Mensagem encaminhada pela Sonia Chaves - Rio de Janeiro
[ Riscobiologico.org - Por um erro nosso, esta mensagem deixou de ser encaminhada no final de dezembro. Pedimos desculpas à colega Sonia e aos demais participantes. ]
Para conhecimento, estou enviando uma matéria sobre medicamentos falsificados do Diário Catarinense (SC) em 27/12/2005.
Diário Catarinense (SC)
27/12/2005
Geral
Falsificação faz mal à saúde
Artigos piratas até podem parecer inofensivos, mas são verdadeiras ameaças
JOSÉ LUÍS COSTA/ Agência RBS
Sempre que questionado sobre os perigos dos medicamentos clandestinos, o oncologista e professor universitário Sérgio Lago,
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57 anos, recorda a história de um doente que se tratava com um remédio sul-coreano. Vítima de câncer nos pulmões, o paciente usou por 40 dias a droga injetável na quimioterapia, mas não sofria os efeitos colaterais típicos.
Não tinha queda de cabelo, náuseas ou vômito nem apresentava melhora. Pedi para trazer o remédio que usava - diz o médico.
Para espanto de Lago, as identificações na embalagem eram o nome - semelhante aos existentes no mercado -, e a origem da fábrica, em Seul. Não tinha bula, endereço do laboratório, responsável técnico e registro junto às autoridades sul-coreanas. Lago trocou a medicação, e o doente melhorou.
Segundo especialistas, drogas para tratar câncer e Aids são as preferidas pelos falsários.
- Para tratar o câncer há pelo menos uma centena de drogas. A metade deve ter inúmeras cópias que desconheço - assegura Lago.
A origem dos medicamentos clandestinos é a mesma da maioria dos produtos piratas: a Ásia. A Organização Mundial de Saúde (OMS) proibiu a venda de cinco tipos de drogas ao tratamento da Aids fabricadas na Índia. Não havia provas da eficácia do medicamento.
Os remédios para doenças graves despertam interesse do mercado clandestino pela alta rentabilidade e pelo baixo risco de punição, em caso de danos.
- A falsificação de medicamento é crime hediondo, com pena de até 15 anos, mas é difícil obter provas. Quando há um óbito, não se sabe se foi pela evolução natural do câncer, que resistiria ao mais rigoroso tratamento, ou se foi o remédio - diz o promotor Rogério Queiroz, da Promotoria do Consumidor do Ministério Público da Bahia.
Em 1998, pelo menos 11 pessoas morreram por ingestão de uma droga pirata. Naquela época, lembra o advogado carioca Otto Licks, em um dos maiores hospitais de São Paulo, analgésicos piratas eram ministrados a pacientes.
- Para não ouvir os gritos de dor dos doentes à noite, as enfermeiras juntavam dinheiro do próprio bolso e iam comprar o medicamento original na farmácia da esquina - diz.
Estimativa da OMS, em 2001, aponta que 100 mil mortes no planeta podem estar relacionadas à falsificação de remédios. Em 2003, ano em que a legislação brasileira passou a exigir novos testes de qualidade às drogas similares, vieram à tona os mais graves casos de fraude em medicamentos no país. Morreram 21 pessoas sob suspeita de ingerir medicamento contaminado com veneno para rato e 12 ficaram cegas supostamente por causa de um colírio clandestino.
( joseluis.costa@zerohora.com.br )
Diário Catarinense (SC)
27/12/2005
Geral
25% dos remédios têm desvio de qualidade, atesta a OMC
Um em cada quatro medicamentos em drogarias e farmácias hospitalares de países em desenvolvimento teria desvios de qualidade, calcula a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Fariam parte desse perfil os medicamentos falsificados ou piratas. Conforme a OMS, é considerado falso o remédio que não contém princípio ativo - ou contém, mas fora da dosagem correta - e também aquele que apresenta uma substância não prevista na fórmula.
Segundo dados da Confederação Internacional de Indústrias Farmacêuticas, a falsificação atinge 8% de todo o mercado mundial de medicamentos.
Cerca de 70% dos casos de adulterações, ocorreriam em países em desenvolvimento da África, da Ásia, do Leste Europeu e da América Latina.
Na Nigéria, um xarope com detergente matou uma centena de crianças. No México, uma pomada contendo serragem causou queimaduras em dezenas de pessoas.
Para se ter uma idéia do problema no Brasil, basta lembrar o que disse um dirigente da Associação Brasileira de Redes de Farmácia em 2000.
Em depoimento à CPI dos Medicamentos, o empresário, então sócio de um grupo de 80 drogarias, disse que existia "muita porcaria" no mercado e admitiu venda de remédios conhecidos no jargão farmacêutico por BO (bom para otário). Ou seja, sem qualidade e sob suspeita de serem inócuos.
O cartel de medicamentos no Brasil beira 32 mil rótulos. Investigações da Polícia Federal reveladas à CPI da Pirataria da Câmara dos Deputados no ano passado apontaram a existência de 2 mil atacadistas no país suspeitos de vender remédios falsificados ou contrabandeados para farmácias, clínicas e hospitais.
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Resíduos de Serviços de Saúde Resíduos de Serviços de Saúde - Regimento Interno
Amigos,
Recorro mais uma vez para um novo pedido: O Regimento Interno do Comitê de Gerenciamento de Resíduos. Quem tiver favor enviar para: scih@irmadulce.org.br
Eternamente agradecido e um feliz 2006!!!!
Gustavo Mustafa Tanajura.
Gerente de Risco Sanitário Hospitalar do Projeto Hospitais Sentinela - ANVISA
Líder e Infectologista do SCIH
Obras Sociais Irmã Dulce - Bahia
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Material bilbiográfico e educativo Material bibliográfico - Controle de Infecção x Cateterismo cardíaco
Encaminho e-mail abaixo para ciência do grupo. Pena não terem entrado no mérito do reprocessamento...
Isabella Albuquerque
From: "Kathy Wittman" kwittman@APIC.ORG
To: APIC@PEACH.EASE.LSOFT.COM
Sent: Tuesday, January 03, 2006 3:19 PM
Subject: [APIC] Pacemaker insertion in the Cath Lab (13)
From: Larry E. Krebsbach [mailto:lkrebsbach@bryanlgh.org]
Sent: Fri 12/23/2005 3:27 PM
Subject: Pacemaker insertion in the Cath Lab (13)
The Society for Cardiovascular Angiography and Interventions has just announced the release of new guidelines for infection control in cardiac catheterization laboratories. It can be accessed at:
http://www.scai.org/pr.aspx?PAGE_ID=4319
Larry Krebsbach, REHS, CIC
Epidemiology
BryanLGH Medical Center
Lincoln NE
402-481-8945
lkrebsbach@bryanlgh.org
.....kw
APIC-list
Postings should be addressed to ICPlist@apic.org. Postings are strictly the opinion of their authors and never the official position of APIC.
To unsubscribe to the APIClist, send an e-mail message
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to:
LISTSERV@PEACH.EASE.LSOFT.COM with the command:
SIGNOFF APIC in the body of the message.
<>br>For further information or assistance, contact apicinfo@apic.org.
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Material bilbiográfico e educativo Material bibliográfico - Radioproteção
Olá amigos!
Meu nome é Katia Calegaro, sou mestranda da UERJ e estou buscando material para composição do meu referencial bibliografico: procuro material científico sobre radioproteção, dosimetria de radiações ionizantes, serviços de hemodinâmica.
Se algum de vocês tiver algum material sobre esse assunto ou assuntos relevantes para o tema, podem me enviar por email?
Desde já agradeço a atenção.
Katia Calegaro
calegaro@click21.com.br
Mestranda em Enfermagem - UERJ
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Assuntos diversos Cateteres - Tempo de permanência
Bom dia pessoal, alguém pode me informar qual o tempo em que se pode estar passando um cateter umbilical após o nascimento?
FELIZ ANO NOVO PRA TODOS!
Um abraço
Ana Paula - Enfª SCIH - Campinas SP
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Informes e contatos Informe Riscobiologico.org - Novo PSBio
Prezados colegas,
Mais uma ano de muito trabalho chega ao fim.
Gostaríamos de agradecer a contribuição de cada um para a existência e o funcionamento do Projeto Riscobiologico.org.
Já são 5,5 anos de existência!
Para 2006, estaremos implementando o sistema de vigilância com uma nova versão do software PSBio que será liberada para download em janeiro.
De qualquer forma o novo instrumento para notificação já está disponível.
Ele inclui os detalhes sobre o acidente, sobre o trabalhador acidentado, as medidas profiláticas iniciadas e os resultados dos exames de acompanhamento.
Vale a pena conferir no endereço:
http://www.riscobiologico.org/software/soft.asp?e=12371
Gostaríamos de agradecer muito a contribuição dos serviços e das pessoas que participaram voluntariamente para o início do sistema de vigilância. Em especial, não poderíamos deixar de
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citar:
- a Dra Simone Nouer, Dra Celeste Nadja e equipe da UFRJ - o primeiro serviço a utilizar o software e enviar os dados dos acidentes para o servidor central,
- a Dra Raquel Guimarães e equipe - Maceió,
- a equipe da Clinhemo (RJ),
- a equipe da Hemolagos (RJ),
- a Dra Marisa Santos e equipe - Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras (RJ),
- ao Dr Marcos Baptista e equipe - Hospital Sirio Libanês (SP).
Certamente nomes que não estão sendo diretamente citados também contribuíram muito e gostaríamos de registrar nosso agradecimento.
Somente a partir das contribuições voluntárias será possível implementar um sistema de vigilância de acidentes de trabalho com material biológico em serviços de saúde brasileiros, para conhecer a realidade deste importante problema de saúde pública em nosso país e estabelecer as estratégias de prevenção. Contamos com a colaboração de todos !
Informamos nossos telefones 21 8189.7338 e 21 2266.7953 para aqueles que desejarem entrar em contato para participar do sistema de vigilância. O contato também pode ser feito através dos e-mails secretaria@riscobiologico.org e coordenacao@riscobiologico.org.
Desejamos a todos
Um Feliz 2006 e
Um Novo Ano repleto de realizações
Equipe Riscobiologico.org:
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Gostaríamos de divulgar a publicação dos novos guidelines (CDC - EUA) sobre "Recomendações para Prevenção da Transmissão do Mycobacterium tuberculosis nos Serviços de Saúde". Já está disponível no nosso site (www.riscobiologico.org).
MMWR Recommendations and Reports Volume 54, No. RR-17
December 30, 2005
This report updates TB control recommendations reflecting shifts in the epidemiology of TB, advances in scientific understanding, and changes in health-care practice that have occurred in the United States during the preceding decade. This document places emphasis on actions to maintain momentum and expertise needed to avert another TB resurgence and to eliminate
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the lingering threat to health-care workers, which is mainly from patients or others with unsuspected and undiagnosed infectious TB disease.
Equipe Riscobiologico.org
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Legislação e normatizações ANVISA - Controle necessário para as propagandas e da cidadania
Encaminho mais um texto, para reflexão, a respeito da nota da ANVISA reportando-me à importância do tema INFORMAÇÃO EM SAÚDE onde todo cidadão tem direito , garantido pelo Estado, de ter acesso a tudo que diz respeito aos serviços de saúde que usa bem como a todos os produtos que consome , sejam farmo-químicos ou alimentos, dentre outros.
PRRS
O controle necessário para as propagandas na construção da cidadania
Com relação à nota distribuída pelo Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) criticando as normas legais que autorizam a Anvisa a monitorar a propaganda de bebidas alcóolicas e alimentos, a Anvisa afirma que tal atitude fere a lógica e reforça uma prática que só faz aumentar o fluxo de pacientes nos postos de saúde
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e hospitais, bem aumentar o número de óbitos, quando tratamos de bebidas alcoólicas.
Não se trata de legislar e inventar "novas" soluções, pois o ordenamento jurídico brasileiro poderia ser suficiente para evitar abusos ou omissão a respeito. Impõe-se, isto sim, simplesmente o cumprimento da legislação existente. A razão é óbvia e a de sempre: a proteção da saúde da população. A Constituição brasileira,
principalmente em seu artigo 220, estabelece o controle da propaganda de produtos que possam colocar em risco a saúde da população como tabaco, bebidas
alcoólicas, agrotóxicos e medicamentos.
A restrição à propaganda não foi pautada apenas na questão legal. Ela é um reflexo das estatísticas de Saúde Pública relacionadas diretamente com o tema. No
Brasil, o consumo de álcool aumentou 154%, entre 1961 e 2000, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). O álcool também é o responsável por cerca de 70% dos acidentes de trânsito fatais, segundo dados do Denatran. Além disso, existem ainda os efeitos no aumento da violência doméstica e na
desagregação familiar.
Em relação aos alimentos, de acordo com dados da Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN), estima-se que no Brasil 20% das crianças sejam obesas
e que cerca de 32% da população adulta apresente algum grau de excesso de peso. Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da USP sobre a propaganda de
alimentos no Brasil aponta que 57,8% dos produtos alimentícios anunciados, entre 1998 e 2000, eram considerados ricos em gordura e açúcar.
Desde a sua criação, a Anvisa atua na fiscalização da propaganda. Cabe ressaltar que durante este período, ou mesmo a partir de agora, nunca se praticou
ou se cogitou praticar, a exigência de autorização prévia para a veiculação de propaganda.
De forma aberta e democrática, o Governo tem trabalhado em conjunto para resolver as questões que envolvem a Saúde Pública e a Vigilância Sanitária. O
exemplo está em dois grupos de trabalho criados para apresentar propostas de regulamento para a propaganda de bebidas alcoólicas e alimentos no Brasil.
A Câmara Especial de Políticas Públicas sobre o Álcool é o grupo técnico responsável por elaborar a proposta do regulamento para bebidas alcoólicas, em parceria com a Anvisa. A Câmara é composta por 14 representantes de setores da sociedade, entre eles Ministério da Saúde, Ministério da Justiça, Ministério da Fazenda, Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), CONAR, Senado e Câmara Federal e Organização Pan-Americana da Saúde.
Já o grupo que discute a propaganda de alimentos foi constituído em 2005, com o objetivo de redigir uma proposta de consulta pública para a propaganda de
alimentos que podem causar doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes e hipertensão. Deste grupo participam representantes do
Ministério da Agricultura, Senado e Câmara Federal, IDEC, CONAR, Associação Brasileira de Alimentos e Associação Brasileira de Industrias de Refrigerantes.
É importante esclarecer, ainda que, atualmente estão em consulta pública apenas o texto que revê o regulamento para a propaganda de medicamentos
(Consulta Pública 84) e o que regulamenta a propaganda de bebidas alcoólicas (Consulta Pública 83). Esse último, restringe a veiculação de propagandas de
bebidas alcoólicas - e não de matérias jornalísticas - ao horário adulto, entre 21h e 6h, conforme o que já estabelece a Lei 9294/96. O regulamento para a propaganda de alimentos como refrigerantes, salgadinhos, sorvetes e lanches, alimentos de baixo valor nutricional e alto teor calórico ainda está em fase de construção pelo Grupo de Trabalho sobre a Propaganda de Alimentos. A proposta de resolução deverá entrar em consulta pública no segundo semestre de 2006.
No caso dos medicamentos, há sete anos eles ocupam o primeiro lugar no ranking das intoxicações humanas, segunda dados no Sinitox - Sistema Nacional
de Informações Tóxico-farmacológicas. Além disso, dados da monitoração da propaganda realizada pela Anvisa mostram que mais de 90% das peças
publicitárias de medicamentos apresentam informações irregulares, o que contribui para desinformação de profissionais e consumidores. Segundo a OMS, cerca 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou usados inadequadamente, o que influencia diretamente no aumento do número de internações por reações adversas. Estima-se que os hospitais gastam de 15% a 20% de seus orçamentos para lidar com as complicações causadas pelo mau uso de medicamentos.
O Conar não é obrigado a entender e acompanhar os avanços da Farmacologia, da Nutrição e até mesmo dos trabalhos científicos para redução de dano no
consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Entretanto, quando defende a propaganda de produtos que oferecem risco à saúde, sem a devida regulamentação, sob uma alegada bandeira da liberdade de expressão, o Conselho desconsidera aquilo que é definido como risco sanitário mundialmente.
O trabalho realizado pela Agência , não só no que se refere à construção coletiva de seus regulamentos, é pautado em discussão aberta e paritária com todos os setores da sociedade envolvidos. A Câmara Setorial de Propaganda, instalada em 30 de novembro, por exemplo, já iniciou as discussões com os setores
que representam as agências de publicidade e os veículos de comunicação para avaliar os impactos no mercado publicitário destes regulamentos, inclusive
propondo as alterações que forem necessárias.
A fiscalização, o monitoramento e a regulamentação da propaganda pela Anvisa já demonstram efeitos na qualidade de vida da população. Não se trata de uma
tese, é real. Não são relatórios ou qualquer outro instrumento burocrático. É vida. É a consolidação da democracia no Brasil.
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