published about the issue during eighteen months. The reference for the analysis was the technical-scientific interpretation for the epidemic event, conducted by the reconstitution through interviews made with researchers and health and security workers embedded into the actions for diagnose and control of the epidemic in order to protect the workers health during the epidemic. Moreover, documents were also analyzed.
Observing the actions made by the journalists in order to find out information for theirs news articles, four different meanings for the epidemic were identified, constructed by different newspapers.
The social current discourses that had informed the meanings produced by the newspapers for the epidemic were recognized. It also discusses the limits and possibilities for the news agencies in communicating information that contribute for the health promotion and the protection against health risks in conflict situations such as epidemics, when affected populations are anxious for information.
Key words: media and health; risk communication; workers health
Introdução
Os meios de comunicação são reconhecidos pela sua influência na sociedade e na cultura, estudada por diversos autores (1,2,3), bem como nas atitudes e comportamentos humanos (4) e no julgamento de riscos (5,6). As relações entre o campo da saúde e da comunicação vem se estreitando nas últimas décadas (7,8), e vários estudos mostram a influência da comunicação sobre questões de saúde (9,10,11,12).
Embora se reconheça sua influência sobre as imagens que construímos do mundo (13), pouco se estuda sobre os modos de operação das agências de notícias, bem como seus limites e potencial educativo e de promoção da saúde, no sentido de elucidar situações e apontar soluções. Os poucos estudos sobre a relação entre mídia e saúde no Brasil mostram que os meios estão longe de oferecer uma contribuição efetiva para as necessárias mudanças na situação sanitária brasileira (11,12), especialmente quanto ao seu potencial na promoção e na educação em saúde. Ademais, há pouco conhecimento no campo da Saúde Pública sobre o papel da mídia na saúde e, particularmente, na saúde do trabalhador, da qual este artigo trata.
O presente estudo tem por objetivo discutir o papel que quatro jornais de Salvador (Bahia, Brasil) tiveram na disseminação de informações sobre uma epidemia de benzenismo ocorrida no Pólo Petroquímico de Camaçari/BA, durante os anos 1990 e 1991. Esse evento mostra-se exemplar para a análise da atuação da mídia frente a situações epidêmicas - quando a população costuma ansiar por informações - por ter mobilizado amplos setores da sociedade para fazer frente ao ocorrido.
A cobertura jornalística dos quatro meios durou dezoito meses, motivada inicialmente pela morte de um médico do trabalho vítima de aplasia medular, cujo laudo médico definiu uma relação causal entre a morte e a exposição ocupacional ao benzeno. O benzenismo é uma doença que decorre da intoxicação crônica pelo benzeno, o qual produz diversos danos ao organismo humano.
A referida epidemia levou ao público grande quantidade de informações oriundas de fontes diversificadas, constituídas por atores envolvidos no dimensionamento e enfrentamento do problema, destacando-se empregadores, trabalhadores e sindicalistas do trabalho, além de profissionais das áreas de saúde e trabalho.
No período citado, os jornais A Tarde (AT), Tribuna da Bahia (TB), Jornal da Bahia (JB) e Correio da Bahia (CB), produziram um total de 217 matérias (80 do TB; 70 do AT; 33 do JB e 34 do CB). Estudiosos da mídia local (Obs1) destacam diferenças significativas nas características desses meios, que possuíam capacidades noticiosas distintas na época da epidemia. O Jornal A Tarde destacava-se como o principal meio impresso de Salvador, de mais ampla tiragem e alcance no interior do estado, já se conformando como uma empresa jornalística.
Buscava realizar um jornalismo profissional e independente em relação às forças políticas do estado.
Em segundo lugar em termos de circulação, o Jornal Tribuna da Bahia caracterizava-se por uma linha editorial crítica às forças governamentais locais, e era reconhecido pela sociedade como um jornal de oposição.
Um terceiro jornal, o Correio da Bahia, de cunho governista e de propriedade de políticos da situação que vêm governando o estado há várias décadas, tinha tiragem restrita e buscava consolidar-se no mercado.
Por fim, o Jornal da Bahia, vinculado historicamente às forças de esquerda, sofrera pressões políticas e econômicas e tentava alcançar uma nova audiência de perfil popular como forma de sobrevivência. Com pouca estrutura profissional, encontrava-se em profunda crise nos anos 90, vindo posteriormente a se extinguir.
Interroga-se neste estudo sobre o modo como esses jornais podem ter influenciado, mediante as narrativas de suas coberturas dos acontecimentos, a criação de uma consciência de proteção e promoção da saúde de trabalhadores do Pólo Petroquímico de Camaçari, face à crise de segurança e saúde que se instalara naquele Pólo.
Material e método
Neste estudo, buscou-se estabelecer uma relação discurso/referência, extraindo-se o que foi selecionado e publicado pelos jornais dentre os acontecimentos narrados por técnicos e cientistas da área da saúde do trabalhador. Observou-se, para isso, as fontes de informação, a pertinência e a coerência dos eventos de fala selecionados para contribuir com a consciência sobre as condições de saúde e segurança no Pólo, agregando conhecimentos da situação real e visão crítica sobre os modos de fazer saúde do trabalhador.
A análise de discurso realizada neste estudo foi orientada pela hermenêutica de Paul Ricour para a busca da inovação semântica do enredo das narrativas dos jornais. Essa narrativa encontra no argumento o locus privilegiado em que se escondem os sentidos14,15, que se revelam nos movimentos dos jornais para articular os fatos já interpretados, realizando, então, uma inovação semântica para os discursos recolhidos das fontes visitadas.
O estudo submeteu à análise as 217 notícias coletadas nos arquivos dos quatro jornais, tomando como referência investigações epidemiológicas realizadas pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e pela Delegacia Regional do Trabalho, que caracterizaram a epidemia como um fato. Foram ainda acrescidas entrevistas com sanitaristas envolvidos na investigação epidemiológica e nas negociações para o controle da epidemia. Foram desenvolvidos os seguintes momentos de tratamento e análise dos dados:
1 - reconstituição do discurso médico-sanitário sobre a epidemia, por meio de entrevistas e análise documental;
2 - articulação das 217 matérias jornalísticas em uma narrativa conformada por todos os jornais e dispostas em um fio narrativo, de modo a permitir visualizar a confluência dos eventos selecionados, as ressonâncias e os diálogos entre os quatro meios;
3 - identificação dos movimentos para a busca da notícia (perguntas e respostas, fontes consultadas) nos diferentes jornais, que deram origem às primeiras conjecturas acerca dos sentidos produzidos e horizontes de expectativas dos jornalistas, identificados por meio da análise de matérias dissonantes, dos eventos referidos em todos os títulos e da narrativa construída pela articulação dos títulos, legendas e leads em manchete;
4 - validação, realizada separadamente mediante a conformação das narrativas jornalísticas sobre a epidemia, e análise dos argumentos nos enredos.
Foi observado o entrelaçamento dos eventos noticiados na busca de pontos de consonância e dissonância, de onde se revelaram os sentidos emprestados à
epidemia, evidenciando as posições dos principais sujeitos sociais implicados no evento.
Tomou-se também o enredo da narrativa de cada jornal separadamente e validou-se a hipótese de que a inovação semântica no enredo, na forma de argumento, sustentava a produção dos sentidos primeiros e segundos, que apareceram como conjecturas à primeira leitura dos jornais quando
observada a seleção de eventos noticiados.
Resultados
As mortes de um médico e de um operário foram casos índice para a investigação epidemiológica que revelou, dentre 7.356 trabalhadores examinados, 850 suspeitos de leucopenia e 216 considerados casos de benzenismo (16,17). A avaliação ambiental evidenciou níveis acentuados de contaminação atmosférica (17).
Alguns acontecimentos foram noticiados por todos os jornais: as mortes, a visita do Ministro da Saúde ao Pólo e a decisão do governo de interditar a unidade de benzeno da empresa Nitrocarbono. O "pivô" da história, que motivou a continuidade do debate na mídia, foi a dúvida plantada em torno do diagnóstico causal das mortes ocorridas. A cobertura jornalística se fez de modos distintos, uma vez que os jornais selecionaram aspectos diferentes em torno da epidemia, e os jornalistas assumiram posturas epistêmicas ou afetivas distintas (18) (obs 2).
Estas imprimiram movimentos às narrativas que deram lugar a inovações semânticas no enredo de cada jornal, apontando para diferentes sentidos.
Verificou-se que a postura dos jornais variou frente à denúncia de casos de leucopenia - seja pelos sindicatos, seja pelos estudos realizados por órgãos
governamentais. O jornal AT procurou fontes e argumentos que apontaram à negação dos casos, tendo no horizonte de expectativas a investigação.
O jornal TB, diante dos mesmos acontecimentos, buscou fontes e argumentos que apontaram para a confirmação da existência dos casos. O jornal JB apenas acolheu as denúncias como verdadeiras, não se movendo para negá-las ou para confirmá-las, enquanto o jornal CB levantou suspeitas quanto à veracidade das denúncias.
Frente às evidências de que a epidemia era real, como a publicação dos resultados dos estudos e o surgimento de novas denúncias por parte de trabalhadores, sindicatos e serviços de saúde, os jornais também variaram quanto à postura.
O AT tratou de contestar, enquanto a TB buscou recorrências e o CB permaneceu imparcial. O JB, por sua vez, tomando-as como verdade, tratou de
buscar culpados. A análise revelou quatro sentidos produzidos pelos jornais, também apresentados no Quadro I: epidemia incerta ou duvidosa, no
jornal AT; real e alarmante, na TB; criminosa, no JB; e, finalmente, natural e controlável/negociável no CB.
Sentidos e argumentos
Tomando-se para análise a narrativa de cada jornal em separado, revelaram-se quatro linhas discursivas que focalizam aspectos distintos da epidemia e que dão suporte aos sentidos das narrativas dos jornais. Essas narrativas dizem respeito às distintas interpretações dadas nos diferentes jornais para alguns acontecimentos chave da construção dos argumentos em torno das seguintes circunstâncias: a confiabilidade do laudo emitido para o caso do médico; o sistema de controle ambiental da empresa que originou os casos; a comprovação da epidemia de benzenismo; e a reação da empresa frente às evidências da epidemia.
Nota-se que o Jornal A Tarde produziu o sentido de uma epidemia incerta argumentando que o laudo do Instituto Nacional de Previdência e Assistência
Social - INAMPS sobre a causa da morte do médico é contestável e o sistema de controle ambiental da empresa onde trabalhavam as vítimas fatais é
considerado no jornal como o melhor do Pólo. Em sua interpretação, a epidemia seria uma invenção de grupos de interesses que articulam uma "guerra contra o Pólo", explicitamente divulgado em editorial do jornal. AT publica a fala de entrevistados que afirmam que na Bahia não há equipamentos suficientes para confirmar a relação entre casos de leucopenia e a intoxicação pelo benzeno. Ressalta também que a empresa comprovou a inexistência de contaminação e sugere que o governo não tem certeza suficiente (ou não tem poder) para tomar
a decisão de interditá-la. Apesar do argumento do relativo desconhecimento da natureza e magnitude do problema, o jornal AT mostra o Pólo investindo em meio ambiente. O jornal TB produziu o sentido de uma epidemia real e aterrorizante, argumentando que o INAMPS reconheceu a origem ocupacional da aplasia medular que matou médico e que esse fato mostrava apenas a ponta do iceberg de um problema maior, "um inimigo sempre à espreita" que "põe as garras de fora com ferocidade aterradora". O jornal denunciou a morte de um operador por leucemia ocupacional na mesma empresa e saiu à frente com a notícia de que a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) constatou o comprometimento da saúde por exposição ao benzeno em mais 73 trabalhadores, evidenciando uma ameaça química no Complexo Petroquímico de Camaçari - COPEC. Esse temor estaria envolto em mistério, mostrando-se nos novos casos surgidos a cada dia e em várias empresas.
As ações do governo e da empresa foram usadas também como argumentos para configurar a realidade da epidemia: o Ministro da Saúde reconheceu a epidemia e a DRT determinou a fiscalização rígida da empresa, enquanto o pânico se instalara no seu interior.
Ao mesmo tempo em que AT utilizava argumentos que enfraqueciam a crença da epidemia como fato, o TB orientou-se em sentido oposto, disputando a veracidade da notícia.
O movimento do jornal JB se aproxima do TB por considerar a epidemia um fato real, mas vai além, produzindo o sentido de uma epidemia criminosa.
Constrói seu argumento pela visibilidade que dá às falas dos trabalhadores, à posição do sindicato dos trabalhadores que incrimina a empresa e move
ação judicial e à atitude da empresa de contestar o laudo do INAMPS. No movimento do jornal há a busca de um culpado por uma epidemia criminosa. O discurso da culpa impregna as notícias deste jornal, que quer mostrar que a empresa é culpada e o crime é acompanhado de terror - "matando os trabalhadores aos poucos", como declara o jornal em algumas de suas matérias. O crime se configura por inúmeras irregularidades realizadas pela empresa: demissões; sonegação de informações sobre operários doentes; corte da
assistência médica e da complementação salarial; a empresa "esconde o jogo da contaminação". Face às negociações entre governo, empresa e trabalhadores, o jornal se antecipa anunciando que a DRT interdita a empresa, fato que não se confirmaria.
A ocorrência de casos de leucopenia no COPEC ganhou também o sentido de uma epidemia natural e controlável, construído pelo jornal Correio da Bahia. Com suas fontes, o argumento que ganha força é o de que o laudo do INAMPS
sobre a morte do médico era uma incógnita e que a epidemia era esperada, pois ocorreu em outros pólos industriais de países de primeiro mundo, requerendo a investigação das autoridades sanitárias.
Este jornal oferece ao público a interpretação de que a epidemia decorreu do fracasso do sistema de controle tecnológico pelo desgaste "natural" dos equipamentos, e que empresa e governo eram co-responsáveis pelo controle da epidemia, a qual exigia uma solução negociada. Ressalta ainda os investimentos das empresas em tecnologia de controle ambiental para solucionar o problema.
Discussão
Os discursos sociais correntes que informam as notícias dos jornais já foram estudados por diversos autores: o risco natural, a incerteza no mundo, o risco epidemiológico, a culpabilidade na doença e na morte, todos apresentam possibilidades distintas para a compreensão do processo de adoecimento
de trabalhadores expostos a riscos ocupacionais e, portanto, para a proteção e promoção da saúde.
O jornal AT desarticulou os acontecimentos de sua essência - o sofrimento dos trabalhadores e o fato epidemiológico - e via a epidemia como duvidosa. A narrativa desse jornal transitou sobre os acontecimentos em torno da epidemia de benzenismo no Pólo Petroquímico de Camaçari, valorizando a incerteza da doença no corpo contida na polêmica médico-científico que se instituiu para o diagnóstico causal da morte do médico e dos casos de leucopenia que foram identificados, transpondo essa incerteza para a situação de contaminação ambiental e de risco no Pólo.
A TB aproximou-se do discurso médico-sanitário apoiado no conhecimento clínico e epidemiológico e sustentou o sentido de uma epidemia real. Dessa
forma, pôde contribuir efetivamente para levar à compreensão da distribuição de casos e levantar o debate sobre as hipóteses causais. Contudo, impregnou suas páginas de frases e imagens sensacionalistas, transitando por disposições do
terror - de que fala Heidegger (19) - como um modo de acontecer da epidemia. A epidemia aqui é real e aterrorizante, e o jornal contribui para alastrar o pânico entre os trabalhadores do Pólo. Nesse periódico, especialmente, o problema da epidemia de leucopenia é revelado com toda a dramaticidade que envolveu os atores, particularmente os trabalhadores.
O sentido de uma epidemia criminosa (JB), a requerer a punição dos culpados, transpõe a culpa do trabalhador para a empresa. A idéia de culpa vinculada à doença é descrita como uma das variações culturais tanto na definição de
eventos nosológicos quanto na compreensão de sua função social (20). No discurso da higiene e segurança industrial, essa idéia encontra lugar na definição da responsabilidade civil e criminal dos acidentes de trabalho e da doença ocupacional, cuja avaliação causal se dá pelo estabelecimento
de um ato inseguro ou de uma condição insegura.
Alguns autores chamam a atenção para a função ideológica da interpretação causal de processos que são complexos e envolvem dimensões tanto
individuais quanto sócio-culturais (21,22) ou psíquicas (23), mas que são sobretudo relacionados a procedimentos de trabalho agressivos à saúde e à segurança (23).
Estudos sobre a produção da consciência culposa do trabalhador, abordando aspectos jurídicos e econômicos da transferência da responsabilidade do acidente para os empregados, revelam as conseqüências para as ações de prevenção propostas a partir de tal interpretação (24). Práticas educativas que envolvem dimensões psico-sociais podem acirrar entre trabalhadores o sentimento de culpa pelo acidente e mesmo pela doença, acentuando, provavelmente, o sofrimento psíquico e obtendo maior eficácia ideológica (23,24). Os trabalhadores às vezes assumem a responsabilidade do acidente
como ato inseguro, como negligência, indisciplina, preguiça, ignorância, excesso de autoconfiança etc., reportado aos outros e a si próprios como forma de
tecer uma espécie de auto-expiação da culpa para se preservar do estigma e do desemprego (24,25).
A idéia do risco à saúde como fenômeno natural (CB) é bastante difundida, e é vinculada ao fato de que o julgamento do risco envolve, necessariamente,
valores morais e éticos (21). Se o risco é naturalizado, ele se torna passível de uma aceitação mais calma e sobre ele não recai o mesmo sentido de injustiça
e desejo de retribuição, ao contrário de quando é visto como uma construção humana passível de atribuição de responsabilidades (21).
Os sentidos construídos pelos quatro jornais transitaram por discursos sociais diversos e às vezes conflitantes. Isso revela que os meios de comunicação de massa obedecem a uma lógica distinta e complexa na produção da notícia que
coloca limites a uma efetiva contribuição no processo educativo frente a eventos epidêmicos, embora a existência de múltiplos meios pareça favorecer a ampliação do debate no seio da sociedade e mover atores que ganham visibilidades para ações socialmente mais aceitáveis.
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Endereço para correspondência
Maria Ligia Rangel-S
Rua Visconde de Itaboraí, 628 - apto 303
Amaralina - CEP: 41900000
Salvador - BA - Brasil
e-mail:lirangel@ufba.br
Recebido em 12/04/2005
Aprovado em 28/05/2005
(1) Entrevista realizada com o Prof. Emiliano José, doutor em Comunicação e Prof. da FACOM/UFBA em fevereiro
de 2000.
(2) Segundo a definição de Ochs & Scheffelin, a postura afetiva diz respeito ao humor, atitudes, sentimento e disposição, bem como aos graus de intensidade emocional face a algum foco de preocupação (Ochs & Scheffelin, 1989; Labov, 1984 e Levy, 1984 apud Ochs, 1998), enquanto a postura epistêmica se refere ao conhecimento ou crença sobre algum foco de preocupação, incluindo graus de compromisso de verdade de proposições e fontes de conhecimento, entre
outras qualidades epistêmicas (Chafe & Nichols, 1986 apud Ochs, 1998).
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