - 0,6% entre pessoas de 20 a 69 anos e de 0,06% entre jovens de 10 a 19 anos. O dado reflete a principal forma de transmissão desse tipo da doença, que é por meio de relação sexual. Além disso, a baixa frequência de casos entre crianças e adolescentes decorre da vacinação contra a hepatite B, disponível no Sistema Único de Saúde. Desde 1998, o Ministério da Saúde incluiu a vacina no calendário básico e, a partir de 2001, começou a ofertá-la para crianças e adolescentes. "Essa é uma prova clara de que o uso contínuo dessa vacina pode praticamente eliminar a transmissão da hepatite B no Brasil, em um futuro próximo", reforça Greco. Após as três doses preconizadas pelo Ministério da Saúde, mais de 90% dos adultos jovens e 95% das crianças ficam imunizadas contra o vírus da hepatite B. HEPATITE C - Entre as hepatites virais, a do tipo C é a que exige mais atenção, pois, se os casos não forem diagnosticados precocemente, há possibilidade de agravamento das condições de saúde dos pacientes, e a doença passaria a ter um quadro crônico. Muitas pessoas infectadas não sabem que têm o vírus da hepatite C, doença que pode permanecer sem sintomas por até 20 anos. O diagnóstico, disponível na rede pública de saúde, só pode ser feito por meio de testes em laboratório. A descoberta tardia da hepatite C - quando os pacientes já apresentam lesões importantes no fígado, incluindo câncer e cirrose hepática - é a principal causa de indicação de transplante de fígado no Brasil. De acordo com o Inquérito Nacional de Hepatites Virais, a maior prevalência da hepatite C está nas capitais da região Norte (2,1%) e a menor, no Nordeste (0,7%). Os percentuais são semelhantes no Centro-Oeste (1,3%), Sudeste (1,2%) e Sul (0,9%). A principal forma de transmissão é a sanguínea, por meio do compartilhamento de seringas contaminadas ou objetos que cortam e perfuram - como alicates, tesouras e agulhas de tatuagem. A hepatite C também é transmitida da mãe para o filho (durante a gravidez ou no parto) e na relação sexual sem preservativo. A transfusão de sangue não é mais um fator de risco, pois desde 1993 há controle minucioso da qualidade do sangue em relação às hepatites. Entretanto, pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993 devem fazer o teste para o diagnóstico, considerando que a doença é silenciosa. TESTAGEM - Atualmente, os testes para hepatites estão disponíveis em todo o SUS. Em agosto, serão oferecidos também exames rápidos para os tipos B e C, nos Centros de Testagem a Aconselhamento (CTA) das capitais do Brasil. O resultado fica pronto em 30 minutos. Com testes convencionais, o resultado sai em até 15 dias. Já foram adquiridos mais de três milhões de testes rápidos (metade para hepatite B, metade para hepatite C) para ampliar o acesso ao diagnóstico". Fonte: Dpto DST/AIDS/Hepatites Virais - http://www.aids.gov.br/noticia/2011/estudo_mostra_o_perfil_das_hepatites_virais_nas_capitais_brasileiras
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Conceitos e condutas gerais Condutas - Acidentes e Derramamentos
Sr(a)s. Boa noite! Gostaria de saber se alguém dentro deste grupo pode me informar ou mesmo dividir comigo o conhecimento quanto a medicamentos classificados como oncolíticos, onde tenho algumas questões em aberto e preciso da ajuda para esclarecer alguns pontos: 1- Como tratam situações emergências envolvendo produtos oncolíticos?? exemplos: derramamento, quebras de vidros; 2- Envolvendo emergências com produtos oncolíticos quem é responsável pelo pronto atendimento?? os brigadistas? os funcionários do próprio local de trabalho; 3- Existe algum modelo de gestão para estes produtos do ponto de vista de segurança do trabalho??? pensando em quebras e derramamentos? exemplo um manual de como atual em situações como as citadas anteriormente? 4- Qual seria o tempo máximo para se atender por exemplo a uma
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quebra ou derramamento de um pequena quantidade deste material por exemplo armazenada em um galpão?? existe alguma limitação quanto a isto? 5- Possibilidades de neutralizaçaõ exemplo com água ??? Se os especialistas ou conhecedores deste tipo de produto, puderem me orintar ficarei grato! um grande abraço, Reinaldo Lima
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação de Evento - SP
Olá, pessoal.
Boa tarde.
Segue em anexo o programa do Simpósio da APECIH: Destaques em Controle e Prevenção de Infecção Principais Temas Discutidos nos Congressos - 2011 (SHEA/APIC/ICPIC) nos dias 16 e 20 de agosto.
Por favor, ajudem a divulgar.
Abraços,
Alessandra
[ Riscobiologico.org - Folder enviado pela colega Alessandra disponibilizado em www.riscobiologico.org/lista/20110729.pdf ].
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação de Curso - SP
CURSO INTENSIVO DE CONTROLE DE INFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO ODONTOLÓGICA - 30/07 (SÁBADO) www.portalbiologica.com.br MINISTRADOR: DRA. LUSIANE BORGES - PÚBLICO-ALVO: CIRURGIÃO-DENTISTA e EQUIPE AUXILIAR (ASB, TSB e Secretárias) - DATA: 30/ Julho (SÁBADO) - CARGA HORÁRIA: 8 HORAS - LOCAL: UNINGÁ SANTO AMARO - ENDEREÇO: RUA ISABEL SCHIMIDT, 118 (ESQUINA C/ AV ADOLFO PINHEIRO, 220), SANTO AMARO, SÃO PAULO, SP - INVESTIMENTO: R$ 200,00 - TEL: 3167-6997 /2619-5390 com Carol O EVENTO CONSTA DE 2 ETAPAS: TEÓRICA: - IMPORTÂNCIA DA PROTEÇÃO BIOLÓGICA DA EQUIPE E DO PACIENTE - IMUNIZAÇÃO DA EQUIPE DE TRABALHO (VACINA X IMUNIZAÇÃO) - ANVISA - DOENÇAS DE RISCO OCUPACIONAL - CARACTERÍSTICAS GERAIS E PREVENÇÃO - INFECÇÃO CRUZADA (VEÍCULOS E VIAS DE TRANSMISSÃO) - ACIDENTE
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PERFUROCORTANTE / NOTIFICAÇÃO - PROCEDIMENTOS PÓS- ACIDENTE C/ MATERIAL BIOLÓGICO - ATUALIZAÇÃO DA LEGISLAÇÃO SANITÁRIA VIGENTE - BARREIRAS FÍSICAS - CONCEITO DE LIMPEZA, DESINFECÇÃO (BAIXO, MÉDIO E ALTO GRAU) - TIPOS DE ESTERILIZAÇÃO (FÍSICA E QUÍMICA) - PARAMENTAÇÃO CLÍNICA E CIRÚRGICA - GLUTARALDEÍDO - ÁCIDO PERACÉTICO - ESTERLIZAÇÃO - AUTOCLAVE - ADEQUAÇÃO DE SALA CLÍNICA À AMBIENTE CIRÚRGICO - CENTRAL DE ESTERILIZAÇÃO - MONTAGEM E ADEQUAÇÃO DE AMBIENTE - MONITORAÇÃO DA ESTERILIZAÇÃO E REGISTROS - DESCARTE DE RESÍDUOS SÓLIDOS E LÍQUIDOS - PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE (PGRSS) DEMONSTRATIVA - TEÓRICO-CLÍNICO DEMONSTRATIVO - PRÁTICA INTEGRADA DE BIOSSEGURANÇA EM ATENDIMENTO CLÍNICO E CONDUTAS DE CONTROLE DE INFECÇÃO DO DIA-A-DIA - MONTAGEM DA CENTRAL DE ESTERILIZAÇÃO - PROCESSAMENTO DOS INSTRUMENTAIS NA CENTRAL DE ESTERLIZAÇÃO - ESTERLIZAÇÃO EM AUTOCLAVE - MONITORIZAÇÃO DA ESTERILIZAÇÃO - TESTES QUÍMICOS E BIOLÓGICOS DE ESTERLIZAÇÃO PS: NO FINAL DO CURSO SERÁ REALIZADO SORTEIO DE SUBSTÂNCIAS DE DESINFECÇÃO E REVISTAS CIENTÍFICAS
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Resíduos de Serviços de Saúde Resíduos de Serviços de Saúde - Sacos
Prezados colegas,
Se alguém puder me ajudar, preciso saber se todos os sacos de lixo hospitalar precisa ter timbre, inclusive o laranja e o roxo usado para roupas. Qual resolução posso consultar?
Att,
Érica
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Boa note! Sou segurança em um hospital, porém venho tendo dificuldades em questão do armario, quando fui para essa empresa os armarios ja estavam detonados mas a cada dia estão piorando mais e mais. Já solicitei a dona do hopital para providenciar um melhor, porém a mesma me infmorma que não irá providencia pois as colaboradoras estragam seu proprio armario esquecedo chave em casa e tendo que arroba-los. Visto que a empresa já foi notificado pelo MTE e o empregador não quer resolver esse problema...o que devo fazer???pois está ficando dificil e perigoso de acidentes com armarios quebrados?? Karolyne
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação - Hepatites Virais
28 de julho - Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais Cerca de um terço da população mundial foi ou será infectado pela hepatite Organização Mundial de Saúde (acesso a vídeos, posters, etc.):http://www.who.int/csr/disease/hepatitis/world_hepatitis_day/en/index.html Departamento DST/AIDS/Hepatites Virais - www.aids.gov.br Equipe Riscobiologico.org
Mailing da Agência de Notícias da Aids - http://agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=17392 "OMS reconhece 28 de julho como Dia Mundial de Combate às Hepatites Sociedade Brasileira de Hepatologia informa que País não está preparado para enfrentar essa epidemia grave e silenciosa Estima-se que cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com o vírus da HEPATITE B, cuja transmissão também é sexual, e aproximadamente 170 milhões com HEPATITE C. Hepatite A Os sintomas mais frequentes
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são: cansaço, tontura, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados. O diagnóstico é realizado por exame de sangue, e a doença é totalmente curável. Em menos de 1% dos casos poder provocar insuficiência hepática aguda grave. O SUS disponibiliza uma vacina, mas só é recomendada em situações especiais, como em pessoas com outras doenças crônicas no fígado ou que fizeram transplante de médulo óssea, por exemplo. No Brasil, um inquérito feito nas capitais entre 2004 e 2008 apontou que o vírus B da hepatite foi encontrado em 0,6% das pessoas entre 20 a 69 anos e o C em 1,56%. A hepatite A foi observada em 39,5% das crianças e adolescentes entre cinco e 19 anos. Para o Presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), o baiano Raymundo Paraná, as hepatites virais são as maiores endemias mundiais. "Na maioria das vezes elas não têm sintomas, são silenciosas e de fácil contágio", justiça. A transmissão da hepatite A pode ocorrer por contato humano ou por ingestão de água e alimentos contaminados; a B em relações sexuais desprotegidas, da mãe para o bebê, em transfusão de sangue e até mesmo por compartilhamento de escovas de dente e alicates de unha; e a C principalmente por contato com sangue contaminado, como no compartilhamento de seringas, lâminas de barbear e outros objetos cortantes. Dr. Paraná afirma que o sistema público de saúde ainda não está preparado para o enfrentamento dessas doenças. Segundo ele, o acesso ao diagnostico e ao tratamento é restrito e elitizado. HEPATITE B Tem os mesmos sintomas da hepatite A, mas o risco da doença se tornar crônica é maior. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%. Há vacina grauita para menores de 25 anos e precisa ser tomada em três doses. O diagnostico também é por exame de sangue. Na Bahia, por exemplo, uma pesquisa feita em 2010 mostrou que quase 30% das pessoas que se tratam de hepatite nos hospitais públicos têm plano privado de saúde. "Percebemos que esses pacientes são diagnosticados nos centros particulares e jogados para o SUS (Sistema Único de Saúde)", comentou. De acordo com o Ministério da Saúde, 11.660 pessoas recebem hoje tratamento contra a HEPATITE B e 11.862 contra a HEPATITE C no SUS. __Dr. Raymundo Paraná O especialista diz ainda que faltam hepatologistas e centros de hepatologia no sistema público, mas ressalta que a doença ganhou mais visibilidade, em 2009, quando o Programa Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde se tornou DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais. HEPATITE C Os sintomas são raros, mas os que mais aparecem também são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos. Quando necessário, o tratamento é complexo e dependerá da realização de exames específicos, como biópsia hepática e exames de biologia molecular. As chances de cura variam de 50 a 80% dos casos. Marcelo de Freitas, gerente da Área de Cuidado e Melhoria de Vida do DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais, explica que as experiências obtidas no enfrentamento de uma doença foram usadas para outras. "Agora brincamos que ninguém tem mais o seu bicho de estimação. Não existe uma pessoa responsável só pela AIDS e outra só pelas hepatites. Ficou tudo integrado", comenta. Governo melhora tratamento e oferecerá teste rápido No último dia 18, passou a valer uma nova diretriz terapêutica para o tratamento da HEPATITE C na rede pública. A iniciativa amplia o uso do remédio interferon peguilado e facilita o acesso ao tratamento em alguns casos que não necessitam de biópsia prévia. O protocolo anterior, publicado em 2007, permitia a extensão do uso do interferon desde que houvesse aprovação do Comitê Estadual de Hepatites Virais. Agora, o médico que acompanha o paciente já pode prescrever a continuidade do tratamento, de acordo com os critérios estabelecidos no documento. Hepatite D Também chamada de Delta, esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa e tem os mesmo meios de contágio da HEPATITE B. Não há tratamento específico. Recomenda-se repouso, alimentação leve e proibição de bebidas alcoólicas por um ano. A coinfecção tem completa recuperação, e a evolução para a forma crônica da doença ocorre em 5% dos casos. Com essa iniciativa, prevê-se a ampliação do uso do interferon peguilado para portadores de outros genótipos do vírus C para pelo menos mais 500 pacientes ainda este ano. O uso desta formulação trará mais conforto aos pacientes, pois é utilizada apenas uma vez por semana - no caso do interferon convencional, são três doses a cada semana. A partir de agosto, o SUS irá oferecer também testes rápidos de detecção das bepatites B e C. Os exames, cujos resultados ficarão prontos em 30 minutos, serão oferecidos inicialmente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) das capitais do país, para depois serem estendidos às unidades básicas de saúde. Hepatite E De ocorrência rara no Brasil e comum na Ásia e África, os meios de contágio e sintomas são iguais as da hepatite A. "Queremos acolher os pacientes o mais rapidamente possível. Com o diagnóstico precoce, podemos orientá-los para evitar a transmissão da doença e iniciar a oferta do tratamento adequado, garantindo melhor resposta do organismo e mais qualidade de vida", reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Lucas Bonanno"
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